Tipos de bullying nas escolas - A Mente é Maravilhosa

Tipos de bullying nas escolas

17, julho 2016 em Psicologia 0 Compartilhados
Tipos de bullying nas escolas

Todos nós conhecemos alguma história envolvendo o bullying nas escolas: aquele menino que teve sua cabeça colocada no vaso sanitário, a menina que criticam pelo seu modo de vestir ou o típico rejeitado que passa os recreios sozinho, trancado no banheiro ou no canto mais escondido do pátio.

À medida que crescemos, desejamos ser aceitos pelos nossos colegas, mas isso nem sempre acontece. Muitas pessoas sofrem abusos psicológicos e maus-tratos. A ironia dessa situação é que muitas vezes os agressores nos casos de bullying também têm dificuldades para serem aceitos, e por meio da intimidação buscam o reconhecimento dos outros.

O bullying acontece com frequência com adolescentes de 12 a 14 anos, uma idade extremamente sensível, uma vez que estão passando por muitas mudanças físicas e psicológicas. São as meninas que mais sofrem com este problema.

Conforme esse fenômeno foi chamando a atenção dos pais, professores e os meios de comunicação, especialmente nos casos mais extremos como suicídio e agressões físicas sérias, foram identificados diferentes tipos de bullying.

1- Exclusão Social

É o tipo mais comum. Consiste em isolar a vítima: é aquela criança que não deixam brincar com o grupo, ninguém conversa com ela e frequentemente a fazem chorar. Esse tipo é o mais difícil de combater, porque muitas vezes passa despercebido pelos professores, que são as figuras com autoridade na escola.

2- Intimidação

Consiste em amedrontar a criança. Pode incluir ameaças ou assédio na saída da escola, quando não há a supervisão de um adulto por perto. É o segundo tipo de bullying mais comum, agravado pelo fato de que a vítima, sob ameaça, não se atreve a comentar o que ocorre com os pais ou professores.

3- Manipulação social

Consiste em criticar a vítima e distorcer a sua imagem. Tudo o que ela diz ou faz é ridicularizado. De forma inconsciente, outras crianças passam a ridicularizar a vítima, acreditando que ela merece esse tipo de tratamento. Assim, a situação estende-se por todo o grupo escolar, a vítima adquire o rótulo de “rejeitado” e acaba se isolando cada vez mais.

4- Coerção

O objetivo é que a vítima execute ações contra a sua vontade, como por exemplo, roubar uma prova. Os agressores buscam obter benefícios através do domínio que exercem. No entanto, a maior vantagem para eles é a sensação de ser capaz de controlar o outro, reforçando para os outros a sua imagem de líder.

Diante de qualquer um destes sinais, tanto a vítima quanto o agressor precisam de atenção, e é necessário encontrar mecanismos de negociação para acabar com esse assédio.
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A parte positiva é que atualmente existe muita informação disponível para os pais e professores, de modo que o que antes era considerado brincadeira de criança, hoje está classificado como um tipo de agressão. Uma agressão grave e que não deve ser ignorada, porque pode trazer consequências graves no presente e a longo prazo, criando adultos carentes de empatia e com pouca autoestima.

Imagem cortesia de: woodleywonderworks

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