Gosto de você quando você se arrisca, luta e não se rende

Gosto de você quando você se arrisca, luta e não se rende

fevereiro 3, 2017 em Psicologia 1454 Compartilhados
Gosto de você quando você se arrisca, luta e não se rende

Você, que se esconde por trás das palavras de luta e esforço. Você, que se pergunta como fará para superar os dias que ainda restam por vir. Você, que leva tatuado o sofrimento na sua pele. Você, que lê atenta esperando encontrar um fonte de ânimo entre os suspiros. É a você que quero dedicar as próximas linhas.

Para superar o medo é preciso senti-lo primeiro

Você já conheceu o medo, eu sei. Já sentiu que perdeu o controle e que nada que fizesse poderia ajudar. Você já tentou fugir, ou melhor dizendo, já quis fugir. O seu primeiro instinto foi virar e sair correndo, contudo, havia alguém impedindo isso: você mesmo. Seus últimos motivos foram os que a impediram de dar as costas ao medo.

“Aprendi que a coragem não está na ausência de medo, mas sim no triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas sim o que conquista esse medo.”
-Nelson Mandela-

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Você sabe que, para poder conquistar o medo, primeiro é preciso senti-lo em todo o seu esplendor, sua respiração sobre a nuca. Não é uma sensação agradável e você não gosta de senti-la, mas sabe que é passageira e que, cedo ou tarde, desaparecerá. Como as nuvens das tempestades o medo vem, e se você souber esperar o suficiente, descarregará e irá embora. Poderá voltar, mas como você já o venceu antes, ele será menor e você maior.

Mar calmo nunca fez bom marinheiro

Você já sentiu como a água ganhou a forma de rios no vale do olhar ou de nós no cânion das suas palavras. Tentou colocar barragens aos rios sem resultado algum, e com o tempo aprendeu que é melhor deixar que a água siga sempre seu curso. Em vez disso, você guardou o poder de decidir por onde quer que ela vá.

Porque a água inunda e afoga, mas também limpa e molda o terreno. No seu caminho é capaz de arrastar a sujeira acumulada, deixando descoberto aquele horizonte barrento que agora se apresenta claro e definido.

Assim como para poder se deleitar com o arco-íris foi preciso a chuva, para poder saborear a conquista foi preciso lutar. É graças a esse esforço que você aprendeu que aquilo que você persegue é suficientemente valioso para aguentar as tempestades que deixaram seu corpo inundado em várias ocasiões.

É permitido descansar e se deixar levar

Você transformou sua luta em uma hábito, e por isso parar é complicado. Você tem a sensação de que se tirar uns minutos de tranquilidade para sentar, parar e olhar ao seu redor, não poderá se levantar novamente.

Contudo, como marinheira especialista você sabe que se a tempestade não abrandar durante a navegação você poderá usar o vento e o mar a seu favor para correr da tempestade e se refugiar durante um tempo em águas mais tranquilas.

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A viagem do barco é longa e as vistas durante o trajeto são variadas e fugazes. Cada vez que você olha ao seu redor, a paisagem muda e é difícil encontrar novamente aquela cena que seus olhos viram momentos atrás. Depende apenas do marinheiro lançar âncora de vez em quando para observar ou se deixar levar.

A luta pelo que vale a pena alcançar

Se você chegou até aqui é porque você tem certeza: vale a pena brigar por isso. O medo e o sofrimento serão passageiros, mas a satisfação de alcançar seu objetivo é permanente. Lembre-se de que a morte não acontece pelo sofrimento da luta, mas por tentar evitá-la.

“Já que eu cheguei até aqui, poderia (…) continuar correndo.”
-Forrest Gump-

Não se renda, sofra, lute, chore, siga em frente, xingue, arrisque, grite, tente, caia, levante-se, caia de novo, tente novamente, imagine como seria, sonhe, acorde, alcance. Pense que para conseguir o que você deseja talvez seja preciso sorte, mas para amansar os medos basta apenas usar a sua liberdade.

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