Acorde a abundância que está adormecida em seu interior

Acorde a abundância que existe em seu interior

Março 13, 2017 em Psicologia 0 Compartilhados
Acorde a abundância que existe em seu interior

Muitos de nós mantemos um tipo de mentalidade focada para a carência: ficamos obcecados com tudo que falta em vez de criar consciência do que já temos. Agradecer, apreciar o que somos e o que nos rodeia é, sem dúvida, a melhor forma de se aproximar da verdadeira abundância.

Não é um mal moderno. Essa sensação indescritível de que falta alguma coisa e de que andamos à beira de um abismo onde sempre se abre algum tipo de deficiência é a eterna crise existencial do ser humano. No entanto, é imprescindível controlar e racionalizar este tipo de pensamento. Do contrário, essa carência crescerá como a erva daninha, como a hera que termina cobrindo as janelas de uma casa.

“A abundância é o meu estado natural, e eu o aceito.”
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Também sabemos que não é precisamente fácil administrar esta sensação. E não é porque a atual e notória desigualdade social torna mais palpável do que nunca a palavra “carência”. A falta de um trabalho, de certos ganhos ou a perspectiva de um futuro incerto fazem com que o conceito de abundância nos soe irônico. Contudo, entender este termo e aplicá-lo à nossa realidade do ponto de vista motivacional pode nos ajudar a encarar o nosso dia a dia de uma forma mais sábia.

Temos certeza de que este tema lhe será de grande utilidade.

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A abundância natural e a abundância artificial

Existe um livro muito interessante chamado “Sapiens, uma breve história da humanidade“, do historiador Yuval Harari. O livro faz uma análise um pouco provocante sobre a história da evolução e do sucesso do homo sapiens, onde, de alguma forma, o leitor acaba intuindo que a crueldade da nossa própria espécie parece ter se imposto sobre a ética em muitos casos.

Um dos aspectos que aponta o doutor Harari é que nos acostumamos a viver em um estado que poderíamos definir como “abundância artificial”. A título de exemplo, já exploramos o mundo natural a ponto de obrigá-lo a nos oferecer muito além do que o equilíbrio da Terra e dos ecossistemas pode nos permitir. Mesmo assim, nossa modernidade está orientada para esse materialismo onde “a acumulação” ou a obtenção de “coisas” define o status da pessoa. A carência delas, contudo, gera mal-estar e infelicidade.

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Distorcemos o conceito verdadeiro e original do termo abundância. No meio natural abundância é, acima de tudo, equilíbrio e respeito. É apreciar o que já está presente, o que nos rodeia, sem necessidade de quebrar essa harmonia para que nos ofereça mais do que está dentro de suas próprias possibilidades.

Uma coisa que sem dúvida o homo sapiens moderno não pode entender, porque assim como disse Benjamin Franklin certa vez, chegamos a um ponto onde pensamos que o tempo é dinheiro; quando na verdade, o tempo nada mais é do que um presente que esquecemos de aproveitar como se deve.

Como viver em abundância

Chegados a este ponto é evidente que abundância não é sinônimo de dinheiro, de acumulação de bens ou mesmo de poder. Abundância é viver em plenitude de forma inteira, sem faltas, sem vazios ou com um coração desgastado pelo vento, dando a eterna sensação de estarmos ocos por dentro.

“A primeira semente para a abundância é o agradecimento.”
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Por mais irônico que pareça, em tempos de dificuldades e de carências é mais necessário do que nunca sentir esta abundância interior. Somente assim disporemos de uma verdadeira fortaleza psicológica para enfrentar a adversidade, para intuir oportunidades e sermos assim mais receptivos para com tudo que nos rodeia.

Convidamos você a refletir sobre os próximos aspectos.

Dicas para construir uma verdadeira abundância interior

Muitos de nós estamos muito acostumados ao que se conhece como “motivação por deficiência”: o meu celular ainda está em bom estado, mas agora lançaram outro de última geração desta marca que todo mundo tem, e é claro que não posso ficar sem um.

Nos faltam muitas coisas. Talvez você não tenha uma casa com muito conforto. É possível que o seu corpo não seja o ideal e que seu parceiro tenha os seus defeitos. Cabe até a possibilidade de que você ainda não tenha conseguido sair de férias naquele destino paradisíaco, enquanto os seus amigos já foram no verão passado. Viver na economia da carência é como um vírus, como uma doença contínua que pouco a pouco se espalha como a mancha de umidade em uma parede. Está sempre aí, com a sua aparência desagradável.

  • Precisamos nos afastar do lugar que nos dá esta abordagem mental. Focar a nossa própria existência exclusivamente na esfera material é uma fonte inesgotável de mal-estar. Nunca estaremos satisfeitos.
  • Mude o enfoque da sua perspectiva mental. Direcione-a para o que você já tem para perceber onde se concentram as suas fortalezas reais, suas verdadeiras belezas e a sua abundância.

Precisamos desenvolver um estado de consciência capaz de abraçar as coisas positivas, o presente e o concreto. Não o que não está, o que não existe ou o que falta. Somente quando formos capazes de agradecer pelo que somos, o que nos define e o que nos rodeia em plena confiança, poderemos abrir as portas da prosperidade.

Imagens cortesia de Sonia Kosh.

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