Meu eu do futuro: quatro atitudes diante do que está por vir

· maio 19, 2018

Há diferentes modos de levar a vida e, por isso, podemos ter muitas atitudes diferentes frente ao futuro. Dado que o futuro é aquele que ainda está por vir, o que ainda não aconteceu, não conseguimos saber exatamente o que acontecerá com o nosso eu do futuro. Adivinhar o futuro, portanto, é algo impossível, e se ficarmos tentando isso pode gerar muitos estados emocionais negativos no dia a dia.

Normalmente, o que acontece quando tentamos fazer isso é sentir medo, ansiedade e incerteza. O futuro, esse grande desconhecido, produz em nós essas sensações quando tentamos prever o que vai acontecer. Mas o horizonte não é de todo obscuro, há coisas que podemos fazer para espantar as nuvens que estão lá longe. Se não podemos prever o que está por vir, há pelo menos a possibilidade de mostrarmos uma atitude determinada que nos ajude a nos preparar para enfrentar o amanhã.

Quatro atitudes que podem ser adotadas pelo nosso eu do futuro

Entre as atitudes diante do amanhã, temos quatro que mais se destacam. Geralmente, essas atitudes englobam toda a gama de comportamentos que podemos ter de modo bastante simples e representativo. Ainda que essas figuras sejam usadas principalmente para determinar a atitude de líderes em empresas, são também aplicáveis a nós e ao nosso dia a dia. São as seguintes:

  • Atitude do avestruz (passividade).
  • Atitude do bombeiro (reatividade).
  • Atitude do corretor de seguros (pré-atividade).
  • Atitude do conspirador (proatividade).

O avestruz e a passividade

Os avestruzes, apesar da crença popular, não escondem a cabeça embaixo da terra quando se sentem ameaçados. O nome desse tipo de atitude, no entanto, vem dessa falsa crença. Essa atitude é baseada na passividade, em não fazer nada. A atitude de um avestruz consiste em renunciar a ver o mundo tal como é, até que alguma coisa aconteça, mesmo que isso não melhore em nada a situação.

Homem com a cara enfiada na areia

Essa atitude é considerada negativa já que implica não estar preparado para o que pode estar ali, virando a esquina. Não é, no entanto, ruim 100% das vezes. Não fazer nada pode ser uma estratégia válida em algumas ocasiões, sendo inclusive eficaz. Mesmo assim, essa escolha não deixa de ter riscos. Se o futuro requer alguma mudança de nós, pode ser que ao imitar um avestruz acabemos perdendo muitas oportunidades.

O bombeiro e a reatividade

Os bombeiros, geralmente, atuam quando há um incêndio. Quando já é tarde para tentar prevenir. Essa atitude diante do futuro é menos passiva que a do avestruz, porque consiste em esperar que o fogo apareça para que então este seja combatido. Esperar que os problemas aconteçam para que então sejam solucionados. É uma atitude muito arriscada porque, em alguns casos, pode ser tarde demais para qualquer ação.

As pessoas reativas tendem a agir diante dos estímulos sem pensar, com a ação desencadeando a reação. Ainda que em alguns casos estratégias como essa sejam eficientes, sobretudo se há pouco tempo para agir, normalmente as ações precipitadas induzem a erros que depois não podem ser consertados.

O corretor de seguros e a pré-atividade

Os corretores de seguro vendem seguros que colocam um preço em tudo que temos para que, no caso de algo acontecer, possamos reaver o valor econômico que a coisa tinha. Essa atitude para com o futuro é um passo antes da atitude do bombeiro. Ela previne que algo aconteça, e se assegura de que se esse algo acontecer mesmo assim, pelo menos a perda não será total.

A atitude de prevenir é considerada uma pré-atividade. Antecipa o que pode acontecer antes de acontecer de fato. Apesar do fato de ser melhor estar prevenido para o que está por vir, essa atitude também tem um lado ruim: o medo pode nos levar a ser precavidos demais. Pode fazer com que queiramos nos assegurar a todo instante, com um alto custo para nosso equilíbrio mental, contra todas as possibilidades de algo negativo acontecer. E não são poucas as possibilidades no mundo em que vivemos.

Mulher com pensamentos desconectados

O conspirador e a proatividade

Os conspiradores estão sempre em alerta. Qualquer sinal os leva a desconfiar e elaborar complicadas teorias bem mais complexas do que seriam puramente os dados da realidade. A atitude em relação ao futuro do conspirador pode ser chamada de proatividade. A proatividade é geralmente encarada como uma características positiva, porque ela é baseada em agir antes mesmo que algo ocorra.

Se compararmos essa atitude com as anteriores, ela tem uma atitude adicional. Comparado-a com a de prevenção, que consistia em assegurar-se de que nada ruim aconteceria no futuro e ao menos ter a segurança de que não íamos perder tudo, a atitude proativa dá um passo além ao tentar mudar o futuro antes mesmo dele acontecer. A pessoa tenta intervir para que a realidade se encaixe dentro do que ela quer e pensa. Se é um futuro específico que está sendo perseguido, a atitude proativa consiste em fazer todo o possível que ele ocorra.

Depois de ver todas essas atitudes possíveis em relação ao futuro, o normal é pensar que as duas últimas são as mais desejáveis. A vigilância da prevenção do corretor de seguros e a ação proativa do conspirador, conjuntamente, envolvem ter uma atitude dirigida para antecipar as ameaças futuras e as oportunidades que se anunciam no horizonte. Desse modo, é possível corrigir nossa rota, sem abandonar o rumo caso algo dê errado, e dar as melhores chances de felicidade para o nosso eu do futuro.