4 fatores que destroem um relacionamento de casal

· dezembro 24, 2016

Um relacionamento de casal nos testa constantemente porque estabelece um contato íntimo onde afloram todos os nossos medos e inseguranças. Para os terapeutas de casais, existem quatro fatores determinantes que causam o final de um relacionamento. É a eles que dedicamos este artigo.

Estar envolvido em qualquer um destes comportamentos é um sinal de que precisamos mudar um aspecto importante em nosso modo de nos relacionarmos com o outro. Caso contrário, estaremos alimentando o conflito e aumentando a probabilidade do relacionamento acabar.

As discussões, os mal-entendidos e as divergências fazem parte de uma relação de casal. No entanto, existem muitas formas de comunicar as nossas emoções e algumas delas são muito destrutivas. São estas formas de expressão que teremos que “deixar de lado” se quisermos ser compreendidos e fortalecer o nosso relacionamento.

“O primeiro passo é se conscientizar de que o amor é uma arte, assim como viver também é uma arte. Se quisermos aprender a amar, devemos proceder da mesma forma que faríamos para aprender qualquer outra arte, música, pintura, carpintaria, ou a arte da medicina ou engenharia.”
-Erich Fromm-

1- As críticas destrutivas

As críticas ferem, destroem e causam sofrimento. Seu poder é tão grande que, por si só, podem destruir um relacionamento, especialmente quando elas são dirigidas à pessoa (não ao comportamento ou através de uma mensagem na primeira pessoa) e a pessoa não tem a oportunidade de responder. Dentro de um relacionamento, elas são armas carregadas pelo próprio diabo. 

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A crítica é diferente da queixa. A queixa é algo específico, que incide sobre o ato em si, e não diretamente na pessoa. Quando dizemos “Hoje eu notei que você está distraído” é diferente de “Você nunca presta atenção em mim”. A crítica inclui culpa e difamação, de modo que isso pode trazer sofrimento para a outra pessoa.

2- O desprezo

O desprezo é, possivelmente, o pior destes quatro comportamentos que estamos analisando. Quando menosprezamos o nosso parceiro, estamos envenenando o relacionamento, causando uma ferida muito profunda. O desprezo destrói o que é básico em um relacionamento: o respeito que devemos ter um pelo outro.

É difícil alcançar uma reconciliação quando houve algum tipo de desprezo anteriormente. Esse comportamento gera conflitos e desgostos que são difíceis de administrar.

O sarcasmo, a zombaria e o ceticismo fazem parte do desprezo. Devemos estar conscientes de que quando nos comportamos assim, porque aprendemos a nos relacionarmos dessa forma, fica muito difícil reparar os conflitos e os sofrimentos.

3- Atitude defensiva

Uma atitude defensiva dificulta a comunicação porque criamos uma barreira e culpamos o nosso parceiro por isso. Nós distorcemos as mensagens, as interpretamos subjetivamente com o objetivo inconsciente de esconder a nossa vulnerabilidade.

Com essa atitude bloqueamos o diálogo e o tom afetivo para dar lugar a mal-entendidos e ao distanciamento emocional. Quando nos sentimos atacados criamos um escudo ao nosso redor, e mostramos todas as nossas armas transformando o relacionamento em um “campo de batalha”.

Adotando uma atitude defensiva estamos enviando a seguinte mensagem para o nosso parceiro, “o problema não é meu, é seu”; dessa forma, conseguimos aumentar o conflito.

4- Atitudes evasivas

Uma abordagem violenta em uma discussão de casal traz à tona os fatores discutidos acima. As críticas e o desprezo podem levar a uma atitude defensiva, que posteriormente, quando a distância se instala entre o casal, gera uma atitude evasiva.

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Neste ponto do relacionamento, quando é preciso se distanciar para se sentir bem, será necessário muito empenho, diálogo e boa vontade por parte dos parceiros para que a relação não termine.

Podemos ignorar o problema ou ignorar o outro, mas dessa forma não conseguiremos resolver nada. A atitude evasiva é um indicador claro de que o amor está acabando. Por outro lado, este indicador ocorre mais frequentemente entre casais que já passaram muito tempo juntos e não deram a devida importância a outros fatores que indicavam as suas dificuldades em se relacionar e amar.

“No ato de amar, de se entregar, de mergulhar no mundo interior da outra pessoa, eu encontro a mim mesmo, me descubro e descubro a nós dois, descubro o homem”.
-Erich Fromm-