Como ajudar as crianças a resolverem os seus problemas

Como ajudar as crianças a resolverem os seus problemas

setembro 11, 2016 em Psicologia 33 Compartilhados
Como ajudar as crianças a resolverem os seus problemas

As crianças precisam aprender a resolver os seus problemas por si mesmas. Na verdade, a solução de problemas é uma habilidade das mais importantes para o futuro dos nossos filhos. Assim, se os ajudarmos nessa tarefa de aperfeiçoá-la, faremos um grande favor. Não espere que cheguem à adolescência, a criança deve começar a enfrentar os seus problemas na fase pré-escolar.

Ao interceder pelos nossos filhos e tentar resolver a maioria dos seus problemas estamos educando crianças dependentes, fracas e irresponsáveis. O reflexo dessa superproteção se manifesta claramente nas situações do dia a dia, como fazer seus trabalhos de casa ou gerenciar os conflitos com os seus colegas.

No entanto, o problema de muitos pais é que eles não entendem muito bem como é exatamente esse processo de resolução de problemas. Eles os resolvem como podem ou sabem e ponto final. Eles não sabem exatamente qual é o processo que utilizam e não conseguem descrevê-lo explicitamente. Isso não é ruim, simplesmente significa que assimilaram o processo, mas não sabem como explicá-lo.

Por que as crianças precisam aprender a resolver os seus problemas?

As crianças enfrentam muitos problemas todos os dias, problemas que vão desde dificuldades escolares, problemas com os colegas, problemas em suas brincadeiras e esportes, dificuldade para completar uma tarefa ou até mesmo problemas para decidir a roupa adequada para uma ocasião especial.

Quando uma criança resolve um problema, está melhorando sua autoestima e a confiança que tem em si mesma. Algo que sem dúvida, irá torná-la mais independente e confiante.
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Por outro lado, quando uma criança não tem as habilidades para resolver um problema e de alguma forma se sente inferior a ele, entra em um processo de evitar o enfrentamento dos problemas. Por exemplo, se uma criança está sendo maltratada pelos seus colegas e não sabe como reagir, em vez de enfrentar a situação, dirá que não gosta de escola, estudará menos ou se queixará de problemas de saúde para evitar se expor à mesma situação.

Outras crianças que não têm capacidade de resolver problemas vão optar por não reconhecer que têm escolhas, reagindo impulsivamente sem pensar ou até mesmo com violência.

Ajudar as crianças a aprenderem a procurar e encontrar as melhores opções não significa fazer o processo por elas, mas acompanhá-las durante o aprendizado.
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Como ensinar as crianças a avaliarem os problemas

As crianças devem começar por compreender que elas têm um problema. Às vezes, elas não estão conscientes disso ou não se atrevem a falar sobre o assunto. A criança precisa reconhecer que tem um problema. Como disse Ludwig Wittgenstein, se um problema pode surgir, também pode ser resolvido. Ele provavelmente estava falando sobre questões filosóficas e transcendentais, mas a abordagem é igualmente verdadeira para os problemas da vida cotidiana.

Quando as crianças identificam o problema, chegou o momento de gerar soluções antes de decidir por uma delas. Uma maneira que elas gostam muito e os adultos também utilizam, é a “chuva de ideias”. Consiste em relacionar todas as soluções possíveis por mais loucas que possam parecer. Esta forma de pensar é fantástica, uma vez que precisamente essas ideias absurdas, através de um processo de reflexão, podem nos apontar uma boa solução.

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Depois que a criança reconhece várias opções e as possíveis consequências de cada uma, é hora de decidir qual delas é a melhor. Nessa fase, devemos ensinar às crianças que se escolhermos uma ação e isso não resolver o problema, podemos tentar outra coisa. Neste sentido, devem ser encorajados a continuar tentando resolver o problema até encontrar uma solução adequada.

Discutir os problemas de forma ativa

Quando os problemas aparecem, a menos que seja uma situação muito perigosa, não temos que nos apressar para resolver tudo por eles. Se você perceber que o seu filho está lutando para superar uma dificuldade, deixe-o agir sozinho mesmo que você sofra com isso. Valorize o seu entusiasmo e a sua coragem, independentemente do fato da criança resolver o problema ou não.

quando perceber que ele já tentou e não sabe mais o que fazer, ou que está no caminho errado, você pode ajudá-lo. Mas não para resolver o problema por ele, e sim para ajudá-lo a reconhecer o que está acontecendo e encontrar algumas opções.

Outro aspecto importante que deve ser evitado é punir ou repreender uma criança quando ela é incapaz de resolver um conflito ou quando dá sinais de que tem um problema. Por exemplo, se ela discute frequentemente com seus irmãos ou tira notas ruins, o que podemos fazer é ajudar a encontrar o problema e buscar soluções para não alimentar a fonte de conflitos ou dificuldades.

Permita que a criança assuma as consequências naturais das suas decisões

Quando permitimos que as crianças assumam as consequências naturais das suas decisões, elas realmente aprendem as habilidades para resolver problemas. Levar em conta as consequências de uma decisão significa permitir que a criança faça a sua escolha e enfrente as consequências positivas ou negativas que essa decisão possa trazer.

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Quando uma criança ou um adolescente está experimentando as consequências de uma decisão tomada livremente podemos aproveitar para discutir o que aconteceu, por que aconteceu e quais seriam outras opções.

No entanto, se não deixarmos que os nossos filhos comecem a vivenciar o mundo real eles não vão aprender a tomar boas decisões, porque terão a sensação de que são completamente imunes.

Então, não se esqueça de que só aprenderão a tomar decisões se deixarmos que experimentem todo o processo, desde a definição do problema até o enfrentamento das consequências das suas ações.

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