Não era primavera, mas você floriu pra mim - A Mente é Maravilhosa

Não era primavera, mas você floriu pra mim

Luciana Marques setembro 26, 2017 em Emoções 341 Compartilhados
Amor de primavera

Ele era cinza por fora, ela, cinza por dentro. Cinza era a cor daquelas pessoas que na realidade não tinham o lado interno ou externo sem cor, mas tinham uma vida toda de rimas entre amor e dor que acabou desbotando em muito a tela de suas vidas.

Existiam raízes vivas no peito de cada um, raízes dispostas a brotar e florescer, a crescer e colorir seus mundos novamente. Mas não havia quem soubesse regar aqueles corações desertos e secos, habitados por esqueletos desnutridos de amores equivocados.

Talvez um dia, durante o sono, durante o sonho, tenham chorado sem perceber. Talvez estivessem no sonho um do outro e por descuido tenham trocado lágrimas que respigaram em seus corações desertos.

Romance de primavera

Passado algum tempo, depois da seca e de aprender a conviver com aquele bioma árido em que havia se transformado seus corações, um brotinho verde nasceu.

Ninguém sabe como, mas nasceu e rapidamente cresceu, tomando forma e proporção quase assustadoras. Já não havia mais deserto… Aquele brotinho que crescera tão rápido já dava flores e enchia de cores aquelas vidas tão cinza.

Ah! As flores… Exalavam um perfume tão impregnante que tomava conta de todo o ar e não era possível respirar sem sentir a presença delas. Como seria bom se aquela primavera precoce durasse!

Na primavera floresce o amor

Ainda não era primavera… Mas não havia mais deserto… Nem cinza

Só um semiárido e uma vontade imensa de cultivar aqueles solos secos, claramente capazes de fazer germinar flor, cor… Amor.

Quando chegasse, não duraria para sempre a primavera. Talvez a chuva viesse e o céu ficasse encoberto algumas vezes com suas nuvens cinza. Mas já não era mais deserto, e eles agora se empenhavam em limpar o terreno, remover as carcaças secas dos equívocos e preparar o solo…

Muito amor brotaria ali. O terreno era tão fértil… Só faltava quem o soubesse cultivar.

Não seria para sempre primavera… Nem cinza, nem seco, nem dor. Era agora a vez de cultivar o amor.

Luciana Marques

Luciana Marques é curitibana, mãe de dois filhos. e se diverte como escritora. Escreve por amor e hobby desde pequena. Encontrou nas palavras uma maneira de transcrever os sentimentos e sua visão de mundo.

Ver perfil »
Recomendados para você