A importância de saber renunciar - A Mente é Maravilhosa

A importância de saber renunciar

fevereiro 22, 2015 em Psicologia 0 Compartilhados

Saber renunciar no momento oportuno é uma das chaves para poder avançar, e para que apareçam coisas novas na sua vida. Se você se apegar a algo que não é possível ou que não funciona, você ficará estancado.

Vamos imaginar um caminho na montanha. Se você estiver caminhando e o seu objetivo é colher amoras, você vai ver um matagal com todos os tipos de amoras. Umas serão mais saborosas que outras.

Dessa forma, independentemente do que encontre pelo caminho, continuará colhendo amoras. Umas serão boas e outras não, mas, apesar de tudo, você vai seguir caminhando em busca de novos matagais. Alguns serão fáceis de encontrar e outros vão requerer um pouco mais de esforço.

Agora vamos imaginar que você esteja em um matagal fantástico, com amoras espetaculares, mas você não consegue colhê-las. Tenta várias estratégias, mas nenhuma surte efeito.

As tentativas são ótimas, mas quando você vê que não é possível, renunciar é o melhor que se pode fazer. Se você insistir mais do que o adequado, já não estará caminhando para frente, você estaciona e fica ali, sem poder alcançar essas amoras, mas observando-as pela janela.

Você se apega ao matagal inatingível e acredita que nenhum outro será igual. Por isso, não vai adiante. O exemplo do matagal pode ser aplicado a vários âmbitos da vida.

Pode ser que alguma vez tenha desejado alguma coisa que não pôde ser, mas se você soube renunciar e seguir em frente, com certeza encontrou novas oportunidades Por outro lado, se você se apegou sem renunciar, você perdeu.

Quando alguma coisa não for para você, não importa o motivo, simplesmente deixe ir embora e fixe o seu objetivo em outras metas e em outros caminhos. Vi infinidades de casos nos quais a pessoa vai fechando todas as portas que encontra em seu caminho e não encontra novas oportunidades.

Como por exemplo, o caso extremo de uma menina apaixonada por um menino com quem não poderia ter um relacionamento. Ela sabia que não seria possível, mas, mesmo assim, em vez de cortar o contato e conhecer novas pessoas ela se fechou para o mundo e assumiu uma vida monótona de casa para o trabalho e do trabalho para casa.

Ela dizia que nunca voltaria a se apaixonar de novo. O problema é que ela não se dava conta de que as coisas não vêm sozinhas, é preciso buscá-las. Efetivamente, 10 anos depois ela continuava sem se apaixonar por ninguém e continuava apaixonada por esse mesmo menino com quem não podia ter nada.

Seu desejo foi cumprido: nunca poderia gostar de outro menino; mas isso aconteceu porque ela mesma não fez nada para se abrir a novas oportunidades. Se nada é feito para conhecer novas pessoas, não entrará ninguém novo em nossas vidas. Assim, a partir da inatividade, cria-se o apego.

O maior problema das pessoas são os pensamentos que incitam à inatividade, como por exemplo “nunca vou conhecer alguém igual”, “não vou encontrar um namorado”, “não vou encontrar bons amigos”, “ninguém me quer”, etc.

Esse tipo de pensamento estaciona a pessoa. As oportunidades não costumam vir sozinhas, é preciso buscá-las e, se uma porta se fecha, muitas outras poderão se abrir. Nunca deixe que os pensamentos negativos lhe impeçam de abrir novos horizontes.

Na vida há um longo caminho, no qual podemos encontrar muitas coisas inesperadas. Se alguma coisa não saiu bem, sem problemas. Você sempre poderá recomeçar.

Saia em busca do que você quer, persiga seus sonhos e deixe aquilo que não funciona ou que não pode ser. Só assim você terá a opção de encontrar aquilo que realmente pode alcançar

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