A ansiedade e o estresse, nossos piores inimigos

A ansiedade e o estresse, nossos piores inimigos

julho 15, 2016 em Psicologia 141 Compartilhados
A ansiedade e o estresse, nossos piores inimigos

Pensar em como pagar as dívidas, no que fazer para o jantar, pegar as crianças na escola, cumprimentar um amigo pelo seu aniversário, entregar o relatório no trabalho a tempo, chegar tarde a uma reunião por causa de um imprevisto… Este é o dia a dia de qualquer um de nós. Enquanto vivemos tudo isso, não percebemos que o estresse e a ansiedade que as nossas preocupações provocam são os piores inimigos para os nossos corpos e mentes.

O estresse é o processo que realizamos quando percebemos uma situação ou acontecimento como ameaçador ou como algo que extrapola os nossos recursos. Muitas vezes essas situações se relacionam com as mudanças que demandam um esforço extra e colocam em perigo o bem-estar pessoal.

Contudo, a ansiedade é uma reação de ativação natural que já não depende de um fato concreto, mas que acontece apesar de ter desaparecido o evento perturbador. Neste sentido, continuamos sentindo pânico ou uma sensação negativa em relação ao nosso trabalho, relacionamento amoroso ou ao fato que tenha o sido o disparador. A ansiedade se instaura por causa de um estresse excessivo e permanece muito tempo provocando diversas sensações e efeitos negativos na saúde.

O estresse e as emoções

Segundo um estudo realizado por neurocientistas da Universidade de Nova Iorque, as terapias para transtornos emocionais como o temor ou a ansiedade podem ser limitadas pelo estresse, mesmo que seja moderado. Elizabeth Phelps, autora principal do estudo, explicou que os cientistas suspeitaram durante muito tempo que o estresse pode comprometer a capacidade de controlar as emoções.

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Nos tratamentos de transtornos emocionais às vezes os terapeutas usam técnicas de reestruturação cognitiva que ajudam os pacientes a pensar e agir de outra forma para, então, modificar a sua resposta emocional. A experiência da Universidade de Nova Iorque consistiu em estudar se essas técnicas funcionavam na vida real sob o estresse cotidiano.

Para isso, os pesquisadores criaram um temor entre os participantes, mostrando-lhes imagens de serpentes ou aranhas, algumas delas acompanhadas de um choque elétrico suave e outras não. Desta forma os pacientes foram condicionados para sentirem temor frente a essas imagens. A seguir, mostraram aos participantes técnicas para diminuir o temor causado pela experiência.

No dia seguinte os participantes foram divididos em dois grupos, os do estresse e os de controle. Os participantes do grupo do estresse mergulharam suas mãos em água gelada por três minutos e os do grupo de controle em água morna. Então mediu-se o nível de cortisol na saliva de todos os participantes.

Para entender esta última frase é preciso saber que o cortisol é produzido em resposta ao estresse e os participantes estressados mostraram níveis mais altos que os do grupo de controle. Além disso, quando lhes mostraram novamente as imagens de serpentes e aranhas, o grupo de controle mostrou uma resposta menor de medo.

Como reduzir o estresse e a ansiedade

Todos sofremos de estresse em nosso dia a dia, corremos de um lado para o outro, nos cansamos, chegamos atrasados, mas o importante é evitar que esse estresse perdure e possa se transformar em algo mais sério. A seguir apresentamos algumas técnicas para poder administrar e reduzir o estresse e a ansiedade, para que a sua saúde seja favorecida:

  • Pratique um esporte. Um dos principais conselhos que são dados para reduzir o estresse é praticar um esporte. Não se trata de fazer horas e horas de academia, e sim de se mexer, caminhar depressa, correr, caminhar na natureza. Pense no que o agrada e faça-o. O exercício físico libera endorfinas, o chamado “hormônio da felicidade” que fará você se sentir melhor e liberar o estresse.
  • Administre o seu tempo. Todos temos muitos afazeres e atividades ao longo da semana, mas o fato de não estabelecermos um momento certo para cada uma faz que nos sintamos como se não tivéssemos feito nada no fim do dia. Procure estabelecer um planejamento semanal e organizar cada tarefa com o tempo que irá dedicar a cada uma delas, respeitando que nesse momento não receba interrupções do seu celular com mensagens, ligações, etc. Podem acontecer urgências imprevistas para atender, mas não todos os dias.

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  • Aprenda a dizer não. Às vezes dá muito medo dizer não para evitar que outra pessoa se sinta mal ou por medo da sua reação, mas no fim das contas, prejudicamos a nós mesmos e acabamos fazendo coisas que não queremos. Procure aprender a dizer não para aquelas tarefas que lhe roubam o tempo e não lhe acrescentam nada. Não tenha receio porque o normal é que as pessoas entendam e respeitem as suas decisões.
  • Priorize. Outro erro que cometemos no dia a dia é o de não priorizar as coisas que realmente podem esperar e as que não, o que é realmente importante e o que não é. Neste sentido, saber priorizar irá possibilitar fazer as coisas com ordem e evitar o estresse de ter mil tarefas ao mesmo tempo, sem conseguir acabar nenhuma.
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