Quando você é seu pior inimigo - A Mente é Maravilhosa

Quando você é seu pior inimigo

julho 25, 2018 em Psicologia 0 Compartilhados
Quando você é seu pior inimigo

Alguma vez você já teve a sensação de ser seu pior inimigo? Não há dúvida: viver plenamente e obter a satisfação de nossos desejos em vias de uma suposta felicidade não é tarefa fácil. Na verdade, falamos de uma missão com princípio, mas sem fim.

Por um lado, podem existir condições ambientais adversas: dificuldades econômicas, profissionais, em casa, etc. Também podem existir condicionantes internos, como ter alguma doença, passar por alguma desgraça ou diretamente nos impor um nível de exigência que nesse momento não estamos preparados para atingir.

Por outro lado, existe uma competição mais ou menos manifesta com as demais pessoas que também lutam para conquistar os mesmos objetivos. Essas pessoas podem ser nossas inimigas, mas às vezes você é seu pior inimigo.

Pessoas que têm tudo e se sentem infelizes

Às vezes, algumas pessoas afortunadas que vivem em um ambiente favorável e, aparentemente, têm poucas dificuldades para conseguir o que querem, se sentem infelizes. A princípio, não há obstáculos, nem inimigos. Então, qual é o problema? O que acontece?

Mulher agoniada

O obstáculo pode ter sido gerado pela própria pessoa, quando ela se constituiu como sua própria inimiga pela forma como se julga ou pelas metas que estabelece para si. Isso é algo que todos nós já fizemos alguma vez e que continuaremos fazendo. Por isso, intuitivamente, podemos compreender as consequências desse fardo autoimposto.

Frequentemente, quando isso acontece o problema está no amor-próprio, no carinho consigo mesmo. A autoestima falha, e isso não tem nada a ver com o egoísmo. Não se trata de pensar: “Eu estou acima de tudo e de todos”. Trata-se de pensar: “Eu mereço o mesmo tratamento amável e compreensivo que utilizo com os outros”.

A importância de nos julgarmos com objetividade

Amar a nós mesmos significa reconhecer nosso próprio valor e nos considerar tão importantes quanto os outros na vida. Para muitas pessoas isso não é fácil. Elas não sabem julgar a si mesmas com objetividade.

As pessoas que não se julgam com objetividade exaltam as virtudes alheias e são capazes de perdoar os maiores erros e defeitos do próximo. Em contrapartida, são extremamente injustas consigo mesmas, exigentes e até cruéis. São seus próprios inimigos.

Esse comportamento pode chegar a provocar uma profunda amargura que leva à depressão e ao comportamento neurótico. É preciso saber se valorizar com objetividade e não se comparar com os outros. Somente assim vamos afastar o inimigo.

Ser seu pior inimigo pode ser fruto de seus aprendizados

Em geral, essa forma de ser e sentir é fruto de um aprendizado e um amadurecimento especial. A criança, desde o nascimento, é egocêntrica por natureza. Ela ainda não tem consciência social e pensa que tudo que a rodeia lhe pertence ou acontece em relação a ela.

Essa ideia é corroborada pelo fato de que geralmente a criança costuma ser o centro da atenção. É posteriormente, através da educação e do contato com outras crianças, que ela descobre que existem mais pessoas ao seu redor. Ela descobre que, assim como ela, essas pessoas merecem respeito e consideração.

É normal que uma pessoa que cresce e constrói seu caráter com base nessa filosofia chegue a ser um adulto confuso entre o que lhe corresponde por justiça e o que seria egoísmo censurável. Para evitar os terríveis sentimentos de culpa, ela prefere negar qualquer autorreconhecimento meritocrático. A pessoa se comporta como se fosse seu próprio inimigo, ao qual não concede nenhuma oportunidade.

Por outro lado, algumas educações morais e religiosas ressaltam a humildade como uma das mais preciosas virtudes, ameaçando sua ausência com o castigo e o pecado. Uma personalidade que cresce nessa linha de conduta costuma se colocar limites pouco flexíveis, considerando que para tudo existe uma única forma correta de proceder.

Homem preocupado

Você pode deixar de ser seu pior inimigo

Para derrotar nosso inimigo interno, o primeiro passo é tomar consciência de que o problema existe. Devemos observar nossa conduta diária e a dinâmica dos nossos pensamentos. Ver quantas vezes nos privamos de pequenos prazeres pensando que isso combina conosco ou que não merecemos.

Vamos começar por aí, por incentivar-nos com pequenas recompensas e elogios pelas nossas mínimas conquistas e esforços positivos. Talvez, sem perceber, um dia nos veremos lutando para conseguir algo importante que queremos e que, por justiça, merecemos.

Recomendados para você