Você é uma pessoa que age ou reage?

· abril 27, 2019
Agir ou reagir? No âmbito profissional, ser uma pessoa que age ou reage pode fazer toda a diferença. Descubra qual é o seu tipo.

O que significa pensar se você é uma pessoa que age ou reage? É muito possível que nunca tenhamos refletido sobre esses dois conceitos que são, na verdade, muito importantes. De fato, no mercado de trabalho eles costumam orientar muitas carreiras profissionais, dependendo de que lado a pessoa se situa. Vamos ver mais sobre ambos os perfis.

Todos nós temos algum amigo ou conhecido que não para, seja no âmbito profissional ou em outro aspecto da vida. É um caçador de oportunidades e desafios que o empurram a continuar cultivando sucessos. Mas, também, é possível que conheçamos outra pessoa que parece ter estagnado em seu trabalho. Não tem aspirações e, de longe, parece uma folha movida pelo vento. Essa é a principal diferença entre uma pessoa que age e outra que reage.

Uma pessoa que age toma a iniciativa

Ainda não sabe se você é uma pessoa que age ou reage? O primeiro aspecto que devemos observar é se temos iniciativa.

Esta é uma competência muito valorizada no mercado de trabalho, assim como evidenciado no artigo Las competencias laborales: ¿La estrategia laboral para la competitividad de las organizaciones? (As competências profissionais: a estratégia de trabalho para a competitividade das organizações?, em tradução livre). Estamos falando da proatividade.

Homem concentrado no trabalho

Quando tomamos a iniciativa, realizamos determinadas ações que nos transformam em geradores, mais do que receptores. Por exemplo, em vez de esperar encontrar uma oferta de trabalho que nos ofereça a oportunidade profissional que tanto estamos esperando, entramos diretamente em contato com as empresas nas quais temos interesse. Podemos fazer isso através de uma carta de apresentação ou um e-mail.

Esse é um bom indicador para descobrir se estamos agindo ou reagindo. Raramente esperamos. Temos a disposição para tomar a frente, experimentar e avançar. Para tentar e errar, e não o contrário.

Não importa se nos depararmos com portas fechadas, com muitos “nãos” ou, inclusive, com um ou outro fracasso. Estamos sendo proativos, estamos nos movendo. E isso, apesar de não acreditarmos, está nos permitindo construir opções. Alternativas que, por outro lado, nem sempre dão frutos imediatamente.

“Tomar a iniciativa não significa ser insistente, irritante ou agressivo. Significa reconhecer nossa responsabilidade de fazer com que as coisas aconteçam”.
-Stephen Covey-

Uma pessoa que reage espera resultados

Agora já sabemos a diferença entre uma pessoa que age e outra que reage. Se não nos sentimos identificados com a primeira, vamos analisar o que faz alguém ser uma pessoa que só reage. Esse aspecto não quer dizer que não nos dedicamos a fundo em nosso trabalho.

E mais, pode ser que trabalhemos muito; no entanto, os resultados são sempre os mesmos, somos aquela sombra na parede que ninguém enxerga. Por quê? Porque não dissemos a ninguém que estamos aqui. Inclusive, podemos chegar a ocultar nossas habilidades como se fossem uma vergonha.

Por vezes, pode ser que estejamos confortáveis com o fato de sermos pessoas que reagem. No entanto, outras vezes, pode ser que queiramos ser mais ativos, embora não saibamos como fazer isso.

É uma desorientação que, no fim, nos impede de nos mover ou nos leva a preferir ficar em nossa zona de conforto. Uma zona na qual há estresse e medo, como bem destaca o artigo Relación entre calidad de vida en el trabajo y síntomas de estrés en el personal administrativo universitario (Relações entre qualidade de vida no trabalho e sintomas de estresse nos funcionários da administração universitária, em tradução livre).

“Estabelecer metas é o primeiro passo para transformar o invisível em visível”.
-Tony Robbins-

Mulher caminhando descalça

As duas faces da reação

Ser uma pessoa que age ou reage é uma atitude que escolhemos e que nos leva a resultados diferentes. No caso de sermos pessoas que reagem, poderemos ser felizes no aspecto profissional sem viver o estresse do novo, vivendo uma rotina tranquila e sem mudanças. No entanto, se desejamos algo a mais, essa atitude pode se transformar em um peso.

O que acontece quando não agimos e esperamos que as coisas aconteçam? Normalmente, nós nos frustramos, costumamos reclamar e lamentar o nosso azar. Isso, como já mencionamos, acontece porque desejamos ser proativos, mas não sabemos por onde começar.

O fato de nos identificarmos com uma pessoa que age ou que reage tem muito a ver com a nossa personalidade. Se somos pessoas que tendem a reagir, vai levar um tempo para nos sentirmos confortáveis ao praticar a dinâmica contrária. Isso não é negativo, pelo contrário. Somos suficientemente flexíveis para passar à ação quando precisamos.

E você, se identifica mais com a reação ou com a ação? Gostaríamos de lembrar que nenhuma das duas opções é melhor ou pior do que a outra. Simplesmente são forças diferentes que te levarão a caminhos distintos, e você pode escolher mudar a sua atitude a qualquer momento quando não estiver se sentindo bem com ela.