O segredo da felicidade nasce da paixão pelo que fazemos

O segredo da felicidade nasce da paixão pelo que fazemos

16, novembro 2016 em Psicologia 12 Compartilhados
O segredo da felicidade nasce da paixão pelo que fazemos

A qualidade de vida depende não só da felicidade, mas também daquilo que você faz para ser feliz. Se não desenvolvermos metas que deem sentido à nossa própria existência, se não usarmos toda a capacidade da nossa mente, os bons sentimentos preencherão apenas uma pequena fração do potencial que possuímos.

Depois de décadas dedicadas ao estudo dos estados onde as pessoas atingem o seu pleno potencial, Mihaly Csikszentmihalyi concluiu que as pessoas são mais felizes quando atingem um estado de alta concentração, o que o autor chama de “fluir”.

Este estado é alcançado quando experimentamos emoções positivas como a felicidade, a força e a atitude positiva, que são estados conhecidos como “neguentropia psíquica”. Quando não ficamos ruminando pensamentos negativos ou não sentimos pena de nós mesmos, a energia psíquica pode fluir livremente para qualquer pensamento ou tarefa em que decidirmos colocar a nossa atenção.

Por outro lado, as emoções negativas como a tristeza, o medo, a ansiedade ou tédio produzem “entropia psíquica”; ou seja, um estado onde não podemos usar eficazmente a atenção para realizarmos tarefas externas, porque precisamos dela para restaurar uma ordem subjetiva interna.

“A felicidade depende de nós mesmos”.
– Aristóteles –

O estado de “fluxo” desempenha um papel importante na capacidade das pessoas serem felizes

Para entender melhor o que é um estado de fluxo, talvez seja conveniente analisar antes o estado oposto: o estado onde não há nenhuma ordem na consciência, na qual os pensamentos aparecem e desaparecem caprichosamente sem que sejamos capazes de controlá-los. É uma condição muito desagradável que pode estar relacionada com outros problemas, como a insegurança, a depressão ou a ansiedade e que, se for muito frequente, pode nos tornar muito infelizes.

menina-escrevendo-carta

O estado de fluxo é um estado onde a mente flui, a pessoa se sente completamente atenta e no controle de si mesma, despreocupada e com uma agradável sensação de estar fazendo a coisa certa. Tudo faz sentido e os problemas parecem desafios emocionantes que enfrentamos com prazer, e não como ameaças ao nosso bem-estar ou segurança pessoal.

Vários estudos sugerem que alguns fatores como o dinheiro têm realmente um papel relativo na nossa felicidade. Por exemplo, ele é muito importante quando temos pouco: da mesma forma que a comida é muito importante quando você está morrendo de fome. No entanto, quanto mais dinheiro temos, menos influência ele tem sobre a nossa felicidade.

De acordo com os níveis de poder aquisitivo nos países mais desenvolvidos, existem fatores muito mais importantes do que dinheiro que determinam a nossa felicidade. Desfrutar dos estados de fluxo faz uma pessoa se sentir mais confiante, menos ansiosa e mais feliz.

“A arte ou o esporte são formas culturais cujo único propósito é proporcionar o estado de fluxo”.
– Mihaly Csikszentmihalyi –

A felicidade poderia estar nas segundas-feiras

As segundas-feiras são geralmente os piores dias da semana, quase um “palavrão” para muitas pessoas, porque isso significa voltar ao trabalho. Mas Csikszentmihalyi, professor de neurociência na Universidade de Stanford, detectou um paradoxo: o trabalho é mais adequado que o lazer para conseguir o que ele chama de “estado de fluxo”, o que poderia ser interpretado como felicidade.

casal-tomando-cafe-da-manha

O problema é que para muitas pessoas o lazer é um tempo perdido, e o trabalho é justamente o contrário. Ter objetivos claros, gerenciá-los e receber um feedback é a chave para fluir. O estado de fluxo é essencialmente isto: a capacidade de concentrar a energia psíquica e a atenção em planos e objetivos da nossa escolha, acreditando que vale a pena realizá-los porque escolhemos este tipo de vida em que cada momento é desfrutado plenamente.

“A realização de planos e objetivos da nossa escolha é essencial para fluir”.
– Mihaly Csikszentmihalyi –