7 frases de Alexander Pushkin sobre a existência

· novembro 13, 2018

Muitas das grandes frases de Alexander Pushkin provêm de seus poemas, ou do que dizem os personagens singulares de suas novelas. Todas elas têm uma característica particular: são muito profundas e bonitas ao mesmo tempo.

O pai da literatura russa moderna teve uma existência cheia de sobressaltos. Por um lado, devido a sua particular maneira de ver o mundo e, por outro, pelo seu espírito rebelde, que sempre foi a sua principal característica.

Durante quase toda a sua vida ele esteve envolvido em assuntos políticos, mais por um desejo ético do que pela afeição pelo poder em si.

As pessoas são tão parecidas com a sua primeira mãe Eva: o que lhes é dado não é do seu gosto. A serpente está persuadindo-as para que venham até ela, a árvore do mistério. Devem ter a fruta proibida, ou o paraíso não será o paraíso para elas”.
– Alexander Pushkin –

Este grande poeta russo foi perseguido, viveu durante muitos anos no exílio e teve muito pouca tranquilidade ao longo de toda a sua existência. Morreu aos 37 anos em um duelo. No entanto, as frases de Alexander Pushkin continuam sendo lembradas séculos depois. Estas são algumas delas.

Frases de Alexander Pushkin sobre o sofrimento

A primeira etapa do poeta teve uma notável influência do Romantismo. Uma das frases de Alexander Pushkin diz: “O ímpeto do coração, engano encantador, faz-nos sofrer muito cedo”. Nela, ele reflete o espírito dramático que tanto caracterizou os românticos de sua época.

Frases de Alexander Pushkin

Existe outra bela frase na qual fica materializado um sentimento melancólico e idealista, bem próprio do século XVIII. Diz assim: “Vale mais ficar aqui e esperar. Pode ser que o temporal se acalme e o céu fique claro e, então, poderemos encontrar o caminho pelas estrelas”.

O alheio e o estranho

Pushkin foi exilado, primeiro, por participar de um grupo político secreto que estava contra a monarquia. Depois, por publicar versos que as autoridades consideraram subversivos. Mais tarde, por se declarar ateu em uma carta pessoal.

Por tudo isso, várias das frases de Alexander Pushkin falam do sentimento de estar longe, em uma realidade que não é a sua. Uma das suas afirmações diz: “Amargo é o gosto do pão alheio, diz Dante, e árduos os degraus de uma casa estranha”.

Tudo tem o seu tempo

Um dos assuntos recorrentes nas frases de Alexander Pushkin é a juventude. Talvez porque ele sentiu que os seus anos juvenis foram embora muito cedo, no meio de tantos contratempos. Ou, talvez, porque ele via nessa etapa da vida o melhor da alma humana.

Menina brincando na praia

Em várias de suas obras literárias, ele se dirige diretamente aos jovens. Uma das afirmações mais conhecidas a respeito disso diz: “Adiantando a voz da Natureza não fazemos nada mais do que prejudicar a nossa sorte, e a ardente juventude voa tarde demais atrás dela”.

A verdade nem sempre é o melhor

Apesar de as últimas obras de Pushkin terem tido um tom claramente realista, o poeta nunca deixou murchar a veia idealista que tanto o caracterizava.

Ele era consciente disso, como se pode ver nesta afirmação: “Uma ilusão nos eleva mais alto do que um monte de meias verdades”. Significa que mais vale um grande sonho que nos faça crescer, do que muitos pequenos realismos que nos mantenham na mediocridade.

Mais contundente ainda é outra das frases de Alexander Pushkin que diz o seguinte: “Mais querido para mim que um monte de verdades básicas é a ilusão que exalta”. Ela expressa, sem nenhuma vergonha, que ele prefere o sonho daquilo que é ilusório do que o despertar daquilo que é ordinário.

Os lugares comuns da moralidade

O assunto da moral também está bem presente em toda a obra literária de Alexander Pushkin. Particularmente, ele se questionava muito com respeito à superficialidade de uma vida na corte, os hábitos de sua época e as profundas injustiças que cercavam o seu povo. Daí o motivo de ter dedicado muitas reflexões a esses assuntos.

Homem caminhando perto do mar

Outra das grandes frases de Alexander Pushkin diz assim: “Os lugares comuns morais são incrivelmente úteis quando podemos encontrar muito pouco em nós mesmos para justificar as nossas ações”. Refere-se ao hábito de argumentar sobre o próprio comportamento com ideias alheias que são consideradas como corretas.

Alexander Pushkin marcou um antes e um depois na literatura russa. Como escritor, ele foi muito refinado. Como pensador, um homem à frente do seu tempo. Morreu cheio de dívidas e, paradoxalmente, foi o próprio Czar Nicolau I quem as pagou por ele.