Quem é você?

· junho 14, 2015

Sem dúvida, você é um ser humano maravilhoso, cheio de luz, com mais atributos do que sempre imaginou, essencial para muitas pessoas, interessante, com boas intenções e muitas virtudes. É difícil ver tudo isso com nossos próprios olhos, especialmente se estivermos tristes ou deprimidos.

No entanto, precisamos nos olhar a partir da perspectiva de outra pessoa, como um companheiro, sua mãe ou seu melhor amigo. Eles, sem dúvida o veem de uma forma muito diferente: a pessoa mais bonita do mundo, o melhor, o amigo sempre presente, etc.

Um excelente exercício para o autoconhecimento é perguntar a você mesmo e as pessoas ao seu redor, “quem sou eu?”. Certamente você nunca pensou sobre isso. As pessoas vão dizer muitos adjetivos que o qualificam: mãe dedicada, religiosa, superprotetora, estudante, professor, trabalhador, japonês ou francês, etc. Há muitas maneiras de identificá-lo como indivíduo.

Sem dúvida será uma experiência inesquecível. Saber quem somos nos mantêm conectados e determina nosso papel no mundo. Uma das primeiras coisas que perdemos quando estamos estressados ou trabalhando muito é essa conexão: esquecemos quem somos e o que realmente importa no caminho da autorrealização.

A vida não precisa ser assim, embora seja verdade que nós, meros mortais, precisamos trabalhar. Passar uma tarde no parque com os filhos lhe dará muito mais satisfação do que fazer horas extras no escritório, e as crianças vão agradecer muito.

Faça uma lista de suas qualidades e defeitos

Não imagine que uma pequena folha de papel será suficiente para listar todas as suas habilidades. Você tem muitas coisas boas para escrever a seu respeito.

Faça uma lista bem objetiva; não minta para si mesmo. Considere o seu papel na sociedade, sua profissão, sua religião, sua raça, seus hobbies, seus interesses, seus gostos, suas atividades, etc. Tudo que o define como um ser humano e que os outros percebem quando olham ou falam com você.

Além disso, essa lista deve mostrar suas qualidades internas: aquelas que você conhece e o que as pessoas falam de você. Não se esqueça de que nem tudo que você descreve define o que você é. Por exemplo, se nesse momento, você tem um emprego de que não gosta, mas que lhe permite pagar suas contas, não o coloque na lista. Ele não faz parte da sua personalidade, é apenas uma circunstância.

O amor pela música, pela poesia, sua gentileza e simpatia, seus vícios,  se é ciumento ou briguento, nervoso, se está acima do peso, quem você é, coisas que gosta ou não, o que precisa melhorar, tudo isso faz parte de você. Seja honesto com você mesmo e liste também os defeitos.

Através desse autoconhecimento, você pode resolver seus conflitos e defeitos que podem lhe prejudicar, irritar seus vizinhos e entes queridos. Elimine da sua vida todos os vícios que o prejudicam: álcool, cigarro, excesso de trabalho.

Pode ser que perceba suas falhas e consiga se definir através de algum comportamento específico como “eu nunca usaria um vestido amarelo”, “sempre me perco no estacionamento do supermercado”, “dou boas gorjetas no restaurante”, “gosto de ajudar os animais”, etc.

Você decide qual é o momento certo para fazer essa lista. Pode ser durante o final de semana, nas férias ou em qualquer horário livre. Cada um escolhe o momento mais conveniente.

Assim que terminar, coloque num lugar onde possa consultar sempre, como numa gaveta ou mesa de cabeceira. É bom dar uma olhada de vez em quando, para acrescentar ou retirar algum item. Por exemplo, se parou de fumar, emagreceu alguns quilos…

Comece a trabalhar com essa lista o mais rápido possível; isso o ajudará a melhorar como pessoa, ser mais feliz, se conectar com o que realmente importa e perceber se houve evolução e crescimento interior.