Recuperando-se de decisões ruins

Recuperando-se de decisões ruins

24, setembro 2015 em Psicologia 37 Compartilhados
recuperar-se de decisões ruins

Não há dúvida de que somos os nossos piores juízes. Quando cometemos um erro, podemos demorar anos até que nos perdoemos verdadeiramente pelo acontecido.

Tomar uma decisão errada fará com que a consequência ressoe em nossa mente por muito tempo, se não a deixarmos ir, não nos desapegarmos e, principalmente, se não nos perdoarmos. Por outro lado, as boas decisões são aquelas que esquecemos mais rapidamente….

Por que a mente do ser humano funciona desta forma? Talvez porque a sociedade tenha nos ensinado, desde pequenos, que pagamos caro por nossos erros, e que o esperado é que todos sempre tomem boas decisões.

No entanto, aprendemos muito com as decisões ruins. Por quê? Pois entendemos as consequências negativas que elas causaram para nós e para os outros, utilizando esta compreensão para não errar novamente.

Preste atenção a este conto que retrata um pouco o que dissemos até aqui:

“Um empregado chega no escritório do chefe dele e pergunta: ‘Como você conseguiu ter sucesso?’

O chefe responde: ‘Graças às boas decisões’.

Por não se contentar com a resposta, o trabalhador volta a perguntar: ‘Como é possível tomar sempre decisões certas?’

‘Pela experiência’, diz o empregador.

Soando um pouco insistente, o empregado prossegue: ‘E como foi possível adquirir esta experiência?’

O chefe diz: “Tomando más decisões”.

O que esta história quer dizer? Basicamente que, se não tomarmos decisões erradas, é muito difícil conseguir tomar as decisões certas no futuro

Nós todos cometemos erros. A diferença entre aproveitar ou não essas decisões erradas é como sobrevivemos à elas. Isto significa que podemos escolher seguir em frente e nos lembrarmos do que fizemos de errado para não repetir o erro, ou permitir que este erro nos persiga pelo resto de nossas vidas.

É importante lembrar que decisões ruins fazem parte do nosso aprendizado enquanto caminhamos ao longo da vida. Podemos carregá-las como ensinamentos ou um grande peso sobre nossos ombros.

Uma vez tomada uma má decisão, é possível agir de diferentes maneiras para lidar com ela. Por exemplo, arrepender-se e mudar algo, arrepender-se e não fazer nada para consertar o erro ou a nós mesmos, esquecer o assunto, nos preocuparmos, nos envergonharmos, etc.

Agora, qual é a melhor posição diante de um erro? Sem dúvida, a mesma do chefe da história que você leu acima: sabendo que, com as más escolhas, você aprende e adquire a experiência que leva ao sucesso.

Lidando com decisões ruins na prática

Tudo parece ser muito simples na teoria, mas o que fazemos na prática? Primeiro de tudo, é fundamental gerenciar o turbilhão de emoções que certamente você vai sentir, de raiva, tristeza, frustração, indiferença e até depressão.

É muito importante nos tranquilizarmos. Recriminar a nós mesmos o tempo todo pelo que fizermos de errado não vai ajudar em nada. Pelo contrário, o melhor que podemos fazer é entender os motivos e as consequências do nosso erro para não cometê-lo novamente.

Algo que ocorre frequentemente quando tomamos uma decisão ruim é que as vozes da mente não silenciam nem por um segundo. Não conseguimos nos concentrar em nossas atividades e nem mesmo dormirmos à noite. “Por que você fez isto?”, “ Como você pode agir dessa maneira? “,”O que aconteceria se….?”. É o que ela repete de novo e de novo em nossa mente.

Não deixe que esta conversa interna de medo e arrependimento tome conta de sua vida cotidiana e, acima de tudo, das próximas decisões que tomar.

Pare de punir a si mesmo. Infelizmente não podemos voltar atrás, então a melhor coisa a fazer neste momento é analisar como podemos reparar os danos e, acima de tudo, como podemos sair desta situação como pessoas melhores.

Assim, poderemos entrar em um novo estágio na nossa caminhada pela estrada da vida, o de nos perdoarmos pelas nossas decisões ruins. É necessário que nós apreciemos a extensão dos danos causados pelo nosso erro. Para fazer isso, você deverá manter a mente tão fria quanto for possível, porque qualquer desequilíbrio emocional poderá fazer com que venhamos a tomar decisões erradas novamente, ou que não determinemos com certeza as consequências do que fizemos.

Por último (e mais importante), devemos aprender com os nossos erros. Precisamos lembrar que “uma má decisão só é ruim se nós não fizermos nada a respeito e se ela não nos deixar um ensinamento”.

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