O real caráter uma hora vem à tona

· julho 5, 2017

Ser você mesmo quando a maioria pensa como você, onde o ambiente é propício, é fácil. O desafio é manter sua integridade em um lugar em que a maioria pensa e age diferente de você. Desafio ainda maior: conseguir permanecer com seus princípios e seus valores inalterados, não se deixar corromper onde as adversidades prevalecem. Com certeza, há que estar muito consciente e certo de quem você é e do que pensa para não fazer parte do grupo ou parecer mais um no meio da “manada”.

Quem vive o tempo todo com medo, com os pés atrás, não constrói, não muda, não vive, não anda, e ainda é manobrado!

Claro, é sempre prudente agirmos com cautela com pessoas e situações que não conhecemos, principalmente quando desconfiamos de algo. Muitas pessoas passam uma imagem bem distante de sua verdadeira essência, talvez por acharem que o personagem que vestem é bem mais interessante do que elas na realidade. Pode ser que nem elas se aceitem do jeito que são.

Ser fiel ao caráter

Muitas vezes é necessário darmos um tempo e esperarmos que o outro se mostre, dispa-se ou dê indícios do que pretende fazer. Não é sábio deduzirmos ou julgarmos previamente, pois podemos chegar a conclusões equivocadas e sermos levianos. Precisamos ter paciência e temperança, pois mais cedo ou mais tarde as pessoas se mostram. Ninguém passa o tempo todo fingindo o que não é. Dá trabalho se disfarçar, colocar a “fantasia” e a “máscara” todos os dias, demanda tempo e energia. Se no momento isso não acontece, o jeito é esperarmos. Não demora, e logo saberemos quem o sujeito é e a que veio.

Impressionante, mas quase ninguém escapa. Basta surgir uma oportunidade e, prontamente, a pessoa se desnuda, e uma de suas facetas se apresenta a nossa frente, do jeito que ela sempre foi e é. Ela nos mostra se é educada, se é integra, se tem caráter, se tem consideração, se é confiável… Penso que os momentos de dificuldades nos permitem ver quem as pessoas realmente são, pois o que elas sempre ocultaram vem à superfície, não sobra nem o verniz. É também a oportunidade que temos para constatar quem são nossos verdadeiros amigos, porque companhias para nos divertir, tomar cerveja, fazer churrasco e jogar baralho, há inúmeras, sempre prontas, à disposição.

Essas pessoas se acham mais espertas, mais inteligentes que outras e ainda pensam que as demais são tolas e podem ser manipuladas com certa facilidade, que nunca descobrirão sua verdadeira faceta, por isso vivem nos passando atestado de bobos… Acreditam que enganam com atitudes, com falas e sorrisos falsos, com um amontoado de meias verdades ou com as baboseiras que dizem… Infelizmente, aparentar ser alguém não basta, e a maioria assim o faz. Para ser uma pessoa de verdade, há que se demonstrar e fazer por onde. É necessário ter princípios firmes, sólidos e não maleáveis de acordo com a situação ou a conveniência, ou o indivíduo os tem ou não, não dá para inventar em uma circunstância emergencial.

Bom caráter

Caráter não é músculo que flexiona de acordo com o momento ou interesse, nem é mutável

Requer uma boa educação, uma base sólida e muitos bons exemplos, se quisermos passá-lo. Tudo isso não depende de situação financeira, pois há muito pobre simples e educado e muito rico sem educação e grosseiro. Da mesma forma, honestidade não está vinculada a patrimônio, nem a dinheiro. Não dá para ser meio honesto; ou o sujeito é honesto e decente, ou não é. É fato que esses valores vêm rareando cada vez mais, não é para qualquer um, diria para bem poucos.

As grandes pessoas, não as pretensas, são reconhecidas nas pequenas atitudes, nos pequenos gestos, nos detalhes, nas sutilezas, nas minúcias… Elas são simples, claras, diretas, honestas, não enrolam, não engabelam nem nos tentam “vender” algo que nem sequer têm para entregar. Aquelas que fingem o tempo todo são pura enganação, mas cada um é cada um!