O dom das boas pessoas está nos pequenos detalhes – A mente é maravilhosa

O dom das boas pessoas está nos pequenos detalhes

Janeiro 19, 2016 em Psicologia 18 Compartilhados
Mulher pintada

Os pequenos detalhes edificam vidas inteiras. Há quem não perceba, há quem não seja capaz de ver o esforço por parte das outras pessoas para tornar a sua existência mais fácil, para contribuir com luz nesses dias escuros e para desenrolar os nós.

As boas pessoas não levam cartazes, nem costumam falar muito de si mesmas, porque às vezes cometem o erro de se descuidar um pouco e olhar mais pelas necessidades alheias. Mas não se dão conta. É a sua essência, sua forma de ver o mundo: dando tudo pelos outros.

Costuma-se dizer que são as boas pessoas as que nos dão a autêntica felicidade. Por outro lado, aquelas mais complicadas e com duas caras, as que costumam nos trazer pesares, nos oferecem experiência. Acreditem ou não, ambas são partes indispensáveis desta vida.
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Quantas boas pessoas você tem em sua vida? A casualidade quis que elas fizessem parte do seu dia a dia, e que os enriquecessem com suas palavras e essa sutil humildade que não sabe de egoísmos.

Você também pode ser uma dessas pessoas acostumadas a “dar luz aos outros”, das que desejam acima de tudo a felicidade dos seus, cuidando ao extremo cada detalhe, cada situação. Você procura desenhar sorrisos em rostos familiares, e não… Você também não pede nada em troca. Porque é sua natureza, porque é sua forma de entender a vida.

Os grandes corações são reconhecidos nos pequenos detalhes
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Pode ser que há muito tempo não lhe dediquem esses pequenos detalhes que alegram o coração. Mas é possível que quando menos você esperar, alguém o surpreenda fazendo um favor importante, ou se preocupando com você de uma forma tão sincera que o faz se sentir querido.

Em ocasiões, a bondade humana nos deixa sem palavras. Não podemos mais do que nos emocionar pelos atos de pessoas anônimas, que sem levar asas em suas costas, trazem pó de fadas em seus bolsos para dar felicidade aos nossos caminhos…
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Costuma-se dizer que o melhor agradecimento que podemos dar às boas pessoas é imitá-las. Mas vejam, você também compartilha conosco a ideia de que nem todos podem fazê-lo. De que nem todo mundo sabe praticar a bondade humana. Assim, a autêntica pergunta que surge é: as pessoas nascem boas ou se tornam boas?

  • Na neurociência há muitas vozes que defendem a tendência inata do ser humano para a bondade. Seria um pouco inerente à nossa biologia.
  • As experiências precoces, os estilos de criação, o contexto social e educativo, e as experiências posteriores, podem fazer com que essa tendência natural sofra variações.
  • O próprio ato de dar, de oferecer, de ajudar e de atender, deveria ser por si mesmo um ato capaz de proporcionar felicidade e equilíbrio interior. Entretanto, não são muitas as pessoas que chegam a adquirir essa capacidade.

A arte da bondade como exercício de empatia

As boas pessoas nem sequer são conscientes da capacidade de empatizar que elas têm com seus semelhantes. Sentem as dores do mundo e as internalizam como suas, e por isso procuram a cada dia conseguir esse equilíbrio externo para se sentirem bem com elas mesmas.

Sua bondade é altruísta e oferecida em troca de nada. Para elas, o tempo não existe, suas prioridades ficam relegadas e não existem distâncias.

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Quem nasce com coração humilde sabe muito bem a grandeza que se esconde por trás dos detalhes. Sabe que um gesto, que uma carícia, que algumas palavras de ânimo, fazem muito mais do que qualquer bem material.

Não acumule coisas, não se apegue ao material. Rodeie-se de boas pessoas que tornem seu mundo mágico, e se não as encontrar, torne-se você uma delas.
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As boas pessoas também podem se cansar

Na verdade, se ao longo de sua vida você praticou a maravilhosa arte de abrir seu coração aos outros, de se preocupar em fazer o melhor a cada dia por quem o rodeia, é possível que em algum momento, você tenha chegado ao limite. E chegará, certamente, porque embora as boas pessoas não queiram receber nada em troca, elas devem ser reconhecidas. A razão?

  • Quem não é reconhecido não é valorizado.
  • Quem não é valorizado se interna no abismo da “não existência”.
  • Em ocasiões, outros podem chegar a se acostumar com suas boas ações, as dão por certas e os pedidos já se tornam exigências.
  • Quem não encontra valorização dos seus esforços acabará desfiando-se como um tecido que não pode dar mais de si. E não importará sua força ou sua beleza, porque as boas pessoas também podem acabar se quebrando.

Não o permita. Cuide das boas pessoas que o rodeiam como seus bens mais preciosos. E lembre-se também de cuidar de você.

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 Imagens cortesia de Lucy Cambell, Aidan Heune, Marion K.
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