7 aspectos que você pensava que te fariam mais feliz

· abril 27, 2017

Ser feliz não é um estado de prazer permanente que alguns privilegiados conseguem sem saber muito bem o porquê. A felicidade é uma posição consciente perante a vida, uma escolha. No século IV antes de Cristo, o filósofo Aristóteles definiu a felicidade como “a consequência de um comportamento correto, o resultado de saber aproveitar da melhor forma possível as nossas possibilidades, nossas disposições, nossos talentos, e as oportunidades que a vida nos oferece“.

Às vezes temos a sensação de que ser feliz depende de fatores como a sorte ou os pertences materiais. No entanto, não é assim que funciona. Não vamos esquecer que é possível ser absolutamente miserável mesmo tendo de tudo, ou claramente feliz tendo bem pouco.

O dinheiro

Não se engane, por baixo dos mínimos necessários, o dinheiro é importante. No entanto, uma vez superados esses mínimos necessários, o aumento do rendimento tem muito pouco a ver com a satisfação percebida. Trabalhar muito para ganhar muito dinheiro não aumenta a felicidade.

Talvez você pense que o que traz felicidade é dispor de meios econômicos suficientes e não ter que enfrentar todos os dias a árdua tarefa de ter que ir trabalhar, principalmente se o trabalho não for de seu agrado. Pois bem, isso também não é verdade, pois as pessoas que ganharam na loteria, uma vez passados os primeiros momentos de emoção, não se sentem mais felizes do que as outras.

Dispor de muito tempo de ócio

O excesso de tempo livre e a falta de responsabilidades podem induzir e intensificar um estado de ânimo negativo. Por isso, é importante encontrar o equilíbrio entre as obrigações e as atividades gratificantes. O vazio interior, o tédio, a falta de expectativa e a ausência da preciosa sensação de se sentir útil dão lugar a uma vida sem satisfações.

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Nosso estado de ânimo pode ser comparado com uma balança em que o excesso de obrigações pesa em um dos pratos e as atividades gratificantes pesam em outro. Desfrutar de um bom estado de ânimo requer ter a balança equilibrada.

Inclusive quando a principal fonte de mal-estar é o trabalho, é mais realista aprender recursos e habilidades para superar as dificuldades do que fugir das situações que geram o problema.

O sucesso

Não está provado que o sucesso profissional contribui para nos fazer mais felizes. Se ele ocorre de forma repentina, pode fazer com que a pessoa perca a sensação de controle sobre sua própria existência ao não ser capaz de digerir as novas experiências, assim como as expectativas, próprias e alheias, que o sucesso traz consigo.

Cumprir com os padrões impostos pelo exterior não tem que fazer com que você se sinta mais feliz. No entanto, a conquista das suas aspirações e da sua plena realização é o que contribui para a sua felicidade.

Atreva-se a saborear o sucesso que vem de crescer de acordo com as suas capacidades e os seus princípios, por mais que os outros não o considerem uma pessoa de sucesso para os seus padrões. Existem muitas diferenças entre os dois tipos de sucesso, e descobri-las irá ajudá-lo a adquirir as ferramentas necessárias para alcançar o que realmente funciona, o pessoal e o intransferível.

O apoio social: as pessoas felizes costumam ter uma vida social mais satisfatória

Uma pessoa feliz passa menos tempo sozinha e mantém boas relações sociais com seus amigos. Mas o que vem antes: o ovo ou a galinha? Dito de outra forma, as pessoas felizes cultivam mais a sua vida social de forma consciente ou são mais atraentes e, por isso, têm mais amigos? Em qualquer caso, ter uma boa rede de apoio social é muito importante.

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Diante de qualquer crise, contar com apoios sólidos age como um colchão de amortecimento. Mas atenção: também é imprescindível saber estar sozinho. A atividade social desenfreada, sem tempo para cultivar passatempos e estar consigo mesmo, pode chegar a ser um claro obstáculo para a verdadeira felicidade. Também é uma forma de evitar se encontrar consigo mesmo e enfrentar a própria vida.

A posição social

Aspirar a uma posição social mais alta é natural do ser humano, mas não traz felicidade e nem contribui para consegui-la. Os funcionários de escritório não são mais felizes do que os trabalhadores braçais, o que confirma que a categoria social é irrelevante na relação com a felicidade.

De fato, em outro estudo realizado com crianças ou adolescentes, os de classe social mais baixa disseram ser mais felizes e os de classes altas, pelo contrário, manifestaram se sentirem mais infelizes. Algo que se choca com o que, em princípio, esperaríamos.

Desgraças e alegrias

Sofrer muitas desgraças não impede alguém de ser feliz. Às vezes nossas maiores alegrias são consequência do alívio dos nossos piores temores. Em tempos de guerra existem muito menos problemas psicológicos.

Durante a guerra, as doenças psiquiátricas diminuem em geral e se apresentam poucos problemas psicológicos. É produzida uma rápida adaptação para sobreviver e o psicológico é um luxo pouco factível.

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O gênero

As mulheres experimentam o dobro de problemas emocionais que os homens, mas também experimentam mais emoções positivas e de maior intensidade. Assim, existem transtornos mentais que ocorrem com mais frequência em mulheres do que em homens, e vice-versa.

A forma como as mulheres e os homens combatem sua tristeza é distinta. As mulheres falam mais sobre isso, recorrem mais ao psicólogo, e são mais propensas a pedir ajuda.

O que fazer para ser mais feliz?

Os fatores externos não são mais do que 15% da felicidade que podemos desfrutar. Uma das grandes regras para ser feliz consiste em se comprometer consigo mesmo e com seus próprios objetivos, assim como encontrar sentido para a própria existência, dois hábitos que podemos aprender.

Parece óbvio, então, que nem o dinheiro, nem a posição ou o status social, nem o sucesso ou o reconhecimento dos outros nos farão mais felizes. Tudo aquilo que pode nos fazer mais felizes vem do nosso interior, de como interpretamos a vida e de como gerimos os nossos próprios pensamentos.