Não compita e nem se compare com ninguém

Não compita e nem se compare com ninguém

Abril 23, 2016 em Emoções 358 Compartilhados
Não compita e nem se compare com ninguém

Não compita e nem se compare com ninguém. Admire os outros e aprenda com eles; este é o nosso conselho. Dizem que em 1709, no palácio do Cardeal Ottoboni, houve um torneio musical entre Georg Friedrich Haendel e Domenico Scarlatti. Eles tinham 24 anos de idade e contavam com armas exclusivas: um cravo e um órgão.

Os dois permaneceram equilibrados por muito tempo, mas no final, o órgão fez a balança pender a favor de Haendel. A rivalidade continuou, mas nunca deixaram de admirar-se mutuamente. Scarlatti sempre se benzia em sinal de respeito quando ouvia falar de Haendel.

Essa história de Haendel e Scarlatti nos demonstra que apesar da rivalidade entre os dois, ambos eram músicos excelentes e professavam uma admiração mútua. É uma questão de amar a si mesmo e ter humildade suficiente para admirar outras pessoas e reconhecer que elas têm habilidades extraordinárias e são dignas de reconhecimento.

Não é necessário competir com ninguém

Na sociedade atual somos ensinados a competir desde crianças. Parece que superar o outro é mais importante do que agir corretamente. A competitividade está presente em muitas áreas: no esporte, quando concorremos a um emprego, para conseguir uma promoção, para ter mais amigos ou para estar entre os melhores no desempenho de alguma atividade. Muitos concursos e competições são criados para encontrar “o melhor” em vários campos.

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Mas alguns estudiosos argumentam que a colaboração supera a competição, porque um grupo de pessoas trabalhando juntas e unidas pode alcançar objetivos maiores do que uma pessoa sozinha. Para trabalhar com um grupo de pessoas precisamos controlar nosso ego e isso é algo que exige esforço e um grande exercício de humildade.

A competitividade pode existir em todos os níveis, até com nós mesmos. Podemos ser competitivos para tentar sermos pessoas melhores e alcançarmos nossos objetivos. Mas precisamos ser cautelosos nesse sentido, porque a competitividade em excesso pode ser frustrante.

Acreditamos que precisamos ser reconhecidos para sermos amados, e se formos os melhores em alguma área teremos esse reconhecimento e esse amor. No entanto, essa crença é falsa, porque ganhar não significa alcançar o amor. Ganhar é algo efêmero, o que fica conosco é o aprendizado.

Portanto, não compita com ninguém, colabore com alguém. E tome cuidado para não competir excessivamente consigo mesmo para não se frustrar e perder a autoconfiança.

A comparação e a autoestima

A comparação em um determinado momento pode aumentar a nossa autoestima, mas muitas vezes, ela traz muitos efeitos secundários: tira o foco da tarefa que estamos realizando e reduz a nossa motivação interna.

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Por exemplo, se nos concentrarmos em ler mais livros que o nosso colega de trabalho porque gostamos de ler, isso pode ser muito gratificante. No entanto, se começarmos a ler por obrigação e para competir, passaremos a odiar os livros. Lembre-se: competir com alguém, mesmo sobre o que você mais gosta, pode ser desgastante.

A coisa mais importante para evitar as comparações que nos ferem é aumentar a nossa autoestima e entender que as pessoas são únicas e diferentes. Sofrer porque uma pessoa tem uma casa ou um trabalho melhor que o nosso nos faz perder a perspectiva. A nossa vida tem objetivos diferentes, baseados naquilo que queremos e não no que os outros alcançaram.

Se gerirmos adequadamente nossa autoestima, poderemos ver o lado positivo das comparações e utilizar o seu poder motivador para as tarefas que não gostamos e precisamos realizar. No entanto, tenha cuidado para não agir com perfeccionismo exagerado, porque a linha que separa a comparação positiva da negativa é muito tênue.

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