As pessoas mais distraídas são as mais criativas? – A mente é maravilhosa

As pessoas mais distraídas são as mais criativas?

16, janeiro 2016 em Psicologia 96 Compartilhados
As pessoas mais distraídas são as mais criativas?

Alguma vez já lhe disseram que você parece estar nas nuvens e não com os pés no chão? Pode ser que uma das suas habilidades seja a criatividade.

Costumamos classificar as pessoas que não prestam atenção ou cuja imaginação divaga como “improdutivas”, “pouco inteligentes” ou “sem capacidade para alcançar o sucesso”.

Desde crianças nos exigem que estejamos focados no que as professoras dizem, assim como nossos pais. Quando crescemos nos castigamos se passamos mais de 5 minutos pensando no futuro ou em nossos sonhos.

Você sabia que os artistas e os cientistas de maior destaque na história tinham “problemas” de concentração? Estamos falando de Pablo Picasso, Claude Monet, Charles Darwin e Albert Einstein. Parece ser que a desatenção e a criação andam juntas.

Isto foi objeto de pesquisa na Universidade de Harvard durante muito tempo. A conclusão a que chegaram é que o fato de ter mais de uma ideia rodando a cabeça ao mesmo tempo ajuda a compreender certos fenômenos de forma mais fácil e rápida, bem como a ter uma resposta imediata e válida para as nossas perguntas.

O constante ir e vir de informação na mente fomenta a criatividade. É provável que você tenha a capacidade de resolver problemas de forma mais eficiente.

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“Tudo me distrai”

Pode parecer a confissão de uma pessoa que passou por terapia ou que está fazendo um tratamento para deixar um vício.

Costumamos pensar que nos distrair é algo ruim, mas na verdade é uma reação do cérebro ao descanso, a deixar de fazer uma tarefa que não lhe agrada, a querer avançar em outros aspectos, etc.

Aqueles com problema (ou a capacidade) de se distrair até quando passa uma mosca ao seu lado, podem, a partir de agora, colocar a culpa nos neurônios do lóbulo parietal superior do cérebro. É isso mesmo, já que aparentemente, quanto mais distração existe em nossa vida, maior a quantidade de matéria cinzenta que temos.

Os cientistas ainda não compreendem o que acontece nestes casos: a teoria até o momento indicava que possuir mais neurônios podia nos ajudar a manter o foco e a concentração, e não o contrário.

Uma das hipóteses analisadas atualmente é a de que conforme o cérebro vai amadurecendo, também vão sendo destruídos alguns neurônios e conexões nervosas. Este processo ajuda no controle da atenção. Seguindo esta ideia, aqueles que possuem mais matéria cinzenta no cérebro seriam mais distraídos e “infantis”.

Vale a pena também destacar que é possível ter épocas de maior ou menor distração devido aos novos projetos, à ansiedade, ao estresse, ao cansaço e aos nervos. Contudo, quando uma pessoa é distraída por natureza, existe algo que vai além de uma falta de foco momentânea. Sempre lhe acontecerá a mesma coisa, independentemente da situação.

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A relação incomum entre a distração e a criatividade

Mesmo que a nossa cultura e educação nos incitem a nos mantermos sempre focados e concentrados, nem sempre conseguimos isto. Não somos robôs, nem máquinas. Muitas vezes, a criatividade está acoplada à distração.

Como isto pode ser possível?

Segundo um estudo recente, as pessoas que não conseguem manter a atenção em uma tarefa contam com mais “fugas” nos filtros sensoriais. Isto é, as barreiras que nos permitem nos isolarmos de tudo o que acontece ao nosso redor na hora de empreender uma tarefa em especial. Elas têm a capacidade de detectar estímulos próximos, mas os descartam para nos ajudar a nos concentrarmos.

Se bem é verdade que estas fugas afetam a capacidade de concentração, também permitem juntar ideias e registrá-las em um projeto, algo chave para ser uma pessoa criativa.

Já lhe disseram alguma vez que você está no mundo da lua? Ora, que ótimo!!! É um elogio e não uma crítica, se é que você a sabe aproveitar.