3 truques simples para que as crianças ouçam o que você fala

3 truques simples para que as crianças ouçam o que você fala

20, abril 2017 em Psicologia 2181 Compartilhados
3 truques simples para que as crianças ouçam o que você fala

Durante a infância, o córtex pré-frontal está se desenvolvendo, por isso o controle de impulsos é uma tarefa complicada para as crianças. Assim como o controle da tensão, que está mais voltado para os estímulos externos do que para a própria consciência. Dessa maneira, é normal que, quando falemos com elas, elas se distraiam ou se dispersem.

Então, como não existe uma receita mágica para que o córtex pré-frontal se desenvolva antes da adolescência terminar, temos alguns simples truques ao nosso alcance. Com eles, vamos conseguir fazer com que nos escutem, entendam o que dizemos, e vamos confirmar seu compromisso para que elas pratiquem o que mandamos.

Vamos lá!

Conseguir sua atenção e mantê-la

A facilidade de distração será a nossa pior inimiga para a comunicação com os menores. Mas, como podemos vencê-la? Bom, em primeiro lugar, retirando de seu campo sensorial todos os estímulos com os quais possa se distrair. Logicamente, vai ser muito complicado retirarmos todos: não vamos tirar todos os desenhos das paredes de seu quarto, nem tirar todas as pelúcias do caminho, nem trocar os móveis coloridos por de cores neutras ou as paredes quando quisermos falar com a criança. Então, o que nós podemos fazer?

Se tivermos a possibilidade, é bom que tenhamos em nossa casa um espaço que esteja o mais livre possível de estímulos tão atrativos. Dessa forma, forçaremos a criança a se concentrar em nós. Isso vai ser útil tanto para quando quisermos corrigir, como para quando quisermos reconhecer algo ou dar alguma ordem. Em todos os casos, o que queremos é que a mensagem cale.

O que não fazer? Falar com as crianças enquanto elas assistem televisão, brincam, desenham ou leem. Com não falar, estamos nos referindo a evitar transmitir mensagens importantes enquanto elas fazem outras atividades, não de não manter um diálogo enquanto brincamos com elas.
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Com respeito a atenção, o sentido mais importante é a visão e, portanto, o que mais precisamos garantir. Precisamos procurar fazer com que a criança nos olhe: as crianças, assim como os adultos, normalmente prestam atenção ao lugar que olham. Podemos entrar em sua frente ou solicitar seu olhar, “Por favor, João, olhe para mim”.

Falar de forma direta ajuda as crianças

Se a sua atenção ainda não estiver desenvolvida, sua memória também não estará. Quando dermos uma ordem para as crianças, o melhor é que sejam o mais curta e precisa possível. Nessa ordem precisa haver:

  • O que a criança tem que fazer?
  • Como e onde ela tem que fazer? Explique, caso seja a primeira vez que a criança faz isso; ela deve entender que pode realizar a ação, de outra forma ela pode pensar que não confiamos nela.
  • Quando a criança deve fazer? Quanto menor a idade, mais recomendável que a ordem seja imediata. Se você quer que ela faça algo quando terminar de ver o filme, espere que o filme termine e só aí diga. Não faça antes, porque é provável que a criança se esqueça. Depois você não vai saber se é um esquecimento ou se ela está te desobedecendo por outros motivos: em ambos os casos, você precisa repetir a ordem.

Outro aspecto relacionado com o tempo. Se você mandou ela fazer algo depois de terminar de brincar, não fique repetindo a cada cinco minutos. Deixe que a brincadeira cumpra sua função recreativa e não estimule o costume de pensar em algo diferente do que se faz. Se as crianças são boas em algo, podemos dizer que é em sua capacidade de se concentrar no presente e deixar fluir. Deixe que ela aproveite ao máximo!

Outro truque é dar as ordens uma de cada vez, corrigir aspecto por aspecto e premiar/elogiar de forma sincera. “Eu gosto que você faça isso porque…”, “Não gostei do que você fez porque…”. Se a criança fez um desenho que “não saiu dos padrões” e, além disso, escolheu muito bem as cores, elogie-a por um desses aspectos e espere que ela repita para que possa elogiá-la novamente. Igual para corrigir: as crianças fazem muitas coisas que podem ser melhoradas, por isso essa melhora precisa acontecer de forma paulatina e baseada em pequenas metas.

Um truque para que as crianças prestem muita atenção quando queremos que reconheçam que elas fizeram algo muito bem é dizer a elas que vamos contar um segredo.
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Escolher o melhor momento

Se vamos corrigir ou repreender uma criança, a melhor coisa é fazer isso o mais rápido possível, de maneira que haja o menor tempo possível entre o acontecimento e a repreensão. Pense que, para as crianças, o dia é muito longo: para eles, à noite, o que aconteceu pela manhã está muito longe.

Também aconselhamos que, quando você for transmitir uma informação importante, avalie o estado de humor do pequeno. Não é a mesma coisa uma criança em um momento de calma e uma criança em momento de excitação por algo que ela goste muito, como ir ao parque. Também não é a mesma coisa lidar com uma criança que acabou de acordar e com uma criança cansada ao fim do dia.

Muito menos lidar com uma criança de braços relaxados e com uma de braços cruzados em atitude defensiva. Assim, antes de nos comunicarmos com elas, em alguns casos, seria melhor deixarmos que elas relaxem e entrem por si mesmas em uma situação comunicativa.

Finamente, para nos assegurarmos de que a criança nos entendeu, é bom pedir uma confirmação e, em alguns casos, também não é ruim ouvir o que elas acham do que dissemos.
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Ela pode ser pequena, mas não podemos nos esquecer de que ela se comporta como faz por algum motivo e, se não soubermos qual, é bom conhecê-lo para que nossas intervenções sejam ainda melhores. Pense que se mantivermos o canal de comunicação aberto e perguntarmos, será mais fácil que ela nos conte e que, portanto, as medidas que adotamos sejam mais adaptadas às suas necessidades.

De uma forma ou de outra, anime-se a se comunicar com seus filhos. Eles podem ser difíceis e muito complicados às vezes, mas lembre-se de que educar é uma bonita responsabilidade que vale muito a pena.

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