5 ações que prejudicam a saúde segundo as filosofias orientais

· agosto 16, 2018

Praticamente todos os médicos do mundo concordam que a saúde e a doença estão intimamente relacionadas ao estilo de vida. Em particular, com a nossa maneira de comer e de gastar energia. Esses dois aspectos também são fundamentais nas medicinas orientais, que falam sobre as ações que prejudicam a saúde.

Embora geralmente falemos sobre a mente e o corpo como duas realidades separadas, todos sabemos que constituem uma mesma unidade. O que prejudica a mente acaba tendo efeitos no corpo, e o que afeta o corpo também acaba afetando negativamente a mente.

“O médico que cura quando a doença aparece é medíocre, aquele que o faz no início dos primeiros sintomas é aceitável, mas aquele que o faz antes que apareçam é excelente.”
-Nei-jing-

O estilo de vida depende quase inteiramente da nossa mente. Somos nós que decidimos manter certos costumes ou evitá-los. Por sua vez, esse estilo de vida ajuda ou prejudica o nosso organismo. Este é um exemplo claro da correlação entre mente e corpo.

De acordo com os orientais, as seguintes são cinco ações que prejudicam a saúde, ou seja, decisões erradas que acabam fazendo mal ao nosso corpo.

Algumas das ações que prejudicam a saúde

1. Comer alimentos não adaptados às nossas necessidades

Às vezes falamos de autoconhecimento e supomos que ele corresponde exclusivamente ao nosso mundo interno. Em outras palavras, se conhecer basicamente significa ser capaz de identificar nossos traços de personalidade e prever a forma de nos comportarmos. Esquecemos que o autoconhecimento também se refere ao corpo.

Crianças comendo algodão doce

Embora cada sociedade tenha alguns hábitos alimentares comuns, com base nos produtos que estejam mais disponíveis, a verdade é que a alimentação é algo muito pessoal. Cada pessoa tem necessidades nutricionais diferentes. Às vezes nos esquecemos disso e mantemos os hábitos da maioria. Isso acaba sendo uma das ações que prejudicam a saúde.

2. Gastar mais energia do que obtemos

Este ponto está relacionado ao anterior. A quantidade e a frequência da alimentação estão intimamente relacionadas ao nosso modo de vida. Em particular, com a quantidade de energia que gastamos.

Os orientais dizem que uma das ações que prejudicam a saúde é precisamente gastar mais energia do que repomos. Na vida moderna isso é muito visto com a primeira refeição do dia. O normal é que tenhamos mais atividades pela manhã. Ainda assim, muitos negligenciam o café da manhã. Isso acaba afetando o corpo e a mente.

3. Ingerir muitos sabores amargos

O amargo é um dos cinco sabores básicos. Geralmente é um gosto adquirido, já que é o mais desagradável para quase todas as pessoas. A maioria dos medicamentos químicos tem um sabor amargo. Os orientais pensam que tudo que é amargo cria algum vício prejudicial.

Imagem saindo da boca de um leão

Na medicina oriental, afirma-se que os alimentos amargos são estimulantes das funções digestivas, por isso devem estar na dieta. No entanto, quando ingeridos em excesso, criam alguns problemas, como nervosismo, ansiedade e problemas renais.

4. Não manter a temperatura adequada

Para os orientais, a temperatura corporal é um indicador muito importante. Uma temperatura corporal adequada é um sinal de boa saúde. Existem alimentos que refrescam o corpo e outros que o aquecem. Em geral, os alimentos crus fornecem frio e os cozidos, calor.

Quando uma pessoa está excessivamente nervosa, ela tende a manter o corpo frio. Isso, por sua vez, leva a sentir fraqueza, maior ansiedade e sensação de inquietude. Ao mesmo tempo, pessoas agressivas tendem a ter uma temperatura alta em seu corpo. Baixar essa temperatura através da alimentação ajudaria a se sentirem mais calmas.

5. Exceder-se na ingestão de alimentos ou bebidas

Esse é o oposto de “gastar mais energia do que repor”. Aqui, trata-se mais de “ter mais energia do que a que se gasta”. É também uma das ações que prejudicam a saúde. Todos os excessos têm efeitos inadequados sobre o corpo e a mente.

Estrada com pessoa enorme tomando água

Os orientais pensam que quando alguém come ou bebe em excesso, significa que não recebeu os nutrientes de que precisa. É por isso que a sensação de fome não desaparece, e tentamos acalmá-la ingerindo mais e mais comida. A solução é detectar qual nutriente está faltando na dieta.

Assim como Hipócrates, o pai da medicina alopática, os orientais também pensam que a boa saúde depende principalmente da maneira como nos alimentamos. Conscientizar-nos disso nos permitirá ter uma vida mais saudável e tranquila.