O que podemos aprender com as árvores para alcançar a felicidade?

· junho 23, 2017

As árvores crescem belas e majestosas alimentadas por fortes raízes. Não temem as tempestades, são a conexão com a Terra. Não resistem às mudanças e se deixam levar pelos ciclos da natureza com serenidade e indulgência. Basta prestar atenção para perceber toda a mágica sabedoria que existe nelas…

Robert Graves dizia em seu livro inesquecível “A Deusa Branca” que as árvores compartilham muitas semelhanças com as características dos homens. No entanto, nelas existe algo mais místico, mais equilibrado, pacífico e até mesmo nobre. De fato, recentemente esse assunto foi muito comentado nas redes sociais e tornou-se um fenômeno viral.

“Uma árvore pode se dobrar com o vento, mas não se quebra”.
– Provérbio africano –

Falou-se muito nas redes sociais sobre o conceito de “árvores tímidas”. Essa simples declaração imediatamente chamou a atenção de milhões de usuários no Twitter. Imediatamente, biólogos e naturalistas não hesitaram em aprofundar um pouco mais essa ideia que na botânica é conhecida como “fenda da timidez”. Ela se refere a um curioso fenômeno descoberto na década de 50, através do qual é descrito um evento natural tão incomum quanto fascinante.

Nas florestas tropicais, caracterizadas principalmente pela sua frondosidade, as árvores crescem geralmente muito próximas umas das outras. No entanto, há certas espécies que nunca se encostam ou se tocam. Deixam um espaço entre elas conhecido como “fendas da timidez” ao ponto de criar fendas fascinantes, veias muito finas por onde a luz pode entrar, criando um ambiente maravilhoso.

Elas coexistem em perfeita harmonia, comunicando-se talvez em uma linguagem antiga que não conhece palavras, mas demostrando que na natureza nem sempre só os mais fortes sobrevivem. Às vezes, o respeito mútuo cria uma vida mais bela.

Copas das árvores

As raízes das árvores se movem em busca de alimento

As árvores não são tímidas e não deixam nada ao acaso. Na verdade, ela são muito sábias e vale a pena aprender com elas de uma forma mais íntima, mais reflexiva. Sabemos, por exemplo, que atualmente existem muitas práticas como a terapia das árvores ou os clássicos “banhos de natureza”. Além do ato de caminhar por uma floresta ou abraçar uma árvore, conseguimos algo muito mais simples, mais básico e enriquecedor: compreender o seu comportamento para imitá-lo.

  • Quando falamos sobre as raízes de uma árvore imediatamente pensamos em algo fixo, firme e forte. Na verdade, é comum relacionar nossas próprias raízes com o vínculo familiar que nos define e, ao mesmo tempo, nos determina.
  • Esta ideia não está totalmente correta. Na realidade, as árvores “movem” estrategicamente as suas raízes em busca do melhor alimento, dos melhores nutrientes para crescer, florescer, se expandir …
  • Na verdade, as estratégias de coleta de alimentos das árvores são surpreendentes, a tal ponto que as raízes estendem seus filamentos a longas distâncias em busca do que elas precisam.

Nós também podemos agir da mesma forma. Busque o seu caminho, explore novas perspectivas, percorra os melhores caminhos em busca do que deseja, quer ou precisa em um determinado momento.

Nenhuma árvore é igual a outra, todas contam uma história

Os anéis do tronco de uma árvore nos dizem muito mais do que a idade cronológica desse ser que até pouco tempo atrás crescia belo e majestoso no meio de uma floresta, de um campo ou de uma montanha. A dendrocronologia é capaz de ler a história e a vida de carências e superação de uma árvore: as estações com escassez de água, os anos de geada, o impacto das pragas, os incêndios …

  • Nós também temos também entalhes, marcas e ferimentos internos. Também crescemos com as adversidades, e cada um desses momentos difíceis nos fizeram únicos e excepcionais.
  • Cada pessoa é mágica em sua essência, uma vida que se ergue no meio desta vasta e caótica floresta, com as suas próprias folhas que o sol acaricia e o vento balança, com seus entalhes que são curados em silêncio, com raízes extensas e ramos que servem de abrigo para os outros ou para crescer ainda mais, até tocar o céu se assim desejar…
A sabedoria das árvores

As árvores e os seus ciclos

O bambu passa seus primeiros 7 anos crescendo “para baixo”, expandindo silenciosamente as suas raízes, de forma sábia e sem pressa. Após esse tempo, acontece algo surpreendente: em apenas alguns meses pode crescer até 30 metros. Ele é alto, flexível, resistente e uma das mais fascinantes criaturas da natureza.

“As árvores são santuários, as pessoas que souberem como ouvir e falar com elas descobrirão a verdade”.
 -Herman Hesse-

Na natureza tudo tem os seus ciclos, e as árvores sabem disso. Por outro lado, nós somos os seres mais impacientes deste planeta. Pretendemos encontrar soluções rápidas, sucesso rápido, reforços imediatos e prazeres recicláveis.

Nada disso faz sentido no mundo natural. Porque uma árvore não entende de frustração, mas de paciência enquanto investe no seu crescimento interno, enquanto observa o presente, deixa as sementes germinarem, busca os melhores nutrientes …

O que podemos aprender com as árvores?

Aprenda com as árvores, inspire-se na sabedoria dos seus ciclos, na sua linguagem respeitosa, onde tudo tem seu momento, onde tudo acontece e tudo passa, enquanto nunca se descuida de si mesma e não negligencia os outros. Porque somos todos parte de um equilíbrio perfeito, de um ecossistema onde o carinho, a consideração e o respeito deveriam estar sempre presentes e nutrir cada uma das nossas raízes para viver em perfeita harmonia.