Hábitos que destroem seu amor próprio

· junho 14, 2016

Existem vários fatores que prejudicam a sua capacidade de apreciar o que você faz e valorizar o que você é. O mais importante deles é ter crescido no meio de um seio familiar onde o amor próprio dos seus membros também é limitado. Os pais que têm uma má ideia de si mesmos geralmente transmitem a mesma crença aos seus filhos.

A falta de amor próprio numa criança é manifestada com abuso, distância emocional e/ou física, crítica excessiva, menosprezo ou indiferença. Não há reconhecimento do valor pessoal da criança. Sem se dar conta, a criança aprende que os seus sentimentos e necessidades não têm importância para as pessoas mais próximas a ela.

Esta situação faz com que se desencadeiem uma série de acontecimentos associados. Quem tem pouco amor próprio está mais exposto aos abusos fora de casa: não sabe como se defender e não sabe se tem o direito de fazer isso. Além disso, a pessoa costuma ter um nível menos adequado no desempenho dos seus trabalhos, se distrai com maior facilidade e teme o triunfo.

Na vida adulta, muitos continuam a criar hábitos para superar a sua falta de amor próprio. São como distrações ou escudos emocionais, costumes que procuram reafirmar a sua ideia de que valem pouco. Assim levantam uma muralha de defesa contra a sua própria vulnerabilidade. Nenhum destes hábitos ajuda. A seguir vamos falar de alguns deles.

Menosprezar-se

Quando é você quem fala mal de si mesmo, você não está a fazer nenhum favor a si próprio. Não é sinal de humildade, nem de reconhecimento dos seus erros.

Menosprezar a si mesmo é estar preso nessas críticas do passado e que agora você usa para não esquecer que, aparentemente, você não tem direito de se enxergar de outra forma. 

Mas você é muito mais do que aquilo que lhe disseram. Você tem muitas virtudes e potencialidades para descobrir, basta você começar a se aceitar e a se amar para enxergar-se mais além dos olhos dos outros.

Mulher triste apoiada nos joelhos

Dar crédito absoluto ao que os outros dizem

Você pode sentir que os outros “sabem mais”, ou “entendem melhor”, ou até “têm mais autoridade” para dizer ou fazer certas coisas. Muitas vezes não paramos para avaliar se o que as outras pessoas dizem ou fazem é correto, basta que sejam elas a dizer ou a fazer aquilo.

Se você parar para pensar um pouco, pode ser que descubra que você não é assim. Tente sempre se conectar com a sua verdadeira percepção e valorize o que você encontrar.

Vitimizar-se

É possível que, diante das dificuldades, a sua resposta seja a de sentir pena de si mesmo. Você percebe a si mesmo como uma criança indefesa que deve se resignar às situações negativas, sem poder fazer nada a respeito.

Você ainda não descobriu que conta com recursos para enfrentar situações adversas. Que o importante não é o mal que acontece, mas como recebemos esse mal e o que fazemos com ele. Se você parar de lamentar por si mesmo e se dedicar a pensar em soluções, vai descobrir que até os piores momentos também são ótimas oportunidades.

Mulher com os olhos fechados chorando

Exigir de si mais do que é capaz

Quem tem pouco amor próprio tende a ver a vida em termos de modelos ideais. É difícil propor objetivos modestos e dar valor às conquistas obtidas. Está sempre pensando que deve alcançar mais e que o que conseguiu talvez não seja assim tão importante. É uma armadilha inconsciente para estar sempre em dívida consigo mesmo.

Se você não tem amor próprio, nada do que fizer será suficiente. Seus sucessos não valerão nada em comparação com as conquistas das outras pessoas. Mas não se engane: se você mesmo não começar a se valorizar, vai ser difícil para os outros o valorizarem. Além disso, como você vai chegar a gostar de si próprio se não é capaz de se aplaudir quando avança na vida?

Não tenha medo de se parabenizar por cada passo que der. As grandes metas são construídas com pequenos passos.

Imagem cortesia de Alejandra Mavroski.