5 hábitos para ser mais agradável com os outros

5 hábitos para ser mais agradável com os outros

12, julho 2016 em Psicologia 1777 Compartilhados
5 hábitos para ser mais agradável com os outros

Muita gente está convencida de que não precisa ser agradável com os outros. Com certeza você já ouviu alguém dizer que “ser agradável sai caro”. A verdade é que até a pessoa mais introvertida precisa se sentir querida pelos outros, e agir como se não precisasse de ninguém apenas traz consequências negativas.

Ser mais agradável com os outros facilita as relações, a integração ao grupo, reduz os níveis de estresse e inclusive ajuda a criar um ambiente mais agradável para todos, incluindo você mesmo. Até mesmo se você não tem o costume de sair muito, o fato de ser agradável ajuda a melhorar seu humor e faz você  se sentir melhor.

Por que você deveria ser mais agradável

As pessoas agradáveis estão sempre rodeadas por outras pessoas agradáveis, têm uma vida social e familiar ativa e sua opinião e forma de pensar são levadas em conta sempre que for preciso comemorar algo ou organizar alguma coisa interessante. Suas habilidades sociais lhe permitem ter relações saudáveis e ela pode sempre contar com os outros quando for necessário.

Amigos-passeando-felizes

No campo profissional, as pessoas agradáveis são as que tem uma melhor relação com os companheiros, clientes ou usuários e os que tem as maiores oportunidades de ampliar suas expectativas profissionais. Também são os que mais aproveitam o trabalho e, portanto, os que menos estresse acumulam e mais satisfeitos sentem-se consigo mesmo.

Como ser mais agradável com os outros

Todo mundo pode ser um pouco mais agradável. Incorporar determinados hábitos na sua maneira de agir vai ajudar você a ser mais agradável e a melhorar suas relações com as outras pessoas.

Não se comporte como se você soubesse de tudo

Os sabe-tudo geralmente são pessoas muito desagradáveis. Ninguém gosta das pessoas que pretendem saber de tudo, como se estivessem em posse da verdade absoluta. E mesmo que for assim, se você quer ser agradável é preciso ter moderação na hora de falar. Se perguntarem, você deve responder, mas com a intenção de dar a resposta solicitada, nunca com a intenção de demonstrar a sua sabedoria.

Por isso, evite entrar na discussão dos outros sentenciando verdades e dando conselhos. Se você acredita que pode ajudar, entre discretamente na conversa, faça perguntas adequadas, além de dar sugestões para ajudar a pessoa.

Em todas as situações, se você realmente quer dizer o que sabe ou o que pensa, faça-o de maneira que os outros se sintam bem consigo mesmos, sem fazê-los se sentirem mal e mostrando-se disposto a ajudar quem precisa.

Não deixe os seus ressentimentos aflorarem

Em uma conversa, muitas pessoas expõem argumentos ou situações completamente superficiais, coisas que vêm à mente ou estão fora de lugar em um determinado momento. Se você não quer parecer desagradável, não deixe os seus ressentimentos aflorarem. Uma conversa não é uma razão para deixar alguém mal.

Um indivíduo agradável não ganha a admiração dos outros por recriminar outras pessoas ou por deixar aflorar seus problemas e sentimentos negativos.

Não faça dos outros o alvo dos seus desabafos, nem aborde questões pessoais que o afetam emocionalmente, nem sequer quando tenham a ver com a conversa, muito menos se não tem uma relação direta.

Seja paciente e ouça mais os outros

Ainda que a conversa não lhe agrade muito ou que o que as pessoas estejam discutindo pareça chato ou superficial, seja paciente e deixe eles falarem. Não dê a entender que a situação desagrada você, nem se mostre chateado.

Amigas-sorrindo

Muitas pessoas consideram que as outras têm uma conversa agradável simplesmente porque deixam os outros falarem e se limitam a fazer perguntas, que além de mostrar o seu interesse, anima os demais a continuar falando. Não existe maneira melhor do que essa para ficar bem com os outros.

Isso não quer dizer que você tenha que aguentar tudo. Pelo contrário. Você pode aproveitar qualquer desculpa para se retirar sutilmente e no futuro tentar evitar essas situações. O segredo está em que as pessoas não percebam que você está fugindo. Ninguém disse que ser agradável é sempre fácil.

Faça elogios e observe as coisas boas nos outros

As pessoas gostam de quem observa os detalhes e quem é generoso com os elogios. Sorrir para alguém, dar bom dia efusivamente, perguntar por alguma coisa que você sabe que é importante para o outro ou notar algum detalhe na sua fisionomia sempre são bons recursos para ser agradável.

Quando você nota algo e faz comentários positivos a respeito, as pessoas tendem a lembrar de forma inconsciente que você disse algo positivo sobre elas, ainda que não se lembrem do que, o que faz com que você pareça mais agradável.

Por outro lado, quando você sorri sistematicamente de maneira genuína, as pessoas vão criar uma imagem agradável de você, ainda que não o conheçam bem ou tenham apenas ouvido falar de você.

Seja generoso

Existem muitas formas de ser generoso. Além disso, a generosidade nem sempre implica uma questão financeira; ela mostra uma preocupação genuína pelos outros e um claro envolvimento com a situação.

Mão-dando-uma-flor-a-outra

Sempre que puder, ofereça mais do que estão lhe pedindo. Se trata-se de uma relação comercial, você pode oferecer mais um produto, um pouco mais de tempo, ser menos exigente com as condições das ofertas ou dar algum tipo de presente. Seja especialmente generoso com as crianças. Qualquer detalhe pequeno é bem visto pelos adultos.

Peça: pedir com moderação também faz com que sejamos agradáveis porque fazemos com que os outros se sintam úteis. Além disso, quando alguém pensa ou não em fazer algo para nós, para manter sua coerência cognitiva, precisa pensar que merecemos. Que somos suficientemente bons para merecer.

É uma forma indireta de ganhar prestígio entre as pessoas, sempre que o façamos com moderação. Por que se ao fim você deixa de fazer algo para os outros, conseguiremos justamente o contrário, que os seus pensamentos acabem concluindo que não merecemos nada para justificar o fato de não ajudarmos.