Como ajudar uma pessoa deprimida – A mente é maravilhosa

Como ajudar uma pessoa deprimida

18, junho 2015 em Emoções 11 Compartilhados
pessoa deprimida

depressão é um transtorno complicado, mas tratável. Muitas pessoas, de todas as idades e em todos os âmbitos da vida, podem sofrer com ela, causando dor não somente nos que são diagnosticados com a doença, mas afetando também aqueles que estão ao redor delas.

Às vezes, quando um amigo ou familiar está deprimido, experimentam-se diferentes emoções difíceis de suportar, como impotência, frustração, raiva, medo, culpa, tristeza, etc. Esses sentimentos são normais e senti-los não significa que não possamos ou queiramos ajudar nosso amigo ou familiar. Assim, se quisermos somar e realmente prestar uma ajuda eficaz, não é bom que descuidemos do cuidado com nós mesmos.

Ao princípio, para ajudar alguém a superar a depressão, é preciso aprender como funciona a depressão e em que termos e formas devemos tratá-la, sem esquecer da nossa própria saúde mental. Isso é fundamental para manter um cuidado efetivo ao longo do tempo, e para que não paguemos um preço muito alto pela nossa ajuda.

Leve em conta que a depressão é uma doença grave que precisa de tratamento e atenção profissional. Seu papel, se quiser ajudar alguém com depressão, não é curá-lo, mas apoiá-lo para que consiga superar seu estado.

Como falar sobre a depressão

Às vezes é difícil saber o que falar quando estamos com alguém que sofre da doença. Em todo o caso, é mais importante escutar do que dar conselhos. Assim, o simples fato de falar com alguém já pode ser uma grande ajuda. Incentivar a pessoa a falar de seus sentimentos e estar disposto a escutá-la sem julgar provavelmente será muito bom para ela. Escutando, dizemos à pessoa que estamos abertos e dispostos, que é a sua versão da história que nos importa.

As pessoas deprimidas tendem a se isolar dos demais e, até mesmo, a desconfiar; por isso você terá que renovar continuamente as demonstrações de disposição se quiser que ela fale com você. Para iniciar uma conversa, você pode começar dizendo a ela que está preocupado ou que percebeu que ela mudou, e que gostaria de saber como ela está. Mas, lembre-se de que esta é uma forma de iniciar uma conversa que deve ser feita com bastante tato, pois não queremos que a pessoa deprimida se sinta culpada por nos preocuparmos. 

Quando ela quiser falar (algo a que temos que estar dispostos, mas não forçar), você pode perguntar-lhe pelo momento em que começou a se sentir assim, o que aconteceu para que ela começasse a se sentir daquela maneira e como você pode ajudá-la. E, principalmente, anime-a a buscar a ajuda de um profissional, se ainda não o tiver feito. Você precisa ser muito delicado nesse ponto, pois nem todo mundo está disposto a fazê-lo.

Para que ela se sinta apoiada, diga que você está com ela e que ela pode contar com você, que é possível superar este estado. Lembre-a de que você se preocupa com ela, que você gosta dela e que, mesmo que você não entenda como ela se sente, nem o por quê, você está disposto a ajudá-la, pois o que importa é que ela se sinta bem.

Também há frases que não devem ser ditas, então é fundamental que mantenhamos nosso controle emocional. Não diga que tudo isso é fruto da sua cabeça e que todos nós passamos por isso em algum momento de nossas vidas, muito menos tente convencê-la de que ela aprenderá algo com isso. Também não tente convencê-la de que sua vida é boa, nem exija responsabilidade com perguntas do tipo, “E tudo o que está acontecendo comigo? Será que eu não me importo?!” Isso somente irá piorar a situação.

Cuide de si mesmo enquanto ajuda uma pessoa deprimida

Há um impulso natural de querer solucionar os problemas das pessoas que amamos, mas não podemos controlar a depressão de uma pessoa querida. Por isso, se não cuidarmos do nosso próprio estado emocional, não poderemos ajudar o outro. Cuidar da sua própria saúde e da sua felicidade é fundamental para conseguir ajudar alguém que está deprimido. Portanto, você deve atender as suas próprias necessidades antes das do outro, para poder ser útil.

Para isso, é importante que você fale sobre si mesmo com o outro e que não reprima sua emoções. Não se trata de fazer o outro se sentir culpado nem de exigir responsabilidades; trata-se de criar uma comunicação honesta, que ajude a estabelecer uma relação a longo prazo e que permita, também, ser mais sensível.

Também é importante estabelecer limites para que a sua própria saúde mental e sua vida pessoal não sejam afetadas. Estabeleça limites claros para evitar o desgaste e o ressentimento. Não se trata de ser o terapeuta do outro.

Outro aspecto importante que não podemos esquecer é manter nossa própria vida. Apesar de ser preciso fazer mudanças na rotina, é necessário seguir em frente, cada um com sua própria vida.

Por último, é preciso buscar apoio emocional, alguém com quem falar sobre o que você sente durante o processo de ajuda ao próximo, sem sentir que você está traindo a pessoa deprimida. É necessário externalizar os sentimentos, nunca reprimi-los. Para evitar ferir a pessoa que queremos ajudar, também precisamos de ajuda.

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