Os 10 sintomas que caracterizam uma personalidade imatura

Os 10 sintomas de uma personalidade imatura

novembro 1, 2016 em Psicologia 363 Compartilhados
Os 10 sintomas que caracterizam uma personalidade imatura

A personalidade imatura é uma personalidade incompleta. Uma personalidade que, constituindo-se pela soma total dos comportamentos praticados, é pouco definida e tem traços negativos.

Tendo isso em mente, esse ponto é onde se entende que uma personalidade imatura dá lugar a uma psicologia ainda incipiente e incompleta que pode (e deve, pelo seu bem) mudar e melhorar para se tonar mais sólida.

Nesse termo de “personalidade imatura” reside uma intensa realidade que muitas vezes prejudica as liberdades dos outros. É possível determinar, com a ajuda da psicoterapia, os principais pontos para alcançar uma melhora e uma estruturação consciente da sua própria essência.

Enrique Rojas, professor de psiquiatria da Universidade de Extremadura (Espanha), sistematizou em 10 características os principais ingredientes de uma personalidade imatura, uma realidade que habitualmente encontramos como profissionais de saúde mental em nossas consultas.

Dessa forma, a partir dessa abordagem, vamos analisar brevemente cada um desses 10 sintomas, fazendo alusão a suas repercussões em nossa vida tanto se somos “portadores” dessa banal realidade ou se somos “vítimas” na convivência com este tipo de condição pessoal.

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1 – Defasagem entre a idade cronológica e a idade mental

Num primeiro contato esse é um dos aspectos que mais chama a atenção. Podemos dar de cara com pessoas que têm medo de “crescer”, são pessoas que não estão cientes das suas responsabilidades e da sua realidade. O seu entorno acusa essa característica, brigando para que assumam aqueles papéis que se espera de cada um segundo seu momento evolutivo.

2 – Desconhecimento de si mesmo

Conhecer a si mesmo é a tarefa mais importante na vida de uma pessoa. Por isso, saber quais são as suas atitudes, aptidões e limitações é o diário de bordo para uma navegação adequada. Uma personalidade imatura pode acusar esse sintoma, entre outros; isso, sem dúvida, ofusca outras realizações vitais que são essenciais para ser consistente e psicologicamente formado.

3 – Instabilidade emocional

Mudanças constantes no humor podem ser um indicativo de uma personalidade incompleta. Passar da euforia para a melancolia ou do bom humor para o mau humor em questão de instantes, ser instável, variável e irregular é um sintoma de que algo não vai bem na constituição da nossa essência.

A fragilidade mutável e os sentimentos oscilantes fazem com que não saibamos o que vamos encontrar na outra pessoa. Desse modo, como se se tratasse de uma montanha russa, as oscilações são tão frequentes que muitas vezes revelam-se prejudiciais para quem está ao lado de uma personalidade imatura. Não é que se queira machucar o outro, é que no final é inevitável se tornar vítima dessas oscilações.

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4 – Pouca ou nenhuma responsabilidade

Como qualquer outra característica psicológica, a imaturidade tem diferentes níveis. Ser consciente da sua realidade significa conhecer o presente de si mesmo e ser responsável pelas qualidades, possibilidades e exigências sem negligenciar-se e nem pensar que é melhor do que ninguém.

5 – Pouca ou nenhuma percepção da realidade

Se não captamos bem a nossa própria realidade e a do nosso entorno, caímos facilmente numa falta de harmonia com nós mesmos e com os aqueles que nos cercam. Devemos aprender a medir bem as distâncias e as proximidades, valorizando cada ponto e cada situação, que é o que devemos e o que queremos fazer.

6 – Ausência de um projeto de vida: a vida não se improvisa

A vida não se improvisa. Por isso é preciso planejar um esquema de vida que nos ajude a desenhar mentalmente nosso futuro. Alcançar um equilíbrio entre o amor, o trabalho e a cultura é a única garantia de bem-estar. Como enfatiza Rojas, o amor deve ser o primeiro argumento da vida, porque é o que dá vida e força aos outros. Cumprindo essa premissa, a soma de tudo deve nos oferecer uma coerência interna que determine nosso desenvolvimento vital.

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7 – Falta de maturidade afetiva

Entender o que é, em que consiste e como se estrutura a nossa vida sentimental é a chave na formação de uma personalidade madura. A vida tem sentido quando se ama, mas não existe amor sem renúncias. Ao mesmo tempo, ninguém pode ser absoluto para o outro, pelo que se entende que a dependência emocional e o sentimento mais genuíno que temos não podem coexistir sem destruir-se.

8 – Falta de maturidade intelectual

Inteligência com afetividade é outra das grandes ferramentas da psicologia. Embora existam muitos tipos de inteligências, a falta de visão e de planejamento presente, a hipertrofia do momento atual e a impulsividade distante criam um jogo que fundamentalmente nos conduz a um prejuízo na nossa capacidade de crescimento. Se não analisamos os fatos, é difícil que saibamos para onde queremos conduzir nossa vida.

9 – Pouca educação da vontade

A vontade é a joia que enfeita as pessoas maduras. Quando somos frágeis, a falta de moderação nos impede de instituir objetivos concretos. Isso conduz à extinção das possibilidades de melhora. Se não sabemos dizer NÃO, estamos colocando a perder nossa essência. Devemos aprender a não sermos derrotados ou prisioneiros dos impulsos imediatos.

Transformar-nos em seres leves e inconstantes nos torna frívolos e nos encaminha a uma frustração que prejudica nossa capacidade de superação e de poder brigar com as dificuldades próprias da vida. Refugiar-se em um mundo de fantasia significa afastar-se da realidade e da maturidade que é tão necessária para o bem-estar.

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10 – Critérios morais e éticos instáveis

A moral é a arte de viver com dignidade. Usar a liberdade de maneira incorreta significa colocar em prática algo que não é bom, nem positivo para ninguém. Na personalidade imatura tudo está pregado com alfinetes, e por isso tão facilmente se desfaz a costura que tem como objetivo armar os padrões do vestido da nossa vida. Por isso devemos nos afastar da moda da permissividade, dos relativos e das instabilidades, tentando fazer parte da lista de pensamento crítico e da consciência plena.

Como diria Enrique Rojas, a maturidade é uma das pontes levadiças que leva à fortaleza da felicidade, sendo esta o resultado de um trabalho esforçado, sério e paciente. Por isso, não existe maturidade sem consciência e sem pleno compromisso consigo mesmo. Por isso esta é, sem dúvida, uma informação que vale a pena identificar em cada um.

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