Quando sinto amor e ódio ao mesmo tempo – A mente é maravilhosa

Quando sinto amor e ódio ao mesmo tempo

Janeiro 6, 2016 em Emoções 72 Compartilhados
Amor e ódio

Sabemos o que é sentir amor, e também o que é sentir ódio por alguém. Mas o que acontece quando esses dois sentimentos surgem ao mesmo tempo? Por que podemos amar e odiar alguém ao mesmo tempo?

Essas emoções totalmente opostas se encontram em todo ser humano.

Certamente você já teve esse tipo de sentimento em relação a alguém alguma vez. Não podemos explicá-lo e ele nos confunde bastante, porque são emoções que se encontram em dois extremos diferentes.

Mas, embora possa parecer estranho, realmente sentimos emoções opostas em mais de uma ocasião. Você já se sentiu feliz alguma vez, mas triste ao mesmo tempo? Possivelmente sim…

Por exemplo, quando devemos deixar nosso lar por uma nova oportunidade de trabalho; ou quando um ser querido se vai, mas sabemos que foi o melhor porque estava sofrendo. É então que o amor e o ódio passam a fazer parte de um mesmo sentimento.

Amor e ódio andam juntos?

Eu sofro de ambivalência emocional

A ambivalência emocional faz parte de nós, não podemos evitar sentir amor e ódio, embora isso nos provoque mal-estar.
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Quando temos sentimentos de amor e ódio podemos começar a nos considerar ambivalentes emocionais. Isso não significa que primeiro sintamos ódio e depois amor, ou vice-versa.

A ambivalência emocional se caracteriza porque essas duas emoções, o amor e o ódio, não se substituem, mas podem conviver juntas sem se descolar uma da outra.

É possível considerar a ambivalência um transtorno psicológico? Em muitas ocasiões, esta ambivalência se apresenta em pessoas que sofrem algum transtorno mental. Por exemplo, as pessoas com depressão, esquizofrenia, psicose ou neurose podem demonstrar um comportamento ambivalente.

Mas a situação mais comum em que se produz esta ambivalência é quando sentimos ciúme. Nela, amamos a pessoa que está ao nosso lado, mas ao mesmo tempo a odiamos por se relacionar com outras pessoas ou ser atraente para outros.

O ciúme é uma das causas naturais que provocam que o amor e o ódio sejam um único sentimento.
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A ambivalência emocional é normal, mas pode nos causar vários problemas quando nos relacionamos, pois nem nós mesmos sabemos definir o que sentimos.

E o que dizer quando estamos em uma relação de casal? A ambivalência pode nos confundir e fazer com que a relação não seja tão saudável quanto gostaríamos.

Na pele do ambivalente

Se você nunca esteve nesta situação, provavelmente você não sabe como uma pessoa cujos sentimentos de amor e ódio se encontram compartilhando a mesma emoção se sente.

  • O ambivalente sente atração e repulsa por uma pessoa.
  • O ambivalente ama uma pessoa, mas odeia certas atitudes que ela tem.
  • O ambivalente pode querer falar e não falar ao mesmo tempo.
  • O ambivalente pode querer agir e, ao mesmo tempo, permanecer passivo.

Todos esses sentimentos contraditórios que a pessoa ambivalente sofre provocam uma coisa que detestamos: ficamos paralisados sem saber qual é o caminho que devemos escolher.

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Consequências de ser ambivalentes emocionais

Quando o ambivalente se encontra entre dois polos opostos que confluem em um só, as emoções o paralisam  causando confusão.
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A ambiguidade é uma das características das pessoas ambivalentes, que veem sua autoestima ferida por causa de sua incapacidade de decidir entre dois sentimentos que se opõem.

A própria pessoa se sente estranha às suas próprias emoções. Não sabe como agir e como deixar de sentir duas emoções que nunca deveriam confluir em uma só.

Essa situação de desconcerto faz com que sua autoestima fique muito baixa, pois a pessoa não consegue manter um equilíbrio emocional saudável.

O ambivalente começa a desconfiar de si mesmo, sem saber o que sente ou deixa de sentir. Isso dá lugar, em ocasiões, à ansiedade e à solidão, que podem desembocar em uma profunda depressão.

A ambivalência emocional não é um estado que dure muito tempo. Em determinados momentos nos sentimos confusos por essa fusão de emoções, mas é uma coisa passageira e que não acontecerá sempre. Salvo que, como já vimos, soframos algum tipo de transtorno psicológico.

E você… é ambivalente?

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