3 estudos sobre o poder do sorriso

agosto 15, 2019
Graças a vários estudos sobre o poder do sorriso que foram realizados em diferentes partes do mundo, hoje sabemos que não basta sorrir; o sorriso também deve ser sincero e refletir sentimentos genuínos.

Sorrir é uma capacidade exclusivamente humana, embora algumas vezes insistamos em ver sorrisos nos gatos, cães ou elefantes. Além disso, é uma expressão que causa um grande impacto. A prova disso é que houve vários estudos sobre o poder do sorriso, e quase todos chegaram à mesma conclusão.

Além da ciência ter conduzido estudos sobre o poder do sorriso, qualquer um pode fazer um teste em sua vida diária para tirar as suas próprias conclusões.

Por exemplo, tente pedir um favor a alguém exibindo uma expressão séria e depois faça o mesmo, mas sorrindo. Veja se há alguma mudança.

Todos nós depositamos mais confiança naqueles que sorriem. Existem mecanismos inconscientes que nos permitem detectar se alguém sorri sinceramente ou não. Se o gesto não é genuíno, gera o efeito oposto: desconfiamos.

É isso que comprovam os estudos sobre o poder do sorriso. Vejamos três deles.

“Cada sorriso o torna um dia mais jovem”.
– Provérbio chinês –

Mulher sorrindo feliz

1. “Cola social”, um dos estudos sobre o poder do sorriso

Um dos estudos mais interessantes sobre o poder do sorriso foi realizado pelo cientista Ron Gutman, que estudou o assunto por vários anos. Os resultados de suas pesquisas foram publicados na revista Forbes, em um artigo chamado The Untapped Power Of Smiling.

Este estudo descobriu algo notável. Colocaram um macaco jovem ao lado de duas pessoas. Uma delas estava sorrindo e a outra não. O pequeno animal se aproximou daquele que sorria. O teste foi repetido várias vezes e sempre aconteceu a mesma coisa. Algo semelhante ocorre entre os seres humanos.

O artigo revisa um estudo realizado na Universidade de Upssala, na Suécia, sobre as reações geradas por diferentes expressões faciais. Concluiu-se que as pessoas que sorriem tendem a espalhar a sua boa disposição.

Foi proposto, então, que “o sorriso é evolutivamente contagiante”. Portanto, o sorriso ajuda a unir as pessoas e atua como uma “cola social”.

2. O sorriso gera uma maior recordação

Outro dos estudos sobre o poder do sorriso foi realizado na Duke University (Estados Unidos). Foram convidados 50 voluntários para interagir com uma atendente de uma agência de viagens imaginária.

Alguns foram atendidos por uma mulher que permaneceu séria, outros, por uma que parecia triste, e o restante por uma mulher sorridente.

No final, todos que interagiram com a mulher sorridente disseram que estavam mais atraídos pelo negócio em questão e afirmaram que estavam mais motivados para fazer negócios com ela novamente.

Os mesmos cientistas estabeleceram que, diante de uma pessoa que sorri, o córtex orbitofrontal é ativado, uma área do cérebro relacionada à gratificação.

Da mesma forma, verificou-se que o rosto sorridente gerou uma maior recordação. Quando temos uma experiência recompensadora, tendemos a registrá-la mais claramente em nossa memória. Da mesma forma, tendemos a estar mais abertos aos pedidos feitos pelas pessoas que sorriem.

O poder do sorriso

3. Os sorrisos falsos não ajudam muito

Em 1980, o psicólogo alemão Fritz Strack, da Universidade de Würzburg, conduziu outro estudo sobre o poder do sorriso. Embora ele tenha usado uma metodologia precária, os resultados de seu estudo tornaram-se muito populares.

Diziam que se uma pessoa está triste ou mal-humorada e se força a sorrir, mesmo que seja falsamente, o seu humor tende a melhorar.

No entanto, 17 outros pesquisadores, de diferentes partes do mundo, quiseram replicar o experimento Strack, mas obtiveram resultados pouco claros.

Assim, o pesquisador Eric-Jan Wagenmakers, da Universidade de Amsterdã, decidiu fazer um estudo mais profundo para analisar em detalhes o assunto em questão.

A pesquisa foi realizada com 1.894 pessoas e um método altamente rigoroso. No final, concluiu que não há razão para acreditar que forçar o sorriso melhora o humor de uma pessoa. De fato, basicamente nenhuma mudança subjetiva foi detectada ao ‘sorrir sem vontade’.

Conclusão

Tudo isso nos permite dizer que o sorriso não é apenas uma expressão facial. No entanto, deve estar acompanhado por um sentimento real para ser eficaz. Podemos procurar por estímulos que nos permitam sorrir, e aí o nosso humor mudará significativamente.

  • Rulicki, S. (2013). Detective de sonrisas: curso avanzado de comunicación no verbal. Ediciones Granica.