Pare de colocar a culpa na pedra e você vai conseguir caminhar

Pare de colocar a culpa na pedra e você vai conseguir caminhar

28, janeiro 2017 em Psicologia 2913 Compartilhados
Pare de colocar a culpa na pedra e você vai conseguir caminhar

A poeta Sara Bueno publicou há uns dias uma postagem que dizia: quando você parar de colocar a culpa na pedra, vai aprender a caminhar. Essa realidade lhe soa familiar? Talvez alguma coisa que aconteceu com você continue rondando na sua cabeça como no primeiro dia, e você não sabe como sair do círculo vicioso no qual se encontra. É como se todas as forças que o cercam o levassem de volta a ele.

Nos casos em que algo não dá certo, aparece a terrível sombra da culpa, e isso pode acontecer de duas formas distintas. Por um lado, com a culpa que sentimos dentro de nós: fazemos com que a carga das consequências recaia sobre nós mesmos. Por outro lado, transferindo a responsabilidade para fora: seja para outras pessoas ou para o próprio problema.

Embora queiramos discutir sobre essa última abordagem, é bom recordar que nenhuma das manifestações da culpa nos permite aprender a caminhar e, igualmente importante, seguir em frente.

Colocar a culpa em alguém não irá ajudar

A vida nunca será tão benévola como gostaríamos que fosse: sempre vão acontecer coisas que nos vão parecer injustas, que acreditamos que não merecemos e que não esperávamos. Por isso, é natural entender que o sentimento de culpa apareça frequentemente.

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De fato, entende-se que quando uma pedra aparece no nosso caminho, costumamos amaldiçoar a pedra que nos impede de continuar ou quem a colocou ali. Digamos que é mais simples – para não falar fácil –  a atitude de culpar do que a de olhar mais além para buscar uma solução.

Perdemos tempo com a autoria da pedra ou da superfície dela em vez de encontrar o método que nos ensine a afastá-la. Ou seja, buscar culpados não irá te ajudar: não vai apagar o dano já causado e só vai apertar ainda mais a venda dos seus olhos.

Concentre-se no problema e chegue ao fundo

Mesmo se você considerar que há um culpado de verdade, isso ainda não te ensinaria o caminho que você deve seguir para não ficar estagnado onde está. A saída mais eficaz para aprender não está na pedra, mas em como ela chegou ali.

Tente se concentrar no que está acontecendo, seja corajoso para chegar até a raiz do que está te machucando e você vai conseguir saber como deixar isso para trás. Você é mais forte do que essa pedra e a sua vida tem o poder de ser muito mais intensa do que qualquer obstáculo que pretenda limitá-la.

Existe algo por trás que no momento você não alcança porque você tem muitos monstros em volta que te perseguem e te fazem retroceder. Por trás da ação de culpar existe uma verdade que você não se atreve a reconhecer, mas você não tem outra opção se quiser continuar.

Enquanto você respirar, ainda está em tempo

Deixe chover, abra os olhos, solte as dívidas emocionais: enquanto você respirar, ainda está em tempo. Essa é só mais uma pedra, mais uma experiência, uma parte do aprendizado.

Caminhar envolve quedas, umas com nomes próprios e outras sem: às vezes caímos porque tínhamos que aprender algo e talvez aquela era a única forma de aprendermos. Além disso, nem todos os lados dos obstáculos são negativos: também existe outro que nos transforma em bons professores.

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O indispensável é recolher o que a pedra quer nos dizer e evitar a carga de levá-la por mais tempo, principalmente porque o desgaste de forças é desnecessário. Dizem que qualquer coisa a que alguém resiste, persiste, e você não quer persistir em um desconforto contínuo.
“Não temos que carregar nossos pensamentos com o peso dos nossos sapatos.”
-André Breton-
Em suma, nossos sapatos viveram muito e em suas solas está a marca do que já andamos, mas o coração não tem espaço para tudo: ele exige um filtro que permita passar o que contribui, mas que retire aquilo que só ocupa espaço, gasta energia e causa dano.
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