5 hábitos que empobrecem a sua mente

5 hábitos que empobrecem a sua mente
Gema Sánchez Cuevas

Escrito e verificado por a psicóloga Gema Sánchez Cuevas.

Última atualização: 24 maio, 2018

Não há maior pobreza do que aquela que habita a mente. Aquela que leva você a se sentir menos e a se manter inativo e sem graça. Nestas condições você não usa seu potencial, mas se deixa levar como uma folha ao vento. Por isso é importante saber quais são os hábitos que empobrecem a mente e devem ser erradicados.

Os hábitos que empobrecem a mente têm a ver com atitudes que você assume, muitas vezes de forma automática ou sem estar ciente delas. Elas levam você a se juntar a um rebanho, o que não lhe fornece mais que um frágil sentimento de segurança.

“O pobre é aquele que é tão pobre que não sabe ‘definir’ o que é um pobre”.
-Eusebio Gómez Navarro-

Uma mente pobre não enxerga além das aparências. Tampouco se compromete com um projeto de vida que a convide a crescer e se sentir melhor. Constrói vínculos medíocres com os outros e, finalmente, existe sem realmente viver. Para que você fique atento, esses são cinco desses hábitos que empobrecem a mente.

1. Autopiedade, um dos hábitos que empobrecem a mente

Se há algo que enfraquece a mente, é supor que alguém é existencialmente pobre. Isso se reflete principalmente nos comportamentos de vitimização e autopiedade, que muitas vezes levam a justificar a falta de ação ou mesmo as ações destrutivas.

Se você se sente pobre, você já é. Mas isso não para por aí. Essa atitude de autopiedade também leva você a empobrecer seu relacionamento com os demais e à convicção de que você merece pouco na vida, portanto se resigna a qualquer coisa. Além disso, é muito difícil lidar com alguém que está em constante posição de queixa e mergulhado em uma vida cinzenta.

Mulher chateada

2. Economia obsessiva

Economizar em excesso é uma maneira de se declarar pobre constantemente. É também um dos hábitos que empobrecem a mente. É claro que a economia é uma grande virtude, mas em excesso ela se torna uma atitude que só alimenta medos e mesquinhez.

Nós não estamos falando aqui sobre pessoas que são responsáveis ​​com suas finanças e que gostam de ter um colchão econômico para eventualidades ou para posteriormente adquirir algo que desejam. Falamos sobre aqueles que ganham o suficiente e ainda assim pechincham centavos em qualquer mercado. Daqueles que não gastam nem o necessário, por medo de ficarem sem dinheiro, embora este não seja um risco real.

3. Ênfase nas coisas materiais

As pessoas que dão muita ênfase às coisas materiais são muito semelhantes aos poupadores compulsivos. Esse hábito de medir tudo em termos de dinheiro é um dos que empobrece nossa mente com mais nitidez.

Se você lhes perguntar, eles dirão que não são materialistas. Mas se você olhar a forma como agem, perceberá outra coisa. Suas preocupações sempre têm a ver com dinheiro. São muito preocupados com o valor do seu salário e o dos outros. Seus sonhos estão associados a comprar mais ou adquirir um certo bem. Fora dessa lógica, eles não têm muito a dizer.

4. Gastar mais do que se ganha

Embora possa não parecer, o desperdiçador é muito semelhante ao poupador compulsivo e ao materialista. Este tipo de pessoa também tem como foco, quase exclusivamente, o dinheiro e o gasto. Sente um enorme prazer ao gastar, mesmo que isso signifique um problema em suas finanças.

Gastar mais do que se ganha é outro dos hábitos que empobrecem a mente. E é assim porque isso introduz algumas dinâmicas na vida em que o dinheiro acaba ocupando um papel de protagonista. As preocupações começam a se concentrar nas dívidas, nas ofertas, nos descontos, etc.

Casal depois de fazer compras

5. Fazer o que não gostamos

Quem se dedica a fazer o que não gosta está desperdiçando sua vida. Nós nos esquecemos de que só temos uma oportunidade na Terra e que cabe a nós aproveitá-la. Nesse tipo de atitude, há uma espécie de “espera” para que “algo chegue” para nos tirar da miséria que implica trabalhar em alguma coisa que não gostamos.

O trabalho é uma parte essencial da vida. De fato, é no ambiente de trabalho que passamos a maior parte do nosso tempo. Desse modo, desistir de fazer o que gostamos basicamente equivale a desistir da vida e da felicidade. É uma forma de autopunição.

Todos esses hábitos, e outros como criar conflitos por tudo ou manter os relacionamentos impregnados de ódio, são hábitos que empobrecem a mente. Levam você a ver a vida a partir de uma perspectiva muito estreita e deprimente. Quando você menos perceber, podem levá-lo à amargura, à apatia ou à falta de significado.


Este texto é fornecido apenas para fins informativos e não substitui a consulta com um profissional. Em caso de dúvida, consulte o seu especialista.