Por que somos indiferentes ao outro - A Mente é Maravilhosa

Por que somos indiferentes ao outro

Gil Epifânia julho 11, 2017 em Emoções 0 Compartilhados
Por que somos indiferentes ao outro

Vivemos em um mundo contemporâneo, onde sofremos exigências diretas ou indiretas para sermos aquilo que a modernidade nos exige. Corremos todo o tempo e sempre sentimos que nos falta tempo para realizarmos tudo que queremos. Estamos atentos ao que podemos conseguir do outro para atingirmos nossas metas, mas nunca nos permitimos observar por um segundo o que o outro precisa de nós para atingir suas metas.

Somos indiferentes. Na verdade não nos interessa o que o outro pensa ou precisa. Estamos preocupados demais conosco para ver as necessidades do outro, sejam elas materiais, físicas, psicológicas ou espirituais.

indiferentes com os amigos

A indiferença com os que estão a nossa volta começa muitas vezes com os nossos próprios familiares, de uma maneira tão sutil que não percebemos o quanto estamos magoando aos que mais amamos e por eles somos amados. Os pais, avós, tios etc. são lembrados para nos ajudar a atingir metas, ainda que com uma orientação, mas somos indiferentes com as suas necessidades de às vezes apenas ouvi-los contar suas histórias.

Estamos sem paciência, sem sensibilidade, sem tempo para ouvir o outro, para entender as suas dores, suas lágrimas, suas inseguranças, seus medos. Parece que nos tornamos a cada dia incapazes de nos colocarmos no lugar do outro. Todavia, quando sentimos a indiferença do outro sobre nós, nos revoltamos sem parar para avaliar as nossas próprias atitudes.

indiferentes com a família

O que nos leva então a agirmos com indiferença com o outro em qualquer circunstância? Será que o problema do outro nunca nos afetará em nada? Será que nunca necessitaremos que se importe conosco olhando nossas necessidades?

Por que então somos indiferentes? Medo de nos envolvermos? Excesso de frieza? Uma defesa para não nos machucarmos? Ou a bondade e amor a nós e ao outro estão adormecidos?

Analisando a indiferença como um sentimento neutro, não estaríamos portanto insensíveis a tudo e a todos, incluindo a nós mesmos? Caberia nos fazermos a pergunta e aguardarmos o nosso silencio interior dar a resposta. Por que somos indiferentes ao outro? É provável que nos surpreendamos com as respostas.

Gil Epifânia

Gil Epifânia, escritora, poeta, palestrante e fundadora do Projeto Perdão e Gratidão, pesquisadora espiritualista, designer em moda. Natural da Bahia, reside em São Paulo Capital. http://gilepifania.blogspot.com.br/ www.facebook.com/gilepifaniaescritora

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