A necessidade de reconhecimento, um pilar da autoestima

· novembro 2, 2015

Todos nós precisamos ser reconhecidos. Não é uma questão de orgulho, egoísmo ou imaturidade. O ser humano, desde suas etapas mais jovens, precisa do respeito e do carinho de todos aqueles que o rodeiam. É aí que fica implícito este reconhecimento sincero com nós mesmos.

Reconhece-se nosso valor como seres humanos queridos, amados. Nossas virtudes e nossas capacidades para avançarmos e alcançarmos nossos objetivos são reconhecidas. Para sermos felizes com maturidade e integridade.

Sob esta dimensão essencial, também é encontrada a força desses vínculos de apego que nos dão confiança e que nos ajudam a crescer. Nossos pais e nossa família são o primeiro círculo social encarregado de nos oferecer reconhecimento, respeito e carinho.

Se tivermos esse primeiro “substrato”, teremos também o privilégio da autoestima. Essa com a qual podemos ir avançando emocional e pessoalmente. Mais tarde, e através de nossas relações sociais, obteremos também reconhecimento de nossos amigos e nossos parceiros. Mas cuidado: ao mesmo tempo em que aceitamos recebê-lo, também é essencial saber oferecer o reconhecimento dos demais: “Eu o valorizo como pessoa, aprecio e acredito em você. Sei do que você é capaz e o respeito por isso. Você é parte da minha vida”.

Falemos hoje sobre isso. Nos aprofundemos no conceito do reconhecimento.

Reconhecimento e autoestima

Devemos nos lembrar, em primeiro lugar, de todos esses pilares que fundamentam nossa autoestima:

1. O respeito consigo mesmo: Essencial. Se uma pessoa não valoriza a si mesma e não se reconhece como pessoa capaz e importante, não temos nada. O amor sempre começa pela própria pessoa. Sim, eu me valorizo e sou capaz de ver todas as minhas virtudes e meu direito de ser feliz; serei capaz de quase qualquer coisa. Principalmente de aportar integridade em mim mesmo.

2. A autoconfiança: Sou consciente de minhas capacidades e minhas limitações. Eu confio em mim  para avançar com equilíbrio e segurança ao longo do caminho da vida. Se eu não tiver confiança em mim mesmo, perderei o controle da minha vida. Ou, o que é pior, o deixarei para os outros. E algo assim não é saudável.

3. A responsabilidade  de ter controle sobre nossa própria vida: você é o capitão do seu navio. Você não é uma criança, muito menos um clandestino. É essencial que saibamos disso desde muito cedo para podemos tomar nossas próprias decisões. Para nos valorizarmos mais como pessoas e sermos corajosos.

4. A crença de que somos fortes: Jamais olhe sua vida desde o ponto de vista da carência, mas sim da possibilidade. Da capacidade. Reconheça suas virtudes e suas forças. Todos nós somos fortes para sermos felizes nessa vida complexa, mas é preciso ter segurança em si mesmo e coragem. Nunca pense que os demais são mais fortes que você, ou será este o momento em que você começará a levantar muros ao seu redor. Não caia nesse erro.

Como você pode observar, ao redor de todos estes pontos, integra-se a necessidade de reconhecimento. Mas, antes de tudo, o reconhecimento próprio. A certeza de saber que sou uma pessoa merecedora de conquistas, equilíbrio e felicidade. É possível que, nos primeiros anos de sua vida, você não goze de respeito e de reconhecimento de sua família. Pode ser que estes vínculos de apego não sejam apropriados para o seu caso.

Talvez tenha sido assim, mas nunca fique preso neste passado de infelicidade. Busque em seu interior, busque as forças que todos nós temos e busque o salva-vidas desse auto-reconhecimento, esse que lhe diz ser uma pessoa corajosa. Você merece o melhor e o amor sempre começa consigo mesmo.

A necessidade de um reconhecimento saudável

Como você pode ver, estivemos falando de um reconhecimento essencial que se une ao conceito de autoestima.

Certamente você conhece uma ou várias pessoas que sempre buscam o reconhecimento dos demais. Uma pessoa que valorize suas ações, suas palavras, seus comportamentos, suas atitudes e, inclusive, seu físico. Quando essas necessidades se tornam quase obsessivas, estamos falando de um reconhecimento pouco saudável. De uma pessoa que busca no exterior o que não encontra no interior.

Ou seja, como dissemos anteriormente, é primordial que o reconhecimento também parta da própria força interior. Não é preciso que os demais reconheçam que sou uma pessoa íntegra e corajosa. Não preciso, a cada instante e a cada hora, que me digam como eu faço as coisas bem. Eu também sei disso.

É verdade que todos precisamos de amigos, família e parceiro que nos ofereçam reconhecimento, mas não de modo obsessivo e contínuo. Porque então, o que estarei demonstrando é uma clara insegurança em minha pessoa. E então, um pilar de minha autoestima estará se rompendo.

O reconhecimento é vital para o ser humano, já que nos ajuda a crescer com segurança. Mas também é fundamental que o exercitemos em nosso interior, conseguindo que se mantenha forte como um motor interno capaz de nos dar confiança, coragem e estabilidade.