Não posso ou não quero? (Responsabilidade emocional)

Não posso ou não quero? (Responsabilidade emocional)

Última atualização: 05 março, 2022

“Agora é impossível para mim tomar uma decisão. Não posso.” É possível que em mais de uma ocasião, alguém próximo a você tenha dito essas mesmas palavras para você. Ou talvez, você mesmo pode ter se expressado sentindo aquela parede bem conhecida dentro de nós que nos impede de decidir, seguir em frente. Fazer a mudança.

“Eu não sei se devo deixar meu parceiro.” “Talvez eu deva mudar algumas coisas na minha vida, mas agora não posso.” “Sei que deveria falar com essa pessoa e contar tudo o que sinto, mas não posso. Não me atrevo.” O que está por trás de todas essas indecisões habituais? Nosso dia a dia, move-se em inseguranças sem fim que, em maior ou menor grau, tornam nossa vida mais ou menos fácil.

Hoje queremos falar com você sobre esse aspecto. Sobre esta responsabilidade pessoal e emocional que todos devemos desenvolver de forma mais adequada. Às vezes não é fácil, mas com algum esforço e coragem podemos alcançá-la, sendo assim, mais coerentes com nossas próprias decisões.

A DIFERENÇA ENTRE NÃO PODER E NÃO QUERER

Com certeza você conhece mais de uma pessoa que quase todos os dias tem aquela expressão na boca: “não consigo”. Você a convida para sair, conversa com ela sobre os problemas dela e, quando você propõe que talvez seja hora de fazer uma mudança na vida dela, o “não posso” surge mais uma vez.

O que significa basicamente expressar “não posso”? Se pronuncio essas duas palavras, libero minha própria responsabilidade. É uma forma de nos limitarmos. Com a nossa própria voz erguemos imensos muros em torno deste campo de batalha que é a vida. E desistimos.

Se eu não controlar a situação, deixo de ser responsável por tudo ao meu redor. Um “não posso” é deixar o curso do nosso navio, nossas circunstâncias e problemas nas mãos de ninguém. E isso é realmente aterrorizante. Vamos dar um exemplo simples que pode ser familiar para você: “Não posso deixar meu parceiro, sei que não o amo mais, mas estou com ele há muitos anos e não posso fazer algo assim”.

Onde está então nossa autoestima, nossa coerência e integridade? Se não formos coerentes com nossos sentimentos e emoções, perdemos muito de quem somos. E com o tempo, aparecerá uma frustração tão imensa que ficaremos muito magoados. Muito vazios. Não negligencie que, por sua vez, você pode estar prejudicando outras pessoas.

RESPONSABILIDADE EMOCIONAL

Vamos agora fazer uma nova suposição. O que aconteceria se em vez de dizer “não posso” for substituído por “não quero ou quero” ? Neste caso já estamos reconhecendo uma eleição. Há firmeza e determinação. Há coragem e vontade de mudar. É o que se chama de “responsabilidade emocional”. É aquele exercício saudável em que a pessoa é coerente com o que sente e faz. Assumimos a responsabilidade por nossos sentimentos e agimos com coerência sem prejudicar ninguém, muito menos a nós mesmos.

A responsabilidade emocional é um pilar essencial da autoestima e da felicidade. Não evitamos nossos sentimentos, mas os aceitamos e ousamos tomar decisões que os apoiem. Agimos com mais integridade e coragem.

Agora, sabemos que nem sempre é fácil agir de acordo com nossas emoções. A vida é um labirinto complexo em que temos que lidar com mais pessoas, com mais situações. Mas vale a pena ter isso em mente e desenvolver, sempre que possível, uma responsabilidade pessoal autêntica e sincera.

Para conseguir isso, vamos te ensinar uma pequena estratégia. É muito simples. Baseia-se simplesmente em expor os problemas que você tem agora em poucas linhas, colocando um “não posso” e um “não quero” ao lado deles. Uma vez feito, pergunte a si mesmo como essas palavras fazem você se sentir e se elas realmente definem o que você sente. Vejamos um exemplo.

“Não quero mais minha parceira, mas não posso deixá-la. Não me atrevo”———- ”

Não quero deixar minha parceira” (Isso é verdade? )

Eu não posso voar de avião, isso me assusta”———————-

Eu não quero voar de avião” (Isso é verdadeiro?).

“Meu colega de trabalho me irrita. Mas eu não posso dizer a ele isso ——-

“Eu não quero falar com ele” (Isso é verdade?)

Eu não consigo lidar com minhas emoções”———————————–

“Eu não quero lidar com minhas emoções” (Isso é verdade? )

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