Benefícios da dança na terceira idade

· março 1, 2019
Entre os benefícios mais notáveis ​​da dança na terceira idade estão sua capacidade de reduzir os sintomas associados à depressão, ao isolamento e à solidão.

Os benefícios da dança na terceira idade são inúmeros. Falamos de uma atividade que melhora a mobilidade e o equilíbrio, diminuindo a rigidez articular. Uma das maiores virtudes da dança é o bem-estar emocional gerado: é uma fonte de alegria, confiança e motivação.

Assim, muitos idosos conseguem reduzir o tempo que passam nadando em mares de emoções negativas. Fazem isso ao mesmo tempo em que deixam de lado a solidão indesejada.

Charles Baudelaire disse que uma maneira de revelar os mistérios da música é canalizá-la através da dança. Isso é algo que, sem dúvida, as pessoas com alguma experiência já sabem. Há pessoas que iniciam esta prática após os sessenta ou setenta anos de idade.

A dança não tem idade, disso nós sabemos. No entanto, em certos momentos, pode ser um verdadeiro despertar, tanto físico quanto emocional. Além disso, algo que não podemos ignorar é a importância de seguir encontrando motivações nesta última etapa do ciclo de vida, que, como sabemos, se estende por mais tempo dada a expectativa de vida.

Atualmente, a imagem deste grupo populacional que incluímos sob o rótulo da terceira idade mudou muito. Existem homens e mulheres muito ativos, dispostos a explorar novas áreas onde podem continuar se sentindo realizados pessoalmente. A dança pode ser, sem dúvida, uma prática extraordinária que melhora a saúde física. Ao mesmo tempo, otimiza as relações sociais e a conexão com o seu meio.

“Toda dança que você faz pertence a você. Faz parte do seu repertório. Quando você pensa dessa maneira, vai querer que sua próxima vez dançando seja a melhor de todas”.
-Torron-Lee Dewar-

Quais os benefícios da dança na terceira idade?

Quais são os benefícios da dança na terceira idade?

O envelhecimento é uma constante para todos. No entanto, isso não significa que devemos associá-lo sempre a um declínio inevitável, no qual nossas capacidades físicas e cognitivas são obrigatoriamente reduzidas. Cada pessoa enfrenta essa etapa da sua vida de uma maneira particular, de uma forma que se relacione com sua abordagem pessoal, seus recursos, seus hábitos e sua saúde.

No entanto, um aspecto importante a se ter em mente é a prevenção. Manter uma série de estratégias específicas no dia a dia condicionará a qualidade de vida desfrutada e percebida. Fatores como a alimentação ou contar com uma rede social e com apoio significativo ajudam a chegar a uma idade avançada em melhores condições e com maior felicidade.

A dança na terceira idade harmoniza diversas dimensões que, por si só, também favorecem o bem-estar nessa etapa do ciclo vital. Isso significa que, se a pessoa ainda não começou nesta arte, vale a pena encorajá-la. Vejamos a seguir o que pode gerar.

A dança melhora a qualidade de vida das pessoas com Parkinson

Em um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, foram demonstrados os grandes benefícios da dança para pessoas com Parkinson. Atualmente, esta é considerada uma ferramenta terapêutica ideal para melhorar os seguintes aspectos:

  • Reduzir a taxa de quedas.
  • Melhorar o andar, o ritmo, a velocidade e a flexibilidade.
  • Otimizar a força e o tônus ​​muscular.
  • Fortalecer os processos cognitivos, como a atenção e a memória.
  • Melhorar a autoestima.
A dança reduz os sintomas associados à depressão

Reduz os sintomas associados à depressão

Os médicos Amanda Haboush e Mark Floyd, da Universidade de Nevada, conduziram um estudo em várias residências onde foi desenvolvido um programa de aulas de dança. Uma boa parte dos residentes diagnosticados com transtornos do humor começaram a apresentar melhoras após duas semanas.

  • Eles se sentiram menos deprimidos, demonstraram menos estresse, ansiedade e problemas de insônia.

Por outro lado, como indicamos, um dos nossos objetivos ao enfrentar melhor esta etapa da nossa vida é investir na prevenção.

  • Uma maneira excelente de encontrar novos incentivos uma vez chegada a aposentadoria seria frequentar um centro especializado. Não podemos ignorar o fato de que entre os melhores benefícios da dança na terceira idade está o de evitar o isolamento, conectar-se com outras pessoas e assim evitar dimensões como a apatia, a falta de incentivos e de motivação.
Um corpo em movimento deixa o cérebro feliz

Um corpo em movimento deixa o cérebro feliz

Um corpo em movimento aguça os sentidos, conectando-se mais e melhor consigo mesmo e com o que o rodeia. Mover-se acompanhado pela música “ativa” o nosso cérebro, nos proporciona uma dose extra de serotonina e endorfina, nos faz rir, melhorar a atenção, nos esquecemos da dor física e, de repente, o mundo faz mais sentido.

Em um estudo realizado na Universidade de Saint Louis, foi possível analisar como duas sessões semanais de dança possibilitaram a redução de medicações para reduzir a inflamação em pessoas com mais de 80 anos após dois meses. A dor associada à artrite e artrose foi reduzida, sua saúde cardiovascular permaneceu estável e até seus movimentos tornaram-se mais ágeis e rápidos.

Os especialistas afirmam também que a dança é benéfica para o cérebro porque combinamos uma atividade cardiovascular com a ativação neuronal. É interessante ter em mente que a dança nos obriga a tomar decisões rápidas em questão de segundos. Algo assim não apenas fortalece a rede neural, mas também nos permite criar novos caminhos.

Para concluir, assim como podemos ver, os benefícios da dança na terceira idade contam com respaldo científico. Da mesma forma, é algo evidente para aqueles que têm praticado desde sempre e para aqueles que estão começando pela primeira vez nesta prática. A dança não tem idade e nos ajuda a ganhar qualidade de vida.

  • Kattenstroth, J-C., Kalisch, T., Holt, S., Tegenthoff, M., Dinse, H. R. (2013). Six months of dance intervention enhances postural, sensorimotor, and cognitive performance in elderly without affecting cardio-respiratory functions. Frontiers in Aging Neuroscience. Recuperado de: http://journal.frontiersin.org/article/10.3389/fnagi.2013.00005/full.