Como saber se seu parceiro se importa com você de verdade?

Como saber se seu parceiro se importa com você de verdade?

junho 16, 2016 em Emoções 53 Compartilhados
Se seu parceiro se importa com você de verdade?

Pode ser que o tema deste artigo pareça ingênuo para você. Quem é que não sabe se é amado ou não pelo próprio parceiro? Bem, às vezes as pessoas erram e existem alguns erros que doem mais que os outros. Todos sabemos disso. Existem muitos homens e mulheres que passaram grande parte do seu tempo (e da sua vida) com um namorado ou namorada que, na realidade, nunca os amou como realmente mereciam. Ou como esperavam. Eles podem ter sido traídos, ou simplesmente seus respectivos parceiros nunca acreditaram muito no compromisso que mantinham.

Costuma ser este tipo de fracasso o que mais dói. O que mais machuca e destrói emocionalmente quem sofre com ele. Porque a pessoa investiu tempo, esforços, sonhos; porque pode até ter renunciado a aspectos que em determinado momento eram muito importantes… tudo por alguém que talvez nunca se atreveu a dizer que nos amava. Ou que simplesmente não desejava se comprometer e dar um futuro à relação. Por isso, é essencial que saibamos identificar os sinais a seguir. Dimensões que certamente você já conhece, mas sobre as quais você deve estar ciente sempre.

1. O interesse pelas pequenas coisas

O interesse não está em que nos perguntem simplesmente “dormiu bem?”, “que horas você volta do trabalho?”, “que hora nos vemos?”. O interesse de alguém é notado no olhar, nos gestos e nos pequenos detalhes. Em reparar que algo nos preocupa quando chegamos em casa e perguntar o motivo dessa preocupação. Interesse em saber o que achamos sobre determinadas coisas, e quais são as nossas opiniões sobre elas. Interesse pelo ontem, o hoje e o amanhã. Em conhecer aqueles detalhes da infância, as manias insignificantes do agora, e interesse no que pensamos sobre o futuro. Saberemos que somos importantes para uma pessoa quando sua necessidade em saber e sua preocupação são sinceras, e reparamos na sua linguagem verbal e não verbal algum tipo de empatia e, sobretudo, sinceridade. O interesse se observa, se intui e se sente. 

2. O compromisso

O compromisso é a necessidade de manter e amadurecer os sentimentos e a relação. Tem a ver com uma preocupação pelo dia de amanhã em que ambos os indivíduos devem continuar unidos em um projeto em comum. Podemos manter uma relação sincera e gratificante, mas se a outra pessoa não mostrar perspectivas de desejar algo mais, de amadurecer tal projeto em um horizonte comum, certamente vão começar a surgir as discrepâncias. Sobretudo a diferença de necessidades.

Um vai achar suficiente aquela viagem de fim de semana, enquanto o outro vai sentir um vazio diante da ideia de poder ou não formar um lar, uma família. Devemos ter cuidado com as falsas promessas, aquelas que colocam band-aids no presente com castelos no ar que pouco a pouco se desmoronam. Devemos ser intuitivos e estar atentos a estes detalhes, aos planos que não se cumprem, às desculpas com as quais são tecidas a maior parte das críticas.

3. A necessidade de estarem juntos

O que poderia ser mais básico e simples? Compartilhar tempo, espaço, momentos, oportunidades, ruídos e silêncios onde não existem desculpas de última hora que estragam um encontro, que fazem com que vocês passem mais tempo fora de casa do que podem justificar… O tempo que se vive em casal deve ser repleto de cumplicidade e prazer, pelo simples fato de estarem um com o outro. É óbvio que não precisamos estar “agarrados” 24 horas por dia, nada disso… mas para saber de verdade se somos importantes para alguém, temos que notar essa necessidade de encontrar momentos para estar conosco e, acima de tudo, que o tempo compartilhado seja de qualidade.

4. A importância da comunicação

Como é a comunicação com o seu parceiro? Existe cumplicidade e empatia? Uma escuta sincera? Ele se lembra das suas palavras, ideias e comentários? É essencial levarmos esses diálogos em conta, notando o interesse e aquele olhar no qual nos vemos refletidos. É a partir daí que as nossas palavras podem ter o poder de machucar ou oferecer felicidade. O que nunca devemos perceber é indiferença. Essa névoa onde os sentimentos se desmoronam e onde as nossas frases já não têm o efeito de antigamente para produzir emoções na outra pessoa. Se assim for, seria hora de tomar certas decisões. Lembre-se de proteger a sua autoestima e de evitar manter uma situação que, longe de nos dar esperança, pode produzir ainda mais dor…

Imagem cortesia de Benjamin Lacombe

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