Você pertence?

· fevereiro 29, 2016

A que você pertence? Pertence ao lugar em que está, ao aqui e hoje? Pertence à pessoa que está ao seu lado? Ou apenas finge pertencer? Pertence à sua família, amigos, situação profissional, amorosa, financeira e, até mesmo, espiritual?

Você pertence aos seus ideais, identidade, sonhos e projetos?

A pergunta fatal e irrefutável é: você pertence a si mesmo e à essência da vida que possui?

Claro, muitos de nós podemos pertencer a alguém por laços de sangue. De interesse. De conveniência. Ou, simplesmente, porque estamos obrigados por questões complexas, obrigações, compaixão e outros tantos motivos. Mas o fato é que, se você não pertence a alguma dessas categorias, nunca será feliz no círculo do qual faz parte, mas não pertence. Quando se entrega a alguém de corpo e alma, pertence a esta pessoa.

Quando executa algum trabalho, atividade ou ação, e o faz com amor, por inteiro, pertence o que está se propondo a fazer. Você realmente pertence ao que se desenrola consigo todos os dias, quando ninguém está olhando?

Àquela pessoa que mora com você, que te acompanhou até hoje, apoiou e com quem compartilhou sua vida íntima, aquela que você diz que ama? Diz a si mesmo que a ama, ou diz somente a ela? Pertence ao seu comportamento atual, aos papéis que desenvolve, à plateia que lhe aplaude (ou não), ao espetáculo de sua vida atual?
Você pertence aos seus ideais

Podemos ser artistas e sofredores, ou podemos ser verdadeiros e íntegros, ainda que isso demande certos sacrifícios. Desde que pertençamos ao que estamos fazendo, desenvolvendo, amando, realizando. Use o verbo que quiser, mas, primeiramente, use o verbo pertencer.

Pertenço de corpo e alma ao que faço. Pertenço a este momento que estou vivendo. Pertenço ao meu nobre trabalho, ao meu fiel companheiro (a), às emoções (tortuosas) que me acompanham, aos amigos pelos quais sinto o mais admirável respeito.

Pertenço à pessoa com quem estou, pois, sem ela, não pertenço a nada mais. Sou uma casca vazia. Oca.

Pertenço à minha família, porque eles são meus referenciais. Eles me cuidaram, ensinaram, acolheram. Porque são minhas partes com vida própria. Pertenço aos meus amigos, porque me nortearam e guiaram quando estive em tempestades. Porque riram e sofreram comigo, sem qualquer obrigação. Pertenço ao lugar em que estou, à minha condição financeira, espiritual. Pertenço aos meus ideais, sentimentos, forças naturais, crenças e história. Pertenço a tudo isso porque é tudo o que sou. Componentes de minha intrínseca persona, bases estruturais que me sustentam.

Você pertence a sua família

Pertenço a este momento cósmico, mesmo que não seja o mais perfeito, ou ideal, porém me faz mais inteira, forte, corajosa. Este momento, ao qual pertenço, é derradeiro, mas acrescenta à minha vida, acrescenta conteúdo e valor ao meu conceito de ser maior.

Se você não “pertencer”, abandone. Abandone o não-pertencimento, o descomprometimento, o desajuste e à ausência de. Antes de mais nada, pertença a você mesmo. Erga suas paredes internas, crie laços indissolúveis com o seu espírito, escale as montanhas de suas emoções. Seja e esteja, cresça e se erga, alcance o mais alto pico de suas colinas.

Então, pertença. Comprometa-se com pessoas e atitudes, no sentido mais amplo de pertencimento. Caso contrário, não pertencerá nunca a si mesmo, e tampouco ao amor supremo e às infinitas alegrias que encontramos em absolutamente tudo ao que pertencemos.