A importância da comunicação emocional – A mente é maravilhosa

A importância da comunicação emocional

janeiro 16, 2016 em Psicologia 1 Compartilhados
Comunicação emocional

Diversas pesquisas sobre a criação natural e o apego mostraram a importância do contato físico desde o nascimento.

As carícias e os abraços têm um poder especial, o poder de comunicar afetos e sentimentos, que desde o nascimento o bebê sabe entender, receber e internalizar.

É por isso que, em muitos hospitais, pratica-se o ato de pele com pele da mãe com seu bebê desde o próprio momento do nascimento, para provocar o cunho mamífero do apego e o reconhecimento da sua principal referência.

A comunicação sem interferências

Existem várias formas de nos comunicarmos, por um lado a comunicação verbal, que se transmite através das palavras, e a comunicação não verbal, aquela que se expressa através de gestos, posturas, tom de voz, timbre, etc…

E além disso, poderíamos dizer que existe outra forma de se comunicar, a comunicação emocional, aquela que transmite emoções, sentimentos e desejos, e sem dúvida, esta se dá através do contato físico.

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Na nossa cultura, como em tantas outras, usa-se o beijo como parte do cumprimento cordial entre duas pessoas conhecidas ou não, e este protocolo social fez que se perdesse o componente afetivo que ele possui em essência.

Contudo, beijar uma pessoa querida, ou o seu cônjuge, recupera o componente afetivo que se expressa no plano mais íntimo.

As carícias também ganham sentido afetivo e sensual no plano mais íntimo e privado, sendo uma linguagem emocional em si mesmas.

E os abraços são o único gesto que transcendeu o plano social e público, preservando o componente afetivo e de expressão de desejos.

Zonas pessoais

Nos relacionamentos interpessoais existem vários espaços ou zonas nas quais podemos interagir.

Em primeiro lugar, a zona pública, em que se interage com várias pessoas ao mesmo tempo, por exemplo, quando apresentamos uma palestra e estamos a uma distância de 3,5 a 7m, aproximadamente.

Por outro lado, existe a zona social em que interagimos com uma ou duas pessoas desconhecidas, a aproximadamente 1,20 a 3,50m de distância.

Depois está a zona pessoal, que é a distância para estender a mão ou para manter uma conversa pública, aproximadamente entre 45cm e 1,20m.

E finalmente, a zona intima, a qual poucas pessoas acessam, já que é uma zona reservada a pessoas do plano mais íntimo, nas quais as interações se baseiam no contato físico, a distâncias de 45cm ou menos.

É neste espaço íntimo que surgem as diferentes opções de comunicação emocional através do contato físico, às vezes em um plano social e público, outras vezes em um plano privado, como nos relacionamentos amorosos.

Mas sem dúvida, manter o contato físico é adentrar a zona íntima, na qual a pessoa é mais vulnerável, e onde a intromissão de uma pessoa a quem não demos acesso nos fará sentir invadidos, agredidos ou pouco respeitados.

É precisamente por medo de que isto aconteça que colocamos barreiras que impedem o acesso a toda pessoa não escolhida para tal, relegando-a à zona pessoal, ausente de contato físico.

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O contato físico, fonte de conhecimento e empatia

A comunicação emocional através do contato físico tem um forte potencial para os relacionamentos interpessoais, já que nos ajuda a sentir mais a outra pessoa, praticando com mais naturalidade a empatia e o respeito em relação às suas emoções e sentimentos.

Abrir a nossa zona intima com mais frequência nos permitirá conhecer o plano mais sensível, emocional e humano das pessoas, quebrando então barreiras ou máscaras que às vezes nos impedem de nos entendermos, respeitar-nos ou de nos sentirmos queridos.

Viver a experiência do contato físico com pessoas receptivas para isto aprofunda o sentido da vida e das relações humanas.

Pois um simples gesto, sem palavras, nos permite sentir muito mais do que um discurso, e por isso, em apenas um instante compreenderemos que fazemos parte da vida dessa pessoa e que não estamos sozinhos.

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