Amor próprio: nem com você, nem sem você: comigo

Amor próprio: nem com você, nem sem você: comigo

setembro 28, 2015 em Emoções 0 Compartilhados
Amor próprio: nem com você, nem sem você: comigo

A liberdade não existe sem o desapego, e o desapego não é a ausência de amor.

Ciúme, medo, culpa, raiva, complexos…. Até que ponto tudo isto pode contaminar o amor? Falamos destes amores que impõem condições, pelos quais esperamos, pelos quais ficamos de lado com a esperança de que, um dia, nos deem o que precisamos.

Mas nesta vida há poucas coisas que nos pegam de surpresa. Somos capazes de prever rapidamente que o que tanto desejamos nunca chegará as nossas mãos por um amor que nos faz esperar.

Então, chegam as sombras, as 7 pragas, a tristeza, o cansaço e a decepção. E quando a mais absoluta desolação passa a reinar, ela nos impede de seguir em frente e faz com que nós nos abandonemos, que nos esqueçamos do amor próprio.

A importância do amor próprio

Nós não nascemos presos, nós nos prendemos

A triste realidade é que abandonamos o nosso terreno emocional e o nosso amor próprio para cultivarmos amores insanos, destes que obstruem e destroem. Não arrancamos as ervas daninhas do nosso caminho e isso traz consequências.

Não será possível nos livrarmos da tristeza e da dor se não agirmos no sentido oposto. É melhor não cobrir os olhos quando algo der errado; simplesmente reconheça, detecte e sinta o ambiente ao seu redor, saiba onde você está pisando.

A liberdade não é falta de amor e nem o apego é amor

Na verdade, a maneira de entender as relações e o amor é muito relativa. Querer ser uma alma livre não significa renunciar ao amor. Da mesma forma existem pessoas que, ao desejar demais o outro, transformam o relacionamento em algo tóxico e doloroso.

Há muitas histórias de amores perdidos por orgulho, por esquecimento ou simplesmente por negligência, mas hoje nós falaremos sobre estas relações que foram envenenadas pela viúva negra do amor: a subjugação emocional.

A importância do amor próprio

Por isso, quando o amor se converter em dor e sofrimento, chegou a hora de abandoná-lo e partir para uma reciclagem. Isto significa que em todas as relações devem prevalecer a saúde emocional e o amor próprio.

Você pode pensar que você precisa da pessoa, pode ser que ela contribuía em muitas coisas, mas há momentos em que você deve tirar a venda de seus olhos e começar a entender o que está incomodando as suas emoções.

Ninguém ama a si mesmo até que sofra por amor

Isto é verdade, nós não amamos a nós mesmos enquanto este amor não nos faz falta. Esta necessidade interna surge quando alguém ou algo falha, pois só então vemos as nossas carências.

As pessoas sempre pensam que o que é mais doloroso é perder alguém que se ama, mas a verdade é que você perde a si mesmo no processo de amar demais alguém, esquecendo-se de quem você é, e isto é muito pior.
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Quando já demos tudo por um amor que não fez por merecer, começamos a nos amar. Esse orgulho ferido nos faz tocar as centelhas de nosso amor interior. Questionamos no que falhamos, consideramos novas possibilidades de como podemos nos sentir melhor e de como vamos seguir em frente. Ou seja, o amor próprio entra pela cabeça, não pelo coração.

A importância do amor próprio

A tristeza e o sentimento de vazio que surgem quando deixamos ir o que não nos faz bem é apenas um reflexo do anseio do que poderia ser e não foi, o que queríamos que ocorresse e não ocorreu.

Se você deixar, sem temer, que a tristeza entre, ela irá levá-lo à liberação definitiva, à independência, à vida sem resistência, sem ciúme, sem censura e sem as culpas que o contaminam.

Então, se nós subirmos no barco do amor contaminado, o melhor é buscar algo que irá nos ajudar a flutuar em nosso interior. Porque, acima de tudo, a nossa vida não é vivida com ninguém mais além de nós mesmos.

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