Não preciso de um parceiro ao meu lado para brilhar com luz própria

Não preciso de um parceiro ao meu lado para brilhar com luz própria

2, fevereiro 2017 em Psicologia 1855 Compartilhados
Não preciso de um parceiro ao meu lado para brilhar com luz própria

Embora muitas pessoas pensem de outra forma, não é necessário ter um parceiro para brilhar com luz própria. Porque você já veio ao mundo com uma estrela em seu interior, que é a mesma que a guia através das noites escuras e escolhe sair dançando com outra estrela luminosa quando assim desejar e se lhe for dada a oportunidade.

Platão dizia com grande sabedoria que “em contato com o amor todos se transformam em poetas”. De repente, encontramos forças que supúnhamos perdidas e o mundo adquire uma pátina de luminoso esplendor. Esse êxtase emocional é certamente algo que vale a pena viver. No entanto, a paixão não é o único estado dos seres humanos. Eles também podem brilhar na solidão, nesse estado de calma e satisfação onde nada é supérfluo e nada falta.

Há duas maneiras de espalhar a felicidade: ser a luz que brilha ou o espelho que a reflete.”
 – Edith Wharton –

Um companheiro pode nos dar vitalidade, felicidade, sexualidade, ternura e intimidade. No entanto, devemos deixar bem claro que não podemos utilizar o amor como uma poção mágica para curar as nossas insatisfações com a vida. Se você não brilhar por dentro, não pode roubar a luz de outra pessoa acreditando que a sua energia será suficiente para ambos. Talvez seja por um tempo limitado, mas aos poucos, a luz irá se apagando.

Atualmente muitos de nós ainda vivemos encapsulados em certas noções preconcebidas sobre um amor ideal que vai chegar e apagar as nossas frustrações. No entanto, as frustrações não se apagam, não se destroem e nem escapam através das brechas dos sonhos destruídos, mas são superadas pela própria pessoa.

Vamos refletir sobre isso?

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Brilhar com luz própria, um dom reservado a poucos

As borboletas são seres fascinantes. Apresentam fototaxia positiva, ou seja, elas são atraídas pela luz. Elas são guiadas e orientadas pela lua nas suas migrações noturnas e nos seus rituais de acasalamento. No entanto, atualmente, devido à grande quantidade de luzes artificiais, há menos borboletas. Devido a sua atração pelos focos de luz, é comum que elas acabem perdendo a vida voando ao redor das lâmpadas das nossas casas.

Grande é aquele que brilha sem a necessidade de desligar a luz dos outros.
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Nos relacionamentos afetivos, muitas vezes, acontece algo semelhante. Há pessoas que têm a sua luz própria, são como as “lâmpadas” que brilham no meio da escuridão. Elas podem brilhar porque são pessoas realizadas, com uma autoestima elevada, e essa magia fascinante é hipnótica para os demais. É comum que os outros se sintam atraídos por ela e comecem um relacionamento esperando que essa calma e essa luz aliviem os seus medos, as suas insatisfações, e iluminem os seus cantos escuros.

É claro que existem muitos tipos de relacionamento de casal. Alguns se juntam para acalmar os desejos, outros para desfrutar da intimidade, e algumas pessoas procuram uma ligação real para construir um futuro. Não existe um modelo perfeito de relacionamento, mas sim relacionamentos que nos enriquecem ou nos empobrecem. Quem nos procura para utilizar a nossa luz para o seu próprio benefício, para consolar os seus sofrimentos e inseguranças, rouba as nossas forças e energia.

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Sua luz interior surgirá quando você estiver pronto

Como já foi mencionado, um companheiro pode nos fazer feliz, mas não é uma felicidade autêntica porque ela depende da própria pessoa. Atualmente é muito comum ver muitas pessoas casadas ou dentro de uma relação afetiva de muitos anos que declaram amar seus cônjuges ou parceiros afetivos e, no entanto, não são felizes. Elas sentem um vazio interior, um mal-estar, uma espécie de frustração inexplicável.

“Escolha tudo o que você pode ser: escolha brilhar”.
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Precisamos entender que a felicidade, como um estado de êxtase absoluto, não existe. Se existir é por um tempo muito curto, rápido como um sonho de verão. Mas nem por isso devemos nos sentir tristes ou desanimados. Como observamos no início, todos nós nascemos com uma estrela em nosso interior. Ela está aí, mesmo que você não consiga vê-la: basta saber acendê-la para que nos ilumine e nos guie.

No entanto, essa luz se acende apenas quando você tem energia suficiente. Ela se nutre dessas forças interiores que às vezes negligenciamos: a autoestima, a segurança pessoal, a autossuficiência, a autonomia emocional e um bom autoconceito. Para brilhar com luz própria é necessário ter bom humor, ser grato, ser criativo, e não deixar que a escuridão do medo nos ronde como aquelas nuvens de tempestade que cobrem o sol nos dias de primavera.

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Você não precisa dos outros para ter a sua luz. Não exija, não apague e não roube a luz do outro em troca de amor. Todos nós somos capazes de brilhar na solidão dos nossos próprios mundos. Só então seremos dignos de criar céus mais bonitos: lugares onde reine esse amor verdadeiro que começa sempre por si mesmo, para depois irradiar de maneira completa e autêntica nessa entrega à pessoa amada.

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