A Síndrome da Arca de Noé – A mente é maravilhosa

A Síndrome da Arca de Noé

setembro 14, 2015 em Psicologia 0 Compartilhados
Síndrome da Arca de Noé

A síndrome da Arca de Noé é uma doença do tipo obsessiva compulsiva. Aqueles que sofrem com ela não podem resistir ao impulso de acumular animais em casa. Eles podem ser animais de espécies diferentes (embora geralmente sejam cães ou gatos), da mesma espécie, abandonados, comprados, etc.

Em qualquer um dos casos, parece que o critério fundamental do diagnóstico da síndrome da arca de Noé é acumular mais animais do que a pessoa pode cuidar corretamente.

O nome desta patologia foi inventado pelo Instituto Nacional dos Estados Unidos e é considerado um problema social em crescimento. Sua origem não é bem estabelecida, embora seja verdade que, em muitos casos, as pessoas que sofrem com isso comecem a ter os impulsos de acúmulo após uma grande perda (morte de um membro da família ou rompimentos afetivos, etc.).

A razão para esse comportamento sempre tem a ver com a necessidade de proteger os animais, sem ter consciência de que isto pode ter consequências negativas.

Estima-se que 4% da população sofra de problemas deste tipo. Imagens de pessoas acumuladoras (lixo, objetos, animais, etc.) evocam sentimentos de solidão, isolamento e necessidade emocional. Basta pensar na imagem de uma pessoa cercada por gatos.

Efetivamente, este transtorno é mais comum em adultos e idosos que se sentem sós ou abandonados que sofrem pela falta de afeto. Os animais preenchem precisamente esta necessidade de afeto e de ligação, já que eles se tornam nossos companheiros.

O que parece certo é que em 25% destes casos há uma descompensação psicológica do tipo obsessiva compulsiva que, de alguma forma, causa um significativo dano pessoal ou social à pessoa. Embora esta síndrome ainda não seja reconhecida como uma doença mental pelos sistemas de classificação diagnóstica e não tenha sido estudada com a profundidade necessária, a alta comorbidade desse tipo de transtorno de humor requer que uma avaliação correta e aprofundada seja feita para diferenciar as doenças.

Além disso, uma vez diagnosticado e definido o problema, recomenda-se a definição de um tratamento específico tanto em termos de terapia psicológica individual quanto farmacológica para garantir um prognóstico positivo.

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