As três respostas, uma bela história sobre a diferença

agosto 10, 2019
Neste artigo, apresentamos a história de um casal que tentou encontrar soluções para seus problemas olhando para o vizinho que não os tinha...

Esta história sobre a diferença é uma adaptação de um conto de Liev Tolstói. Nele, existia uma cidade em que havia invernos rigorosos, durante os quais nevava diariamente e com temperaturas que faziam todos os habitantes tremerem.

Neste lugar vivia um casal que não tinha filhos. Ambos sentiam muito frio e, por mais que se agasalhassem, raramente conseguiam se esquentar o suficiente para se sentirem confortáveis. Os dois estavam cansados ​​desta situação, mas não sabiam o que fazer.

Um de seus vizinhos, por outro lado, tinha uma ampla casa e uma grande família. Nunca reclamava do frio e, ao contrário, desfrutava de noites quentes no inverno. Percebendo isso, eles não podiam deixar de se perguntar por que sentiam frio e os outros não.

Esta história sobre a diferença conta que o vizinho respondeu gentilmente. Como a cidade era muito fria, ele havia tomado a precaução de reforçar as paredes e o telhado com uma madeira bem quente. Talvez isso pudesse funcionar com eles também.

“Uniformidade é a morte; a diversidade é vida”.
-Mijail Bakunin-

Casa coberta de neve no inverno

Mudanças na residência

O casal percebeu que suas paredes e seu telhado eram, de fato, muito frágeis. Então, eles economizaram por um bom tempo até que tivessem dinheiro suficiente para reforçar sua casa com uma bela madeira.

O verão chegou e eles começaram a sentir um calor insuportável. A única maneira de encontrar alívio era saindo de casa, porque seu interior era um forno. Eles pensaram que talvez esse fosse o preço que tinham que pagar por ter uma casa quente durante o inverno.

No entanto, o inverno chegou, mas a casa não ficou tão quente quanto eles esperavam. Talvez agora eles não tremessem como antes, mas também não pararam de sentir frio. Irritados com a situação, visitaram o vizinho novamente para obter uma resposta.

Uma segunda resposta

O casal consultou a situação com seus vizinhos novamente. O vizinho pensou e lhes disse que talvez o que precisavam era um bom aquecedor. Talvez pudessem remover as madeiras de reforço e, assim, ficariam mais frescos no verão, sem que tivessem que passar frio no inverno.

O marido viu o aquecedor do vizinho e o guardou na memória para comprar um igual. Era imenso e fabuloso. Fornecia um calor muito agradável. O que o vizinho havia lhes dito era completamente razoável. Comprar um aquecedor igual certamente resolveria seus problemas.

Esta história sobre a diferença conta que, novamente, o casal teve que economizar por um bom tempo. No final, eles conseguiram comprar um aquecedor tão grande quanto o do vizinho.

Assim, removeram os reforços e os empilharam no quintal de sua casa. No inverno seguinte, pela primeira vez, não sentiram frio ao custo de queimar toda a madeira armazenada.

Troncos de madeira empilhados

Uma história sobre a importância de ver a diferença

Logo chegou um novo verão. Assim como tinham previsto, a casa estava fresca e confortávelO casal estava feliz. Antes do novo inverno chegar, eles guardaram uma boa quantidade de lenha. Afinal, o aquecedor era gigante e precisava ser alimentado constantemente.

O inverno chegou e, com ele, uma nova decepção. A madeira que tinham armazenado foi suficiente apenas para algumas semanas. O marido, repetidamente, pegou algumas madeiras das paredes e as colocou no aquecedor. Obviamente, quanto mais madeira removiam, mais frio sentiam.

Chegou um momento em que praticamente tinham acabado com uma das paredes. E continuaram com o telhado. O vizinho, que observou a situação e ficou preocupado com o casal, foi falar com eles.

Ele explicou que não havia sentido em destruir a casa para alimentar o aquecedor. Se ficassem sem telhado, o aquecedor não seria capaz de impedir que congelassem.

O casal estava chateado. Tinham seguido o conselho do vizinho e não conseguiram resolver seus problemas. Agora, o que poderiam fazer? O vizinho deu-lhes, então, uma terceira resposta.

Sua casa era grande e tinha janelas amplas. Por isso, no verão não fazia calor. Por causa delas, ele também precisava de um grande aquecedor. A dificuldade era essa: o casal havia aplicado soluções pensadas para outros problemas.

  • Tolstoi, L. N., & Arrizabalaga, D. N. (1907). Cuentos populares. Garnier.