Evite que seu passado inconsciente domine o seu futuro

Evite que seu passado inconsciente domine o seu futuro

24, maio 2015 em Psicologia 2415 Compartilhados
passado

Há mais de 100 anos, quando Sigmund Freud começou a trabalhar o inconsciente, o ser humano empreendeu um caminho de pesquisa desta sombra que todos levamos, de aspecto misterioso e invisível. Não é possível vê-lo ou tocá-lo; se alguém quiser sabe algo sobre ele, pode encontrá-lo por meio de associações aleatórias. Geralmente, quando temos notícias dele, é para levar as mãos à cabeça logo após perceber as consequências pouco agradáveis do seu mandato.

“Você não é você, você não é o que quer ser… você é o seu inconsciente”.

É assim que temos aprendido que o inconsciente é o manipulador de nossas vidas, e nós continuamos treinando a arte de ser o fantoche.

Os neurologistas descobriram onde ele vive: seu lar está no que se chama de terceiro cérebro (deixaremos o aspecto anatômico para outro artigo), e graças a ele podemos fazer coisas tão espetaculares como dirigir um carro sem nos esgotarmos com tudo o que temos que pensar ao mesmo tempo (velocidade, carro à direita, à esquerda, pessoa atravessando a rua, pés, mãos, sons, visão, etc.). Também podemos caminhar e falar ao mesmo tempo, sem ter que pensar em músculos para mover e dar um passo, e inclusive podemos respirar sem sequer sermos conscientes disto. Obrigado inconsciente!!!!

De qualquer forma, quando as pessoas se encontram com resultados desagradáveis na vida, produto das ações deles mesmos, uma desculpa muito comum é justamente recorrer ao inconsciente: “acontece que fiz isso inconscientemente”, “isso saiu do seu inconsciente“, “o que você quer que eu faça? É inconsciente!” etc. Claro… cada um parece ser a vítima do seu próprio e incontrolável inconsciente, falando mal de um passado distante do qual já pouco se lembra.

A vantagem dessa atitude é que a pessoa se desliga da responsabilidade e suas consequências negativas, afinal, foi o inconsciente. Uma catarata de desculpas brota da impotência de estar à mercê deste. Como é possível fazer algo se o inconsciente nos domina desde o passado onde foi formado?

O passado não se iguala ao futuro

É verdade que 95% ou mais do trabalho mental e da nossa percepção é inconsciente ou, ao menos, não consciente. É verdade que somos condicionados por um passado que cultivou os programas mentais do presente, mas é mentira que o passado invariavelmente determinará o futuro.

A decisão de criar um futuro diferente dos condicionamentos do inconsciente é de cada um. Este não está presente para nos brecar e nos tirar a responsabilidade de planejar ou mudar o nosso futuro, ou para nos dizer o que podemos e o que não. Está conosco para nos ajudar com o incrivelmente complexo e extenuante sistema nervoso. Portanto, colocar o inconsciente como pretexto de não mudar é se dar por vencido ou renunciar a qualquer desafio que implique no sonho da superação pessoal. Esta superação não é nada mais, nada menos que deixar nosso condicionamento passado para trás e agarrar o futuro que se quer criar.

O inconsciente pode ser modificado; isso já está demonstrado cientificamente, poiso cérebro é um órgão em constante mudança. No entanto, essas modificações devem ser voluntárias, e não há nada nem ninguém que possa nos ajudar com essa tarefa. Treinando várias vezes conscientemente o que se decidiu como desejado, a longo prazo o futuro não tem porque ser igual ao nosso passado.