Como melhorar a memória e aumentar a capacidade intelectual

Como melhorar a memória e aumentar a capacidade intelectual

13, outubro 2016 em Psicologia 1235 Compartilhados
Como melhorar a memória e aumentar a capacidade intelectual

Ter uma boa capacidade intelectual e manter a rapidez mental  é muito importante em todos os momentos da vida, não somente durante a etapa dos estudos ou da vida profissional. Em todos os casos, uma boa memória depende da saúde e vitalidade do cérebro, mas a matéria cinzenta envelhece, assim como o restante do corpo.

A boa notícia é que também é possível  exercitar o cérebro para mantê-lo saudável e aproveitar seu potencial, e até mesmo melhorá-lo. O cérebro humano tem uma capacidade surpreendente para se adaptar e mudar, inclusive na velhice. Esta capacidade é conhecida como neuroplasticidade, graças à qual, se estimulado de forma adequada, o cérebro pode formar novas conexões neurais, alterar as conexões existentes e se adaptar às mudanças. Graças à neuroplasticidade do cérebro, é possível aumentar a capacidade cognitiva, melhorar a capacidade de aprendizado e potencializar a memória.

Conselho para melhorar a memória

#1 – Fazer exercícios

Quando fazemos exercícios físicos também estamos exercitando o cérebro. De fato, tratar nosso corpo bem nos ajuda a processar e lembrar de informações, já que o exercício físico aumenta a oxigenação cerebral e reduz o risco de sofrer transtornos que provocam perda de memória, como a diabetes ou as doenças cardiovasculares. Além disso, os exercícios também aumentam os efeitos químicos cerebrais úteis para proteger os neurônios.

#2 – Dormir regularmente

Quando há uma falta de sono, o cérebro não pode funcionar em pleno rendimento. Capacidades como a criatividade, as habilidades para a resolução de problemas, o pensamento crítico e outras habilidades intelectuais são seriamente comprometidas.

Além disso, o sono é fundamental para a aprendizagem e a memória. Pesquisas demonstram que o sono é necessário para a consolidação da memória, que ocorre nas fases profundas do mesmo.

#3 – Dedique um tempo para a sua vida social e para a diversão

Diversos estudos demonstram que uma vida cheia de eventos sociais e de diversão tem importantes benefícios cognitivos. De fato, as pessoas são seres altamente sociais, e não podem prosperar de forma isolada. E mais, as relações sociais estimulam nosso cérebro, sendo a interação com o outro o melhor tipo de exercício cerebral.

As pesquisas mostram que ter relações significativas e um forte sistema de apoio é vital não só para a saúde emocional, como também para a saúde do cérebro. Em um estudo recente da Escola de Saúde Pública de Harvard, por exemplo, os pesquisadores descobriram que pessoas com vida social mais ativa tinham uma taxa mais lenta de deterioração de memória.

Divertir-se também é bom para o cérebro. Se o sorriso é o melhor remédio para o corpo, ele também é para o cérebro. Ao contrário das respostas emocionais, que se limitam a áreas específicas, o sorriso envolve várias regiões em todo o cérebro. Além disso, rir ativa áreas do cérebro que são vitais para o aprendizado e para a criatividade. Como diz o psicólogo Daniel Goleman em seu livro ‘Inteligência Emocional’, “o sorriso parece ajudar as pessoas a pensarem de forma mais ampla e se associarem com maior liberdade”.

#4 – Controlar o estresse

O estresse é um dos piores inimigos do cérebro. Com o tempo, se não for controlado, o estresse crônico destrói as células do cérebro e danifica o hipocampo, a região do cérebro dedicada à formação de novas memórias e à recuperação de antigas.  As técnicas de relaxamento são muito úteis para combatê-lo.

Além do estresse, a depressão, a ansiedade e a preocupação crônica também são prejudiciais para o cérebro. De fato, alguns dos sintomas da depressão e da ansiedade incluem dificuldade em se concentrar, tomar decisões e se lembrar das coisas.

#5 – Comer bem

O cérebro precisa de combustível, assim como o resto do corpo. Não existe uma alimentação específica para o cérebro, já que a dieta recomendada para ter uma boa saúde física é a mesma recomendada para ter uma boa saúde intelectual. Ou seja, uma dieta baseada em frutas, verduras, grãos integrais, gorduras “saudáveis” (como o azeite de oliva, as castanhas e o peixe) e proteínas magras. Esse tipo de alimentação vai proporcionar uma grande quantidade de benefícios para a saúde e ajuda a melhorar a memória.

Para a energia mental, é conveniente escolher os carboidratos complexos. Os carboidratos alimentam o cérebro, mas os carboidratos simples (açúcar, pão branco, cereais refinados) dão um rápido impulso seguido de uma queda igualmente rápida. Também há provas que sugerem que as dietas ricas em carboidratos simples podem aumentar consideravelmente o risco de deterioração cognitiva em pessoas idosas. Para ter uma energia saudável que dure, é preciso consumir carboidratos complexos, como o pão integral, o arroz integral, aveia, cereais ricos em fibras e leguminosas.

Por outro lado, é completamente desaconselhável abusar das calorias, das gorduras saturadas e do álcool para manter uma boa saúde cerebral, da mesma forma que ocorre com a saúde física.

#6 – Treinar o cérebro

Quando chegamos à idade adulta, nosso cérebro já desenvolveu milhões de conexões nervosas que ajudam a processar a informação rapidamente, resolver problemas do dia a dia e executar tarefas habituais com um mínimo de esforço mental. Mas se nos concentrarmos em fazer sempre o mesmo, não estaremos dando ao nosso cérebro o estimulo que ele precisa para continuar crescendo e se desenvolvendo.

A memória, como a força muscular, precisa ser usada caso você não queira perdê-la. Portanto, é preciso trabalhar nisso e propor a si mesmo novos objetivos, trabalhando em coisas novas para melhorar a capacidade de processar e lembrar de informações. As melhores atividades cerebrais para fazer exercícios mentais são as que rompem com a rotina e nos desafiam a desenvolver nossas vias cerebrais.