Bons hábitos para continuar crescendo como casal

Bons hábitos para continuar crescendo como casal

junho 30, 2015 em Psicologia 1 Compartilhados
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Não importa se faz apenas alguns meses ou vários anos que vocês moram juntos (casados ou não). O caminho para um casal feliz e saudável começa a ser traçado a partir do primeiro dia. Certamente você já sabe que é preciso dar e também aceitar em troca. O equilíbrio pode ser uma das palavras que melhor define um casal, sem dúvida. Tudo deve ser, na medida do possível, de forma “equitativa”.

Se é sempre um o que dá ou o que recebe, a longo prazo a relação acaba desgastada e aparecerá o sofrimento. Ninguém está dizendo que um casal perfeito é aquele que não tem problemas, que não discute ou que não passa por momentos difíceis; é justamente o contrário. Um casal ideal é aquele que, apesar de tudo isso, continua em frente, juntos lado a lado.

Por isso, se você estiver vivendo algum inconveniente com o seu companheiro, se acha que não estão se entendendo como antes, que discutem mais que o normal, que não se escutam, que cada um está em uma sintonia diferente, então é hora de você olhar estes conselhos que vem de um especialista em psicologia de casal e família.

Hábitos importantes em uma relação de casal

* Estejam dispostos a transformar os seus desejos e necessidades: isso quer dizer que nem sempre é possível fazer o que desejamos; o outro também tem direito a desfrutar daquilo que gosta. Comprometer-se com o outro para que possa ser feliz é uma obrigação que teremos de encarar. Isto não significa deixar de lado nossas preferências, mas, como dito anteriormente, ser mais equitativo. A necessidade de sempre ter razão não é nada saudável. Seja mais tolerante para que a vida a dois seja mais agradável e amena. Aprenda a aceitar os costumes, os hábitos e até os “caprichos” do outro, mas sempre conseguindo o equilíbrio.

* Desfrutar do outro: uma das problemáticas mais corriqueiras é que cada um faz o que quer sem a companhia do outro. Isso é bom até certo ponto, porque também precisam compartilhar coisas juntos, desde assistir a um filme até sair para caminhar. Talvez um simples café da manhã na cama no domingo de manhã, um delicioso jantar sozinhos em casa (sem os filhos, por exemplo), uma “fuga romântica de fim de semana”, etc. Procurem pelo menos uma vez por mês fazer algo para os dois e ninguém mais. Algo que parece muito difícil de conseguir é desfrutar também quando o outro está feliz fazendo algo que talvez não nos agrade tanto. Por exemplo, que os homens assistam a um jogo de futebol e as mulheres a um filme de amor (ainda que, atualmente, muitas mulheres prefiram os esportes ou os homens escolham uma história romântica, mas é apenas para ilustrar o ponto).

* Dizer coisas positivas do outro na frente de outras pessoas: estando em público, seja em um aniversário, uma reunião, uma festa, etc. nunca critique o outro, tire sarro, ridicularize, ou insulte o seu companheiro. Faça exatamente o inverso; as suas atitudes devem fazer que ele ou ela se sinta seguro, apoiado e principalmente respeitado. Valorizá-lo com verdades e características que se sobressaem na sua personalidade ou ressaltar alguma conquista que tenha tido no trabalho, na universidade, etc.

* Sentir-se seguro:  não há nada melhor do que “descansar” em um lugar onde sabemos que nada de ruim irá nos acontecer. Desde um abraço a uma caricia, não é preciso que seja um lugar físico, e sim uma sensação. Quando duas pessoas estão completamente seguras, é muito mais fácil criar uma boa relação. Sempre estar aberto ao diálogo, não ter medo das entrelinhas ou dos pontos de vista diferentes, não ter medo da chateação do outro, aceitar as respostas e pedir opinião. Isto irá somar muito para a intimidade (que nem sempre é sexual) e para o frescor e saúde do casal.

* Comunicar-se para chegar ao entendimento:  procurar conversar quando ambos estão calmos, não quando a raiva ou os nervos os dominam. Lembre-se de que um desentendimento, por menor que seja, pode se transformar em uma briga muito maior e até em uma separação. Não é bom deixar que isso aconteça, é melhor falar calmamente, isto é, em posição de comunhão, de boa vontade, de atitude positiva, sem desafiar, ironizar, ou procurar briga.

* Pedir perdão é um ato de generosidade:  também é uma demonstração de arrependimento e de compromisso. Ainda que pareça tão simples, esta palavra de seis letras é uma das mais difíceis de pronunciar, especialmente quando estamos bravos, doidos, tristes, nervosos, etc.  E outra questão importante é aprender a aceitá-lo. É preciso sentir-se livre para expressar as emoções; se você não é uma pessoa com o “perdão” a flor da pele, é importante trabalhar nisto. O mesmo se aplica ao “obrigado”.

*Ir dormir o mais junto possível: alguns dizem que é vital ir para a cama com o problema resolvido, outros dizem que é melhor deixar passar as horas da noite para reconsiderar. Está comprovado que dormir muito “colado” com o parceiro melhora notavelmente a capacidade do sono, evitam-se os pesadelos, descansa-se mais, o estresse fica de lado, etc.  Então você já sabe: por uma questão de saúde física e mental, melhor dormirem abraçados.

Foto cortesia de alybaba

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