Por que você está na defensiva?

Por que você está na defensiva?
Sergio De Dios González

Escrito e verificado por o psicólogo Sergio De Dios González.

Última atualização: 21 março, 2016

Estar na defensiva é uma atitude aparentemente de autoproteção, quando se prevê um perigo ou alguém que possa nos fazer mal.

Quando adotamos este papel nós nos transformamos, e todo o nosso corpo se coloca em alerta e fala por nós, já que a linguagem corporal indica que há tensão, rigidez e atitude de defesa.

Além disso, a nossa  linguagem não verbal  se modifica em relação a outra situação onde não é exercida esta atitude. Esta linguagem usa um tom mais sério, maior velocidade falando, gestos faciais de incômodo, desagrado e inclusive de perigo.

Sem nenhuma dúvida, ainda que não digamos nem uma palavra, estar na defensiva é uma maneira de nos relacionarmos com o mundo,  uma forma que nos transforma e é facilmente notada pelos outros.

Como nos defendemos?

Além da linguagem corporal e não verbal, também nos expressamos de uma determinada forma quando estamos na defensiva, quer dizer, as nossas palavras pretendem nos proteger de um possível ataque ou perigo, e podemos fazer uso das justificativas ou do ataque ou crítica direcionados aos outros.

Em muitos casos, a forma de nos expressarmos é inadequada e pouco respeitosa, já que nos sentimos feridos, incomodados ou aborrecidos com o entorno, pelo que aconteceu ou pelo que imaginamos que vai acontecer.

Como diz o ditado: “a melhor defesa é um bom ataque”. Assim, sem ter muitos motivos, utilizamos o ataque, a crítica, a ironia, o sarcasmo ou até mesmo expressões ofensivas, com a ideia de que isso nos protegerá ou nos colocará na mesma situação da pessoa da qual temos que nos proteger.

Assim, longe de nos proteger ou de nos sentirmos bem, a atitude defensiva nos põe em guarda, tensos, e nos sentimos chateados, aborrecidos ou inclusive irascíveis.

De forma subconsciente, pensamos mais em como vamos nos defender de um ataque, ainda que o mesmo não tenha ocorrido, do que em aproveitar a situação, desfrutá-la ou simplesmente aprender com ela, observando e conhecendo a pessoa que temos na nossa frente.

Mas realmente, longe de nos protegermos, estar na defensiva nos machuca, já que cada vez que nos encontramos imersos nessa atitude, o mal-estar é maior.

Na verdade não nos protegemos de nada nem de ninguém; ficamos mais expostos, mostrando para a outra pessoa os nossos sentimentos e a nossa falta de estratégias para aceitar e enfrentar de forma eficaz a situação.

Estar na defensiva

Por que caímos na atitude defensiva?

Sem dúvidas, mantemos uma atitude defensiva porque não nos sentimos protegidos, ou o que dá no mesmo, não nos sentimos nem fortes nem seguros com nós mesmos. Por isso, precisamos nos proteger, nos defender e, de alguma forma, fazer com que os outros saibam disso.

Como enfrentar as situações de outra forma?

Em primeiro lugar, deve-se fazer um esforço para perceber as situações externas da forma mais objetiva possível, quer dizer, sem atribuir a elas o perigo que fará com que nos coloquemos na defensiva.

É mais adequado observar a situação como um espectador antes de interpretá-la e, assim, não nos sentiremos atacados por ela, já que é possível que haja outras explicações menos alarmantes para essa situação e que não precisarão da nossa atitude defensiva, pois é possível que não se trate de nenhum ataque.

Sem dúvida, para nos protegermos é necessário trabalharmos com e pela nossa segurança pessoal; para isso, convém cuidar de forma adequada da nossa  autoestima e autoconfiança.

Conhecer-nos o suficiente para ter claro quem somos, o que queremos na vida e como vamos consegui-lo, será um bom suporte para que o que acontecer ao nosso redor não nos afete, já que não se tratará de um ataque, mas de uma mera opinião discrepante ou diferente da nossa.

Sempre e quando tivermos claro como somos e como perseguiremos os nossos sonhos, não precisaremos estar na defensiva, já que nos sentiremos seguros com nós mesmos.


Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.