Sobre empatia - A Mente é Maravilhosa

Sobre empatia

Babi Rubiatti 6, dezembro 2016 em Psicologia 993 Compartilhados

Algo tem me chamado atenção nos últimos tempos: enquanto o número de casos de violência cresce em todo o mundo, vejo surgir também um novo sentimento em muita gente por aqui.

Falo da empatia, que nada mais é que a capacidade psicológica de sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo. Em outras palavras, colocar-se no lugar do outro e agir conforme gostaríamos que agissem conosco.

empatia no trabalho

Tenho me impressionado com a quantidade de pessoas, textos, páginas, a disseminarem esse conceito, o qual admiro e acho maravilhoso! Doar-se e fazer o bem nos trás uma enorme satisfação de dever cumprido, de saber que mesmo sendo pouco, toda ajuda e compartilhamento é válido para evolução do mundo, das pessoas ao nosso redor, e principalmente de nós mesmos.

Mas você já parou para pensar que tem muita gente por aí, eu me incluo nesse grupo, que tem uma dificuldade absurda em ser receptivo à empatia alheia? Quantas pessoas você conhece que estão sempre prontas a ajudar a qualquer momento, mas que durante suas próprias dores, preferem resolver tudo sozinhas? Não sei se por orgulho, vaidade ou alguma síndrome de super-herói, essas pessoas costumam sofrer caladas e recolhem-se frequentemente, se isolam e se afastam do mundo enquanto suas feridas cicatrizam.

emaptia-com-os-amigos

Por algum tempo eu admirava pessoas assim, equivocadamente enxergava uma força descomunal nelas, mas hoje, depois de algumas experiências, vejo que são seres tão sensíveis e frágeis quanto aqueles que choram e metem a boca no trombone, escancarando suas dores por todos os lados. Ainda me pergunto por que algumas pessoas possuem tanta resistência em receber afeto, quando ao mesmo tempo doam-se tanto.

Acho que o que nos falta é um pouco de humildade para admitirmos que não somos perfeitos, que apesar de toda a força, um hora vamos precisar sim de um ombro pra chorar, de uma mão para nos acalmar, e de um abraço que nos faça sentir que tudo ficará bem no final das contas. Precisamos ser empáticos não só em relação ao outro, mas a nós mesmos também. Saber receber amor é tão importante quanto saber doá-lo a quem necessita.

Babi Rubiatti

Escritora, Atriz, Cantora e Educadora Física. Desvendo o mundo com a curiosidade, admiradora estudiosa do comportamento humano. Apaixonada pela vida.

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