Michael Faraday: biografia de um físico de grande importância

· março 28, 2019
O aspecto mais surpreendente da vida de Michael Faraday foi a impressionante tenacidade com a qual abordou a pesquisa científica. Ele foi uma criança que mal frequentou a escola e ainda assim, por vontade própria, se transformou em uma das pessoas mais sábias de seu tempo.

Michael Faraday foi um daqueles gênios que mudou para sempre a história da física e da química. Sem suas contribuições, os motores elétricos não existiriam. O mais interessante é que ele teve pouquíssima preparação acadêmica. Ele se formou por conta própria, por meio de um trabalho autodidata que só se concluiu com sua morte.

Importantes descobertas no campo da eletroquímica e do eletromagnetismo foram atribuídas a ele. Também foi ele que descobriu o benzeno, um hidrocarboneto presente na maioria dos elementos plásticos que utilizamos hoje em dia.

“Nada é maravilhoso demais para ser verdade se obedece às leis da natureza”.
-Michael Faraday-

Sua vida e obra são fascinantes. De uma criança pobre que trabalhava para ajudar sua família, chegou a ser condecorado por sua contribuição à ciência pela rainha Vitória da Inglaterra. Contudo, o que o transformou em um grande cientista foi sua perseverança e sua paixão pelo conhecimento.

Michael Faraday, uma criança humilde

Michael Faraday nasceu em 22 de setembro de 1791, no que hoje é o centro de Londres. Foi o terceiro de quatro irmãos, nascidos em uma família humilde. Seu pai era ferreiro de cavalo, e sua mãe, uma dona de casa abnegada de origem rural.

Foi justamente sua mãe que decidiu tirá-lo da escola. Ao que parece, Michael Faraday não conseguia pronunciar bem a letra “r”, e a professora o ridicularizava e castigava. Sua mãe não suportou essa situação e pensou que seria melhor que o filho trabalhasse com a família. A história de Michael Faraday sofre uma reviravolta quando ele começa a trabalhar aos 14 anos como aprendiz de George Riebau, um encadernador e vendedor de livros em Londres.

Esse trabalho despertou sua curiosidade intelectual. Ele começou a ler os livros que vendia de uma forma voraz. Ficou sete anos nesse trabalho, e nesse período se deparou com a obra de Isaac Watts, que despertou nele um grande entusiasmo. Também teve contato com os primeiros livros científicos, que despertaram seu interesse pelos fenômenos elétricos.

Eletricidade em cores

Uma vida dedicada à ciência

Aos 19 anos, Faraday começou a fazer parte do grupo The City Philosophical Society, formado por jovens entusiastas da ciência. O anfitrião era John Tatum, que nas reuniões noturnas do grupo explicava os princípios da eletricidade, da química e da física. Foi nesse grupo que Faraday conheceu Humphry Davy, que era membro da Royal Institution e muitas vezes lhe deu entradas para que assistisse a suas palestras.

Das anotações que Faraday fez durante aqueles anos resultou um volume de 300 páginas, que anos depois enviou a Davy. Este último sofreu um acidente e perdeu a visão. Então, decidiu contratar Faraday como seu secretário e, depois, o vinculou como assistente de química na Royal Institution. Durante aqueles anos, Michael Faraday foi objeto de humilhações por parte da esposa de Davy, mas seu interesse por aprender com seu mentor foi maior.

Em 1815, Michael Faraday começou a dar aulas sobre tudo o que tinha aprendido durante aqueles anos. Também publicou seu primeiro trabalho científico de química, escreveu vários artigos e ministrou palestras. Em 1820, já tinha uma boa reputação nos meios acadêmicos.

Molécula de benzeno

Uma obra duradoura

O diretor de uma revista científica, chamada Anais da Filosofia, lhe pediu para escrever sobre o trabalho de vários cientistas que faziam experiências com eletromagnetismo. Para realizar esse trabalho, Michael Faraday reproduziu muitas das experiências e foi então que fez suas descobertas mais importantes. Em particular, abriu o caminho para usar a energia elétrica de forma mecânica. Esse fato estabeleceu as bases para a criação dos motores elétricos.

Em 1825, Faraday, que tinha se casado em 1821, se tornou o diretor da Royal Society, substituindo seu mentor Elmer Humphry Davy. Nesse mesmo ano, descobriu o benzeno e chegou ao ápice de sua trajetória científica. Mais tarde, fez novas descobertas em relação às propriedades dos metais e do magnetismo, além de formular as famosas “Leis de Faraday”.

Desde que se tornou diretor da Royal Society, começou a ministrar palestras gratuitas para os jovens em formação, e todos os beneficiados também deveriam fazer o mesmo para aqueles que não puderam ter acesso à educação. Em 1832, recebeu o grau de mestre na Universidade de Oxford. Sofreu um colapso nervoso em 1839, mas conseguiu se recuperar, e em 1858 se aposentou e foi viver em uma casa concedida pela coroa. Morreu em 1867.

Como curiosidade, uma cratera da Lua recebeu seu nome em homenagem às suas grandes contribuições.

  • CROWTHER, J. 497-Humphry Davy.-Michael Faraday (hombres deficiencia británicos del siglo XIX). 509 J. Prescott Joule. W. Thomson. J. Clerk Maxwell (hombres deficiencia británicos del siglo XIX).