Os 5 medos comuns a todos os seres humanos

· março 9, 2019
Os medos comuns dos seres humanos têm a ver com o medo de perder a vida ou a integridade, seja no plano estritamente físico ou no terreno simbólico. Todos nós queremos sobreviver e nos proteger da dor.

Nunca devemos perder de vista o fato de que o medo é uma emoção saudável, porque faz parte do nosso instinto de sobrevivência. Alguns medos comuns são perfeitamente razoáveis. De fato, eliminá-los não seria uma boa ideia, pois ao suprimi-los poderíamos também perder nosso senso de risco e nos expor desnecessariamente ao perigo.

Os medos comuns a todos os seres humanos estão relacionados à preservação física e psicológica da integridade e da vida. Eles têm caráter universal porque nos protegem. Apresentam uma forte raiz biológica e filogenética.

Às vezes, não chegamos à conclusão de que o medo é também uma força impressionante, que pode ser usada a nosso favor quando se torna consciente. Por medo são feitos atos loucos, mas para canalizar o medo são realizadas as maiores criações humanas. Talvez a religião, a filosofia e a própria ciência sejam uma resposta para esses medos comuns; uma maneira de conjurá-los. Do que os seres humanos têm medo, em geral? Conheça as principais ameaças a seguir.

“O medo do medo provavelmente causa mais problemas em nossas vidas do que o medo em si”.
-Karl Albrecht-

1. A morte

É o medo que está na base do instinto de sobrevivência. Do ponto de vista biológico, a vida tende a se perpetuar. Todos os organismos relutam em morrer. Do ponto de vista filosófico, a vida é o bem supremo, uma vez que todos os outros bens e virtudes provêm dela.

Do medo da morte se desprendem diversos medos relacionados à resistência a perder a vida. Tememos a altura porque a possibilidade de cair nos mataria. Por essa razão, temos medo de aviões, da velocidades extremas, etc. Eles são medos comuns a todos os seres humanos e a todas as culturas. O que varia é a maneira de assumi-los e processá-los.

Os 5 medos comuns a todos os seres humanos

2. A perda de autonomia

Refere-se ao medo de perder a liberdade, a capacidade de decidir nossas ações ou pensamentos. Está relacionada, do ponto de vista simbólico, com o medo de morrer. Implica a rejeição da ideia de perda de si mesmo.

Existem muitos medos que derivam desse medo básico. Por exemplo, o medo de ficar preso sob escombros ou trancado em um local com pouco oxigênio ou amarrado. Todas estas são situações em que a pessoa vê sua liberdade restrita, algo que gera muito medo.

3. Solidão, um dos medos comuns

Mais do que o medo da solidão em si, um dos medos mais comuns é o de perder contato com o mundo. Existem várias situações que nos colocam em alerta para esse risco. A rejeição ou o desprezo, por exemplo. São um sinal de que podemos perder nosso vínculo com o grupo e sermos condenados ao ostracismo.

A falta de reconhecimento, respeito ou apreço causa uma profunda ferida emocional e aumenta o medo da solidão. A inveja e o ciúme são sentimentos relacionados a esse medo fundamental. Na inveja reside a crença de que alguém será desvalorizado e/ou “eliminado”, dependendo dos atributos de outro. No ciúme há medo do abandono.

Medos comuns

4. Adoecer ou sofrer uma mutilação

O medo da mutilação é parte do instinto fundamental de preservar nossa unidade e integridade como seres humanos. Tornamos nosso corpo equivalente a nós mesmos e queremos mantê-lo funcional. É por isso que às vezes tememos o medo de certos instrumentos, como agulhas ou facas.

O medo de adoecer também está muito relacionado ao que contamos. Temos medo de danificar nosso organismo, gerando alguma condição que altere seu funcionamento adequado. É por isso que ficamos longe de lugares sujos, animais selvagens, cobras, etc.

Medos comuns a todos

5. Preconceitos do ego

É semelhante ao medo da solidão, mas, neste caso, mais do que exclusão, o que se teme é a humilhação pública. O sentimento de desprezo coletivo é algo que ninguém quer experimentar. Talvez isso não implique que alguém perca seu lugar dentro de um grupo, mas promove uma condição de inferioridade e dependência.

Tanto este medo quanto o medo da solidão são de natureza social. Quanto mais diversificada e aberta for uma sociedade, menor será a prevalência desses medos. Em contraste, nos coletivos estritos e tradicionalistas, é um medo que está muito presente.

Os medos comuns à raça humana são conhecidos há muito tempo. A publicidade e a propaganda do poder fazem uso deles para moldar nossas ações. O ser humano também é infinitamente inteligente e criativo, e podemos aprender a lidar com esses medos sem ficar paralisados ou sucumbir às pressões.