12 perguntas para avaliar sua dependência emocional

· outubro 21, 2015

Alguma vez você já parou para considerar se está realmente apaixonada? Ou deixou de estar em questão de dias ou meses? Pensou que estava apaixonada, mas descobriu que só “precisava” amar outra pessoa e ter um relacionamento?

Se você respondeu afirmativamente a pelo menos uma dessas perguntas, provavelmente encontra-se no grupo de pessoas que têm comportamentos de dependência emocional.

Isso pode ser aplicado tanto para mulheres quanto para homens, embora as mulheres costumem apresentar mais este tipo de comportamento. No entanto, isso não quer dizer que seja questão de gênero, mas sim de hormônios sexuais.

Estas são as 12 perguntas que podem nos fazer enxergar se realmente somos dependentes emocionalmente:

1. Você está tentando moldar a pessoa por quem você pensa estar apaixonada?

2. Descobriu, em relações passadas, que você tem uma tendência de idealizar as pessoas?

3. Fica pensando em como você quer que os outros sejam em vez de olhar como eles realmente são?

4. Seu foco está em como seu parceiro lhe trata e não em como ele/ela realmente é em seu interior?

5. Está muito impressionada pela forma como essa pessoa faz você se sentir especial?

6. Torna seu parceiro o responsável pela sua felicidade, dor e segurança?

7. Sente-se ansiosa ou em pânico quando não está com seu parceiro, ou quando ele não liga quando “deveria”?

8. Tem uma lista de expectativas que seu parceiro precisa cumprir para que você se sinta querida e segura?

9. Sente que você não pode viver sem essa pessoa?

10. Sente-se só e vazia internamente, ao menos quando seu parceiro está com você, dando a atenção e a aprovação que você não dá a si mesma?

11. É ciumenta e possessiva com seu parceiro?

12. Trata de ter o controle e de conseguir com que seu parceiro faça o que você quer que ele faça?

Essas perguntas não têm a mesma validade profissional de um teste psicológico, mas é certo que podem nos ajudar a saber um pouco mais a respeito de como somos neste aspecto.

A dependência emocional é um aspecto importante que pode causar um grande sofrimento. Além disso, podemos dizer que sua origem está no amor que vem do medo, e isso não é amor, é necessidade.

Também é importante ser consciente da dependência emocional, já que ela provém do vazio interior que nós mesmos criamos quando nos abandonamos. Quando acontece isso, esperamos que, a seguir, nosso parceiro preencha esse vazio e faça com que nos sintamos seguros e queridos.

Todo esse trabalho que nós não fizemos e que é responsabilidade nossa…

Por que desenvolvemos uma dependência emocional?

Uma vez que fizemos nosso parceiro responsável por nossa própria felicidade, segurança e valor pessoal, passamos a desenvolver a necessidade de controle sobre ele ou ela e, assim, de conseguir que nos ame de forma artificial. Esta forma tão particular coincide exatamente com o que nós desejamos.

O triste dessa parte do processo é não nos darmos conta de que o que estamos criando é algo artificial, algo que se afasta do amor puro e incondicional.

O que é estar apaixonado?

O amor puro que todos temos direito de gozar, desfrutar e sentir nessa vida, é um amor sem circunstâncias, incondicional, sem “poréns” e sem procurar um único benefício pessoal. Um de seus pilares é o fato de nunca pedir para ser amado e, consequentemente, de nunca controlar nem pretender dominar o outro num relacionamento.

O amor é baseado e se origina na execução incondicional do “casal” dar e compartilhar, nunca baseado em obter. Quando você ama alguém, valoriza de forma intensa e profunda suas qualidades essenciais e pessoais, aquelas que não desaparecem com o tempo e que fazem a pessoa que você ama única e irrepetível.

Quando estiver apaixonado, não se baseie nas qualidades mais superficiais de aparência, dinheiro e poder, mas sim nas mais profundas do coração e da alma.

O problema de muitas pessoas reside na busca constante, e até mesmo exagerada, do amor e da necessidade de ter um relacionamento. Este enfoque é prejudicial para você mesmo, já que dará lugar a um coração fechado com comportamentos de controle, que afastam, precisamente, o amor.

Como posso, então, abrir-me para o autêntico amor?

Podemos abrir nosso coração focando em sermos amorosos e nos concentrando em aprender, a todo momento, a amar a nós mesmos e, consequentemente, o nosso parceiro.

Deixo aqui algumas ideias:

– Ser carinhoso consigo mesmo e com os que o rodeiam permitirá experimentar o amor de uma forma muito mais respeitável para você e para as pessoas que você ama.

– Se não amamos a nós mesmos, nossa essência não pode ver nem amar a essência do outro.

– O fato de ter uma baixa autoestima pode nos tornar dependentes emocionalmente, no nosso desejo de conseguir o amor.

– Você se tornará menos frágil se amar a si mesmo. Além disso, este amor permitirá que você interprete melhor as necessidades e reclamações de seu parceiro.

Talvez, tudo se resuma em nos darmos a atenção e a aprovação das quais, como seres humanos, precisamos, para nos sentirmos plenos e crescermos em nossas vidas. Uma das principais chaves para se apaixonar e permanecer amando é aprender a amar a nós mesmos.